Prémio Fundação Príncipe de Girona

Alumnus de Ciências distinguido em Espanha

Príncipe Girona - Rui Benetido
cedida por RB

Rita Zilhão, professora do Departamento de Biologia Vegetal de Ciências, disse-lhe um dia: “tens jeito para a Genética, devias seguir esse rumo”. Rui Benedito, que sempre teve um fascínio pela Biologia Molecular e Genética, havia de fazer jus àquele comentário. Hoje, é professor assistente, investigador e chefe de grupo de um laboratório denominado “Genética Molecular da Angiogénese”, no Centro Nacional de Investigações Cardiovasculares (CNIC), em Madrid.

O cientista de 35 anos, a trabalhar há um ano e meio em Espanha, licenciou-se em Biologia Molecular e Génetica em Ciências e foi também aqui que realizou o doutoramento, na área da Biomédica Molecular.

Em junho de 2014, foi distinguido com o Prémio Fundação Príncipe de Girona de Investigação Científica. O galardão pretende reconhecer jovens, entre os 16 e 35 anos, com experiências ou projetos científicos, incluindo os do ramo das ciências humanas e sociais, “que oferecem um potencial elevado de desenvolvimento futuro”.

Segundo o júri, o investigador português foi reconhecido pela sua “excelente investigação no campo da Biologia Vascular, tão relevante em diversos campos da saúde como são o cancro e as doenças cardiovasculares”, e ainda pela sua “capacidade de liderança”.


Fonte: cedida por RB
Legenda: Os anos passados em Ciências foram para o investigador “muito importantes” pois, como explica, “sem a excelente base teórica adquirida durante o curso teria sido impossível desenvolver o meu doutoramento ou pós-doc da forma que o fiz”

O trabalho científico que tem vindo a desenvolver e que lhe valeu a distinção, nomeadamente o estudo “Caraterização de uma linha de ratinhos transgénicos e caracterização de expressão de genes via Nocth no ovário”, tem por objetivo “entender alguns dos processos moleculares e celulares que ocorrem durante o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos”.

A investigação iniciou-se em 2002 durante um estágio na Faculdade de Medicina Veterinária da ULisboa, enquanto estudante da licenciatura de Biologia Molecular e Genética, em Ciências.

O fascínio que denota no trabalho prende-se com a “tecnologia de Engenharia Genética associada ao estudo da função de genes num organismo animal como um ratinho de laboratório”, e a compreensão da “grande dinâmica e complexidade destas células endoteliais que revestem todos os nossos vasos sanguíneos e que têm uma importância muito grande no desenvolvimento de qualquer cancro e em doenças cardiovasculares”.

Rui Gomes, professor do Departamento de Biologia Vegetal da Faculdade e orientador interno/membro do júri de estágio profissionalizante e seminário do alumnus, conta que o cientista se destaca pela “enorme capacidade de organização do trabalho e de interpretação dos resultados obtidos. O Rui Benedito faz parte de um lote de alunos extraordinários que têm frequentado as licenciaturas de Ciências, que enchem de orgulho o corpo docente desta instituição. Muitos parabéns, Rui, e muitos parabéns à Instituição Ciências que forma profissionais de elevado nível internacional”.

Da Faculdade, Rui recorda “todo o ambiente estudantil e de como a maior parte de nós quando começa o curso não faz ideia do que é de facto fazer Ciência. É uma experiência única e só tenho pena de não a ter aproveitado ainda mais. Na faculdade, tal como na escola, somos expostos a vários desafios pessoais, sociais e académicos e, no meio de tudo isso, vamos aprendendo alguma coisa, escutando este e aquele professor que, no fundo, são as nossas referências para o futuro”.


Fonte: cedida por RB
Legenda: Felipe VI, atual rei de Espanha, congratulou Rui Benedito

Os anos passados em Ciências foram para o investigador “muito importantes” pois, como explica, “sem a excelente base teórica adquirida durante o curso teria sido impossível desenvolver o meu doutoramento ou pós-doc da forma que o fiz”.

Rui Benedito já trabalhou com estudantes de Biologia vindos de Portugal, Espanha, Inglaterra e Alemanha, a avaliação que faz é a de que “os estudantes saem muito bem preparados da FCUL. Os alunos de Ciências portugueses são muito apreciados no estrangeiro”. Por isso, deixa o convite: “tenho posições disponíveis no meu laboratório para estudantes portugueses!”.

Na 5.ª edição da iniciativa, foram recebidas 180 candidaturas, das quais 47 na categoria de investigação científica.

Para além de Rui Benedito, o espanhol Alberto Enciso Carrasco foi também distinguido. Na cerimónia de entrega de prémios, esteve presente o atual rei de Espanha, Felipe VI.

O anúncio dos vencedores em 2014, pode ser visto no vídeo da autoria da Fundação Prínicipe de Girona, que a seguir é apresentado.

Fonte: Fundação Príncipe de Girona, URL

Para conhecer mais pormenores do trabalho desenvolvido pelo cientista e sobre o seu percurso académico e profissional, consulte a entrevista aqui .

Mensagens de “H.R.H. the Prince of Asturias and of Girona” (em 2012 e 2013)

"We must ensure that young people’s ideas, no matter how impossible they may seem, can come true, for their good and for the good of us all"

"The Foundation wants the Girona counties to be recognized for their dedication to young people"

"Discovering and recognizing new talent enables us to confirm that the creativity, initiative and perseverance are always the basis of progress"

"We are living in increasingly demanding times in which young people’s actions are more necessary than ever"

Raquel Salgueira Póvoas, Gabinete de Comunicação, Imagem e Cultura
info.ciencias@fc.ul.pt

Ciências presta homenagem a Dmitri Ivanovich Mendeleev a 8 de fevereiro de 2018, data em que se assinala o 184º aniversário do seu nascimento. Nesse dia, 118 alunos do 9.º ano do Colégio de Santa Doroteia, em Lisboa, visitam a tabela periódica existente neste campus universitário.

O artigo “The Little Ice Age in Iberian mountains” publicado em fevereiro de 2018 na Earth-Science Reviews caracteriza com maior precisão o último grande evento frio do hemisfério norte, de acordo com comunicado de imprensa emitido esta quinta-feira.
A Little Ice Age (LIA) ou a Pequena Idade do Gelo ocorreu aproximadamente entre 1300 e 1850 e afetou as comunidades dos Pirenéus. Os resultados desta investigação está a ter algum impacto em Espanha.

Pormenor da capa do livro

“Ao contrário do que aparentava no início deste projeto, foi relativamente fácil dar um ritmo de arte sequencial (banda desenhada) ao argumento.

A 2.ª edição do mestrado em Gestão e Governança Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto (FCUAN) deverá arrancar no último trimestre do ano letivo 2018/2019 e contará novamente com o apoio de Ciências. Na 1.ª edição 16 estudantes concluíram com sucesso os programas de estudo.

Cinquenta alunos do 4.º ano do Colégio Colibri, de Massamá, foram cientistas por um dia nos Departamentos de Biologia Animal e Biologia Vegetal.

Quando João Graça Gomes iniciou o estágio “Cenarização Sistema Elétrico 100 % Renovável em 2040”, com a duração de um ano, no Departamento Técnico da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), sob a orientação de José Medeiros Pinto, engenheiro e secretário-geral daquela associação, quis “dar o melhor e mostrar a qualidade do ensino de engenharia na FCUL”. O ano passado foi distinguido com um dos prémios de maior destaque da engenharia nacional.

João Graça Gomes, engenheiro do Departamento Técnico da APREN e mestre em Engenharia da Energia e do Ambiente, foi galardoado com o Prémio - Melhor Estágio Nacional em Engenharia Eletrotécnica da Ordem dos Engenheiros.

Nesta fotolegenda destacamos uma passagem da entrevista com o climatologista Ricardo Trigo e que pode ser ouvida no canal YouTube e na área multimédia deste site.

Por forma a gerir a ansiedade de uma forma mais eficaz antes dos momentos de avaliação são propostas algumas estratégias que não eliminam a ameaça mas podem ajudar a lidar de um modo mais eficaz com a ansiedade.

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O primeiro Dictum et factum de 2018 é com Marta Daniela Santos, responsável pelo Gabinete de Comunicação do cE3c – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais.

Ciências será o palco de uma eliminatória regional do Famelab 2018, um dos maiores concursos internacionais de comunicação de ciência.

Ler Filosofia (através de Espinosa) permite olhar o mundo, de forma crítica e pensar em profundidade. Em Ciência, observar e refletir são indispensáveis, para caminharmos, abrindo novas linhas de pesquisa.

Vinte e três alunos estiveram na Faculdade de Ciências a estudar as bases metodológicas para a classificação sistemática de plantas. O curso inseriu-se no projeto HEI-PLADI, um programa ERASMUS + e ocorreu pela primeira vez em Portugal.

Parte do antigo bar do edifício C1 de Ciências dá agora lugar a um novo laboratório de investigação em Ecologia Evolutiva. Aqui vai ser explorado um sistema biológico composto por duas espécies de ácaro aranha, Tetranychus urticae Tetranychus ludeni, que competem por um alimento - a planta do tomate.

O livro Faça Sol ou Faça Vento reúne seis histórias infantojuvenis sobre energias renováveis. Todas elas são escritas por autores com ligação à Faculdade de Ciências da ULisboa.

Será possível ter uma pessoa dentro de um scanner e dizer-lhe para mudar a atividade de diferentes zonas do seu cérebro, com base no que estamos a observar num monitor desse mesmo scanner? Pode a Inteligência Artificial (IA) abordar e interatuar com a Neurociência, e vice-versa?

Quase a terminar o ano, surgem as frequentes resoluções de ano novo, um conjunto de ideias e desejos para aquele que se perspetiva ser um ano talvez igual ou melhor que o anterior. Existem assim duas perspetivas temporais: o ano que passou (o passado) e o que vem (futuro), e é sobre a integração destas duas perspetivas que gostaria de deixar uma reflexão.

Estas duas imagens foram produzidas por André Moitinho, Márcia Barros, Carlos Barata do Centro Multidisciplinar para a Astrofísica (CENTRA) e Hélder Savietto da Fork Research no âmbito da missão Gaia.

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O Dictum et factum de dezembro é com Rodrigo Maia, técnico superior do Laboratório de Isótopos Estáveis do Departamento de Biologia Vegetal de Ciências.

A cidade é um bom exemplo de um sistema adaptativo, inteligente e complexo. Fala-se hoje muito em cidades espertas, onde os peões e os habitantes só encontram motivos para viverem contentes, porque tudo é pensado para os ajudar, graças à capacidade analítica sobre os dados das pessoas e das cidades. A sua manutenção é imprescindível, e a sua renovação deve obedecer à inteligência e jamais à usura. Nem sempre isso ocorre.

O projeto AQUA LINE, da empresa PEN Wave, vencedor do concurso MAREINOV Montepio, destina-se a produzir de forma inovadora microalgas e copépodes para o sector da aquicultura.

André Borges, Bernardo Tavares e Luis Martins, alunos do mestrado integrado em Engenharia da Energia e do Ambiente venceram o 1.º Hackathon de Transportes Internacional de Moscovo. A equipa classificada em 1.º lugar contou ainda com estudantes de Espanha e Colômbia.

O Prémio Luso-Espanhol de Química 2017 foi atribuído a Amélia Pilar Rauter, professora do Departamento de Química e Bioquímica e coordenadora do Grupo da Química dos Glúcidos do Centro de Química e Bioquímica de Ciências.

O quinto livro de António Damásio, colocado à venda a 3 de novembro, aborda o diálogo da vida com os sentimentos, como formadores da consciência e motor da ciência, e o que daí resulta, em especial para a cultura (ou ainda, sobre a estranha ordem, da sensação à emoção e depois ao sentimento). Os sentimentos são sinais da nossa vida e também os motivadores da criação intelectual dos homens. E, daí resultam multitudes de condutas, padrões variados de comportamentos. Enfim, os sentimentos facilitam a formação da nossa personalidade.

Uma das melhores decisões de Ricardo Rocha foi estudar Biologia em Ciências. Aqui fez amigos e aprendeu. Na entrevista que se segue fica a conhecer o antigo aluno de Ciências, membro do cE3c e investigador pós-doutorado da Universidade de Cambrigde, galardoado com o 1.º lugar do Prémio de Doutoramento em Ecologia - Fundação Amadeu Dias, lançado este ano pela primeira vez pela Sociedade Portuguesa de Ecologia.

Pages