Nobel da Física 2015

A oscilação dos neutrinos

Scripta manent. O que se escreve, fica, permanece.
Recortes de imprensa

O Nobel da Física 2015 foi atribuído aos cientistas Takaaki Kajita e Arthur B. McDonald, por terem descoberto as oscilações de neutrinos e por consequência os neutrinos com massa.

O fenómeno das oscilações dos neutrinos foi descoberto durante uma colaboração internacional do detetor Sudbury Neutrino Observatory (SNO) com o Super-Kamiokande (SK).

O LIP - Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas participa na experiência do SNO desde 2005. Nos anos anteriores, entre 2002 e 2004, José Maneira, professor convidado, desde 2011, do Departamento de Física de Ciências ULisboa, responsável pelo grupo de Física de Neutrinos do LIP e licenciado em Física por esta faculdade, trabalhou como postdoc no grupo de Arthur B. McDonald, que já esteve em Portugal por duas vezes, a convite daquele laboratório.

José Maneira
José Maneira no laboratório SNO
Imagem cedida por JM

A ligação a Arthur B. McDonald não se esgota aí. Nuno Barros doutorou-se em Ciências ULisboa, em 2012, com uma tese sobre os resultados agora premiados. José Maneira e Amélia Maio, professora aposentada de Ciências ULisboa, foram os seus orientadores.

Os neutrinos são partículas elementares, muito difíceis de detetar e por muito tempo consideradas de massa nula. De acordo com a nota de imprensa emitida pelo LIP, “as experiências SNO e SK mostraram que, [os neutrinos] ao mudarem as suas propriedades no caminho entre a produção e a deteção, tinham de ter uma massa pequena, mas diferente de zero”, chegando à seguinte conclusão – “o Modelo Padrão da Física de Partículas não é uma teoria completa”.

O detetor SNO encontra-se num laboratório subterrâneo, numa mina, a 2 km de profundidade, em Sudbury, no Canadá. Esta estrutura geodésica, com 9500 detetores de luz, mede os sinais das interações dos neutrinos solares.

A figura que se segue mostra o principal resultado das experiências premiadas com o Nobel da Física 2015. José Maneira explica: “antes pensava-se que os neutrinos, não tendo massa, não poderiam transformar-se uns nos outros. Por isso, como os neutrinos do Sol são apenas do eletrão, deveríamos ter o fluxo total no eixo dos xx e fluxo = 0 no eixo dos yy” – acrescentando ainda que “na interseção das faixas, temos componentes de todas as famílias, mostrando que os neutrinos podem passar (oscilar) de uma família para outra e, com isso, mostrar que têm massa diferente de zero”.

Figura
Fonte Figura cedida por JM

Nota da redação: notícia atualizada a 08/10/2015

Ana Subtil Simões, Gabinete de Comunicação, Imagem e Cultura de Ciências ULisboa
info.ciencias@ciencias.ulisboa.pt

O DM dinamizou duas sessões da atividade "Com um simples azulejo" durante a II Feira da Matemática, ocorrida a 23 de outubro, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, e na qual participaram alunos dos 3.º e 4.º anos da E

No âmbito do mestrado em Bioestatística realiza-se no dia 29 de outubro, entre as 16h00 às 17h00, na sala 6.4.30, no edifício C6, o seminário "Doppler Flow Pattern in patients with Aortic Coarctation&quo

LaSIGE 2015 Workshop

O LaSIGE 2015 Workshop realiza-se no dia 7 de novembro, entre as 14h00 e as 19h00, no auditório da Fundação da FCUL.

Em Ciências ULisboa há uma disciplina, desenvolvida em parceria com o ISCTE-IUL, que ajuda os estudantes a conceber ideias de negócio. As inscrições decorrem até dia 23 de outubro.

Susana Custódio

A "animação" mostra a vibração do solo registada em Mafra durante um sismo de magnitude 6 (M6) ocorrido ao largo do cabo de S. Vicente.

O Departamento de Estatística e Investigação Operacional (DEIO) associa-se a esta celebração a nível mundial, promovendo várias iniciativas destinadas a divulgar a Estatística não só aos alunos mas também a toda a restante comunidade de Ciências.

Programa

José Madeira

A palestra de entrada livre visa divulgar os resultados de um estudo publicado recentemente na Science Advances e para a necessidade da sociedade melhorar a sua capacidade de resiliência.

Participação da equipa portuguesa nas IESO 2015

A semana de 13 a 20 de setembro de 2015 será algo que nenhum de nós jamais irá esquecer. Tivemos a oportunidade de, pela primeira vez na vida, participar numa competição internacional, a International Earth Science Olympiad (IESO), na qual nunca nenhum estudante português tinha participado. O riquíssimo programa desta competição englobou momentos de turismo, de convívio, de projetos e, claro, de provas. Vamos, agora, contar-vos a nossa experiência…

O Gabinete de Mobilidade, Estágios e Inserção Profissional e o GAPsi, em colaboração com as empresas Galp Energia, Accenture e Jerónimo Martins promovem na Faculdade de Ciências da ULisboa um evento de empregabilidade subordinado ao tema “Estágios Profissionais – o que procuram as empresas?”.

“Livros de Ciências, Ciências em Livros” é a primeira exposição da Galeria Ciências e vai estar patente ao público até 29 de fevereiro de 2016.

Vasco Teixeira/MUHNAC

Um dos sonhos mais antigos da humanidade foi, desde sempre, representar o céu dentro de um espaço fechado. Essa ilusão torna-se realidade nos teatros do espaço e do tempo – os planetários.

Encontra-se aberto concurso para a atribuição de uma Bolsa de Investigação para um Mestre no &a

José Maneira trabalhou como postdoc no grupo de Arthur B McDonald, um dos galardoados este ano com o prémio Nobel da Física. O docente do Departamento de Física de Ciências ULisboa, juntamente com a professora Amélia Maio, orientou Nuno Barros, cujo tema da tese de doutoramento incidiu sobre os resultados agora premiados.

Desde 2009 que temos vindo a trabalhar no solo da horta, transformando um solo argiloso bastante paupérrimo no que é hoje.

“Agitar, promover, valorizar, beneficiar o ensino da Geologia em Portugal, captar vocações, atrair mais e melhores estudantes para esta área do conhecimento são os objetivos últimos deste nosso envolvimento. As medalhas são um prémio e um instrumento, não um fim em si”, diz em entrevista Jorge Relvas, professor do Departamento de Geologia de Ciências.          

A iniciativa é gratuita, mas implica prévia inscrição.

Na sequência da publicação do 

O artigo “Hazard potential of volcanic flank collapses raised by new megatsunami evidence” é publicado online a 2 de outubro de 2015, na Science Advances, uma nova revista do grupo editorial Science e reacende o debate que dura há algumas d&ea

A Biblioteca de Ciências alerta para a necessidade de salvaguardar informação guardada na área do atual serviço.

Páginas