Rede

Historial

Ciências tem uma forte componente tecnológica e foi um dos primeiros locais em Portugal com conectividade à Internet. A Universidade de Lisboa esteve desde o inicio da ligação à Internet e até 2005 interligada através de Ciências. Desde 2005 a ligação à FCCN (Fundação para o Cálculo Científico Nacional), que interliga todas as Instituições de Ensino Superior em Portugal, é realizada através da Reitoria da Universidade de Lisboa.

Infra-Estrutura

Os edificios atuais no Campo Grande são interligadas por uma rede baseada em Fibra Óptica desde a sua construção. Ciências possui desde há largos anos um backbone moderno com uma rede de distribuição a 1 Gbit Full-Duplex, estando todo o backbone do Datacenter a 10 Gb. A conectividade exterior, é controlada por um Firewall redundante.
 
Em cada edifício existem várias salas técnicas  (chamadas habitualmente salas de “bastidores”) que possibilitam a interligação das várias redes de distribuição.
Existem mais de 100 equipamentos ativos de rede que interligam alguns milhares de tomadas de rede.
 
Para ter acesso à rede com fios de Ciências, todos os utilizadores necessitam ativar as tomadas de rede através do Portal de Ciências.
 
Desde Janeiro de 2010 a Direção de Serviços Informáticos ativa tomadas baseadas em autenticação do utilizador (norma 802.1x, também utilizada na rede eduroam)
 
 
 
 
A nível interno a rede informática está organizada por redes locais virtuais que possibilitam dividir o tráfego e organizar a utilização dos equipamentos informáticos conforme o utilizador e objectivo.
 
Sobre a rede de dados local de Ciências são utilizados não só os habituais serviços das redes de dados, mas também um conjunto variado de outros serviços como o controlo de acesso a edifícios, sistemas de videovigilância, controlo de assiduidade e telefonia IP (VoIP).
 
Além dos edifícios no Campus de Ciências no Campo Grande, encontra-se também interligado por Ethernet Layer 2 (o que permite a passagem de todos os serviços existentes na rede de dados de Ciências) as instalações do ex-INETI, em Telheiras, mais propriamente o LOLS.
 
Embora exista uma utilização em grande escala de endereçamento privado, a especificidade de alguns serviços e o perfil de tráfego de Ciências têm também como consequência uma grande utilização de endereçamento público.
 

O acesso externo a alguns serviços de Ciências realiza-se, a partir do exterior exclusivamente através de VPN.

Endereçamento

Ciências tem vindo progressivamente a alargar a utilização do protocolo IPv6 nos seus serviços. Em dezembro de 2015, aproximadamente 80% dos serviços dispõem já de conectividade em dual stack IPv4/IPv6. Em IPv4, é utilizado endereçamento privado nas redes 10.101.0.0/16 e 10.121.0.0/16, com o acesso ao exterior a ser assegurado através de NAT (Network Address Translation). Ciências gere igualmente um conjunto significativo de redes IP públicas para disponibilização de acessos ao exterior.

O que é o IPv6

Trata-se do mais recente protocolo utilizado na Internet. Foi criado pela  Internet Engineering Task Force (IETF) com o objetivo de alargar o número de endereços IP disponiveis. Tratam-se de endereços de 128 bits expressos em número hexadecimais, ao contrário do IPv4 que são endereços de 32 bits expressos em números decimais.

Existem 2128 endereços de IPv6, ou seja 3,4x1038 de endereços. Este número significativo de endereços deverá chegar para qualquer dimensão existente no crescimento da Internet.

Surgiu em 1999 e está já bastante maturado para ser utilizado em produção.

Vint Cerf, Chief Internet Evangelist no Google é um dos "pais" da Internet e apresenta a nova versão do protocolo de comunicação utilizado na Internet e porque precisamos dele.

Endereçamento público de serviços

Serviço Servidor IP Autenticação
Nomes (DNS)   194.117.42.{11,12}  
Correio eletrónico (IMAP) imap.ciencias.ulisboa.pt 194.117.42.103 SSL
Correio eletrónico (POP) pop.ciencias.ulisboa.pt 194.117.42.104 SSL
Correio eletrónico (SMTP) smtp.ciencias.ulisboa.pt 194.117.42.59 TLS