Opinião

Quando o excelente não chega...

Perfeccionismo

Torre de pedras

As pessoas perfeccionistas tendem a interpretar os erros como equivalentes a falhas nelas próprias e não somente naquilo que fizeram

Pixabay

Andreia Santos
Fonte ACI Ciências

Associada à ideia de perfeccionismo surge a luta por objetivos elevados e irrealistas. Quando perguntamos a pessoas ditas perfeccionistas: ”O que é que achou do seu trabalho?” é frequente ouvir-se respostas como: ”Podia estar melhor”. Mas se a seguir perguntarmos: “O que é que acha que seria preciso para ficar melhor?”, geralmente a resposta é um: “não sei, mas tenho esta sensação!”. Esta ideia de que há um qualquer patamar não quantificável a alcançar faz com que as pessoas fiquem presas à ideia de que há uma meta a atingir (a perfeição). Como é algo não quantificável e irrealista faz com que a pessoa se sinta constantemente insatisfeita. Como consequência, a pessoa vai focar-se na procura do erro ou da falha, e dada a excessiva exigência é possível que os encontre. Ao encontrar estes erros, mesmos que invisíveis aos olhos dos outros, a pessoa tende a sentir-se ansiosa, com sentimentos de inadequação, sentindo-se com vergonha e muitas vezes deprimida.

O maior problema relativo a “estes erros” é que as pessoas perfeccionistas tendem a interpretar os erros como equivalentes a falhas nelas próprias e não somente naquilo que fizeram. Acreditam que se os outros descobrirem estes erros vão vê-las como pessoas menos merecedoras do seu respeito e afeto.

Regra geral, estas pessoas aprenderam durante a sua vida que só serão merecedoras de afeto e aprovação por parte dos outros se tiverem um desempenho “perfeito”. Se algum dia houve por parte de outros crítica excessiva e expectativas exageradas, agora é a própria pessoa que se autocritica, o que contribui de forma negativa para a sua autoestima.

A luta pela perfeição através do controlo é muito comum. Por exemplo, é frequente vermos pessoas, de forma compulsiva, a repetirem uma técnica ou a verificarem os trabalhos vezes sem conta. Contudo estas situações levam a que estas pessoas se sintam cansadas e ansiosas. O peso é dado ao resultado e não ao processo, o que retira o prazer naquilo que estão a aprender ou a fazer.

Esta situação conduz por sua vez, à redução da capacidade de desfrutar do processo, da diversão, da criatividade, da inovação e sobretudo de nos deixarmos ir, de surpreendermo-nos. Se pensarmos em momentos “perfeitos”, ou seja com os quais nos sentimos bem, não será difícil surgir-nos memórias de momentos ou situações em que nem tudo estava pensado ou planeado, que de certa forma nos deixámos ir, sem esforço associado.

Se conhece alguém assim, mostre-lhe que tem o seu reconhecimento e afeto independentemente dos resultados do seu desempenho. Se você próprio se identifica com este ciclo, pode começar por tornar a sua vida mais leve, mimando-se, valorizando-se e aprendendo a dizer “basta” à voz que exige sem limites.

Andreia Santos, Gabinete de Apoio Psicopedagógico da Área de Mobilidade e Apoio ao Aluno de Ciências
info.ciencias@ciencias.ulisboa.pt

Investigadores de Ciências e do Instituto Universitário de Lisboa desenvolvem hardware capaz de resolver tarefas robóticas, em contexto real, em menos tempo do que o alcançado até então. Os resultados foram publicados na revista científica Royal Society.

Em 2017 os Prémios Científicos ULisboa/Caixa Geral de Depósitos foram atribuídos a Vladimir Konotop e Ricardo Trigo. O ano passado foi a vez de Henrique Cabral e Eric Font. Ainda não é conhecida a data da cerimónia pública de entrega das referidas distinções.

Na lista de artigos e livros notáveis da ACM Computing Reviews, a Best of Computing, encontram-se publicações de professores e investigadores do Departamento de Informática de Ciências.

Alunos do ensino secundário participaram em projetos de investigação na Faculdade de Ciências da ULisboa. O culminar da atividade deu-se com um Congresso Científico, onde os "novos cientistas" apresentaram os resultados do trabalho realizado.

A palestra "Por que não anda o tempo para trás?” acontece dia 29 de julho, pelas 21h30, no Planetário Calouste Gulbenkian, Centro Ciência Viva de Belém.

Durante duas semanas, estudantes do ensino básico e secundário conheceram o ambiente da Faculdade e os métodos de trabalho dos cursos aqui lecionados.

“Tina dos Tsunamis” ocorreu no passado dia 29 de junho, durante o campo de férias Exploradores, com um grupo de 25 crianças, entre os 7 e os 14 anos do bairro do 2.º Torrão, em Almada.

Para compreendermos as capacidades de cada um de nós é preciso entender como as células nervosas se comportam e como interatuam entre si, isto é, pode sempre existir uma outra hipótese que consiga explicar um pouco mais. E, existem sempre os factos e as interpretações.

A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa organiza de 24 a 28 de julho de 2017 a 4.ª edição do “Ser Cientista”.

No próximo ano letivo Ciências apresenta três novos cursos: Biologia dos Recursos Vegetais, Cultura Científica e Divulgação das Ciências e Data Science.

Preparado para mineração nos fundos marinhos profundos? E para viver sem telemóvel? Venha visitar a exposição Mar Mineral e compreender a relação.

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O Dictum et factum de julho é com Andreia Santos, técnica superior do Gabinete de Apoio Psicopedagógico (GAPsi) da Área de Mobilidade e Apoio ao Aluno de Ciências.

O primeiro mestrado em Gestão e Governança Ambiental da Universidade Agostinho Neto foi frequentado por 24 alunos. Os primeiros dez estudantes apresentaram as teses em maio, numa cerimónia que contou com a presença de Maria de Fátima Jardim, ministra de Ambiente de Angola. As próximas defesas deverão ocorrer em outubro.

Em 2017, o Prémio Bronstein foi atribuído a Mercedes Martín-Benito, investigadora do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em reconhecimento pelo seu importante contributo para a Cosmologia Quântica em Loop.

Em 2017 a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa acolhe o IV Encontro Internacional da Casa das Ciências, que ocorre entre 10 e 12 de julho.

“Foi um tempo para ficar apaixonada pelo estudo, investigação, conhecimento e sua aplicação na nossa vida diária”, conta a antiga aluna de Ciências, professora de Biologia e Geologia na Escola na Escola Secundária de Raul Proença, em Caldas da Rainha, Maria de Matos.

Ciências fez parte do roteiro da viagem de finalistas de uma turma de 9.º da Escola Básica Integrada Francisco Ferreira Drummond.

A unidade curricular Projeto Empresarial contou, em 2017, com a participação de nove alunos de mestrado de Ciências e 38 alunos da licenciatura de Finanças do ISCTE-IUL. Na sessão final de apresentação dos trabalhos desenvolvidos, o projeto Ecovital distinguiu-se.

Se olharmos bem para os seres humanos, capazes de sentir, pensar e sonhar, de criar, interpretar e compreender ideias, teorias e conceitos, perguntamos como a matéria de que são feitos foi então capaz de dar origem a estados mentais, incluindo mesmo a faculdade de consciência? A resposta a esta questão está cada vez mais ao alcance da consiliência (síntese), entre as neurociências, a psicologia, a robótica, e a inteligência artificial (aprendizagem).

Novo estudo com recurso a análises genéticas revela que o sapo-asiático que está a invadir a ilha de Madagáscar terá origem numa população do Camboja e Vietname.

“Ao transformarmos o problema dos resíduos orgânicos, numa oportunidade para  melhorarmos o solo do campus de Ciências, ou seja, a matriz que suporta a vida, estamos a melhorar as plantas que aqui crescem com externalidades positivas para o ambiente”, declara David Avelar, guardião da HortaFCUL.

Exposição de design inclui projetos de comunicação de ciência, fruto de uma parceria entre o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

Miguel Morgado-Santos, doutorando de Ciências, descobriu um peixe apenas com genes de pai, da espécie bordalo (Squalius alburnoides). Este é o primeiro caso de androgénese natural em vertebrados, sem qualquer manipulação durante o processo de reprodução.

Mafalda Carapuço continua a falar sobre a onda da Nazaré. Em maio passado esteve na Biblioteca São Francisco Xavier, com uma turma do 2.º ano da Escola Moinhos do Restelo. Este mês participou no colóquio "Nazaré e o Mar", ocorrido na Biblioteca Municipal da Nazaré.

Será a ética determinante na sustentabilidade de uma sociedade de consumo? Este é o tema aborado por Sofia Guedes Vaz, no dia 22 de junho, pelas 17h30, no MUHNAC-ULisboa.

Páginas