Opinião

A importância de se estabelecer limites pessoais

Pessoas

Estabelecer limites pessoais relaciona-se com a capacidade de afirmação pessoal

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Andreia Santos
Andreia Santos
Fonte ACI Ciências ULisboa

Estabelecer limites pessoais é fundamental para se criarem relações saudáveis com os outros. Para além desta vantagem, é também, um elemento essencial na construção e desenvolvimento da autoestima, confiança e estabilidade emocional.

Muitos dos problemas que se verificam nas relações entre colegas, familiares, amigos e muito frequentemente nas relações amorosas, residem na dificuldade em estabelecer limites pessoais de forma clara.

E o que é estabelecer limites pessoais?

Estabelecer limites pessoais relaciona-se com a capacidade de afirmação pessoal, isto é, com a capacidade de dizer ao outro o que sente, pensa e quais as suas necessidades de forma a respeitar o outro, ou seja, de forma assertiva e assumindo responsabilidade pessoal. Pelo contrário, a ausência de limites pessoais pode passar por não expressar aquilo que sente ou pensa com receio da resposta do outro. As dificuldades em colocar limites estão muitas vezes relacionadas a uma forte necessidade de que o outro mostre apreço por eles. Acreditam que, se abdicarem dos seus limites pessoais vão ter maior apreço e afeto por parte dos outros, quando muitas vezes é o contrário que se verifica, porque na fase adulta as relações mais saudáveis e atrativas ocorrem quando as pessoas se responsabilizam. Por outro lado, ao não colocar limites, à espera de apreço, está-se a contribuir para alimentar o medo de não ser apreciado, criando-se um ciclo. O ciclo manifesta-se na medida em que, cada vez que evita dar-se a conhecer e respeitar-se, está a reforçar a ideia de que os outros só vão gostar de si porque faz tudo o que lhe pedem.

Quais são alguns dos sinais de que está com dificuldades em estabelecer limites?

  • Quando se sente culpado quando diz não, sabendo que o pedido do outro o iria prejudicar;

  • Quando passa muito tempo a defender-se de coisas que você próprio não acredita que são culpa sua;

  • Quando sente que as pessoas se aproveitam frequentemente de si e usam as suas emoções para proveito delas;

  • Quando sente que as suas relações ou estão muito bem ou muito mal, não havendo pontos intermédios;

  • Quando sente que é responsável por “salvar” e resolver os problemas dos outros.

Uma outra forma de não colocar limites pessoais é responsabilizar ou culpabilizar o outro, colocando-se de forma sistemática numa posição de vítima, na esperança de que os outros o venham salvar. Isto é, existem situações em que as pessoas ficam zangadas com o outro, porque à semelhança do que eles fazem, esperam que o outro assuma a responsabilidade de ler as suas necessidades e de as suprimir.

Umas das primeiras etapas para o estabelecimento de limites é tomar consciência e reconhecer as suas próprias necessidades e sentimentos para que, de forma saudável possa cuidar delas nas relações, ao invés de anulá-las em prol “do outro” ou esperar que o outro as suprima. Pois, as suas necessidades, sentimentos e opiniões são tão válidas como as do outro.

Andreia Santos, Gabinete de Apoio Psicopedagógico da Área de Mobilidade e Apoio ao Aluno de Ciências ULisboa
info.ciencias@ciencias.ulisboa.pt
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A ação COST CA 16118 ou Neuro-MIG visa o estabelecimento de uma rede de médicos e cientistas para o estudo das malformações do desenvolvimento cortical humano. Em setembro passado a comissão de gestão e os grupos de trabalho desta rede estiveram reunidos em Ciências ULisboa.

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Nesta fotolegenda destacamos uma passagem da entrevista com Sara Magalhães, professora do Departamento de Biologia Animal, investigadora do cE3c, e que pode ser ouvida no canal YouTube e na área multimédia do site da Faculdade.

“Tomar consciência do tipo de relação que se tem connosco pode ser muito importante, na medida em que nos ajuda a perceber de que forma andamos ou não a cuidar de nós próprios”, escreve Andreia Santos, psicóloga do Gapsi, na sua rubrica habitual.

Átrio do C3

Este ano registaram-se mais de 6000 candidaturas aos cursos de Ciências ULisboa no âmbito do Concurso Nacional de Acesso. Em ambas as fases as vagas foram totalmente preenchidas. Durante a 1.ª fase de inscrições, matricularam-se 833 estudantes. A 2.ª fase de matrículas termina a 1 de outubro.

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A Noite Europeia dos Investigadores foi lançada em 2005. “Ciência na cidade” é o tema desta edição que se realiza a 28 de setembro e conta com 22 iniciativas com o carimbo de Ciências ULisboa.

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É a primeira vez que uma cientista portuguesa preside à European Society for the History of Science. Ana Simões, professora do DHFC e cocoordenadora do CIUHCT, tomou posse como presidente desta sociedade científica, a 16 de setembro, durante o “8th ESHS Meeting”, ocorrido em Londres. O mandato de dois anos termina em 2020.

Golfinhos

Uma equipa multidisciplinar, que inclui membros do CEAUL, vai monitorizar comunidades de baleias e golfinhos ao longo da costa portuguesa. O objetivo é criar um atlas dos cetáceos em Portugal e protegê-los.

Sequência de vértebras caudais do exemplar de dinossáurio terópode

Elisabete Malafaia, doutorada em Ciências ULisboa, deixa alguns conselhos a quem quer seguir uma carreira em Paleontologia.A primeira autora do artigo do Journal of Paleontology é investigadora do IDL e da UNED e na prestigiada revista internacional apresenta os resultados do estudo feito ao conjunto de fósseis do dinossáurio carnívoro, descoberto em Torres Vedras e que indica a presença de carcarodontossáurios no Jurássico Superior de Portugal há 145 milhões de anos.

O SMART FARM CoLAB ficará localizado nas antigas instalações do Instituto da Vinha e do Vinho, em Torres Vedras

Ciências ULisboa participa através do cE3c, do BioISI e do IDL no recém-criado SMART FARM CoLAB.

Inscrições Ciências 2018

O primeiro período de matrículas para os alunos do 1.º ano, 1.ª vez em Ciências ULisboa termina a 14 de setembro. Pela primeira vez o processo é feito online.

Teresa Rodrigues

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O Dictum et factum de setembro é com Teresa Rodrigues, técnica superior da Biblioteca de Ciências ULisboa.

Tejo

Vanessa F. Fonseca, investigadora do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE-ULisboa), doutorada em Biologia Marinha e Aquacultura por Ciências ULisboa, coordena o projeto Biopharma, que deverá terminar em 2019.

Jardim do Campo Grande

Os jardins do Campo Grande surgem entre os preferidos de Lisboa, de acordo com os resultados de um inquérito online desenvolvido pelo Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c) em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa.

Alunos no átrio do C1

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Colegas e amigos homenageiam José Rufino, falecido em julho passado, com uma missa em ação de graças e uma recolha de fundos para a Ciências Solidária, que será entregue a esta associação em nome do professor do Departamento de Informática de Ciências ULisboa.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, ficou a conhecer os carros solares de Ciências ULisboa

Sara Freitas, doutorada em Sistemas Sustentáveis de Energia por Ciências ULisboa, foi um dos membros da organização do Festival Solar de Lisboa 2018. O acontecimento contribuiu para a atribuição à cidade de Lisboa do prémio Capital Verde Europeia 2020.

Figura feminina

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