“Homem do mar” em foco no ERC

“The Medieval and Early Modern Nautical Chart: Birth, Evolution and Use”

“The Medieval and Early Modern Nautical Chart: Birth, Evolution and Use” propõe resolver questões fundamentais em aberto na História da Cartografia relativas à génese, evolução técnica e utilização das cartas náuticas medievais e do período pré-moderno

Joaquim Alves Gaspar

O Conselho Europeu de Investigação (ERC) destaca este mês uma entrevista com Joaquim Alves Gaspar, membro integrado do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia (CIUHCT), distinguido em 2016 com uma starting grant, a primeira a ser atribuída a um membro de Ciências.

Com o foco da investigação nas Ciências Náuticas e na Cartografia, na entrevista publicada, o investigador principal do projeto “The Medieval and Early Modern Nautical Chart: Birth, Evolution and Use” é apresentado como “homem do mar”. O ERC elogia ainda a equipa, classificando o local onde trabalham como “o melhor lugar em Portugal, e provavelmente do mundo, para estudar a história da cartografia náutica”.

Joaquim Alves Gaspar vê o reconhecimento do ERC com satisfação e orgulho. “É o resultado do enorme esforço que temos vindo a fazer para tornar o nosso projeto e, em geral, a História da Cartografia, visíveis e apreciados ao mais alto nível internacional”, comenta.

 "The Medieval and Early Modern Nautical Chart: Birth, Evolution and Use" propõe resolver questões fundamentais em aberto na História da Cartografia relativas à génese, evolução técnica e utilização das cartas náuticas medievais e do período pré-moderno. O projeto deverá estar concluído em 2022.

Até ao momento vários artigos foram submetidos e aceites em revistas internacionais e a equipa tem recebido formação em Latim e em métodos de análise cartométrica. Também está a ser desenvolvido um sistema de informação sobre cartas náuticas antigas. Joaquim Alves Gaspar refere que o sistema irá ser disponibilizado a colegas de todo o mundo. No âmbito desta investigação realiza-se nos dias nos dias 7 e 8 de junho, no Instituto Hidrográfico, em Lisboa, um workshop sobre a génese da cartografia náutica medieval, onde participam os especialistas mundiais sobre a matéria, como Tony Campbell (UK), Catherine Delano-Smith (UK), Corradino Astengo (IT), Richard Pflederer (USA).

"O destaque dado pelo ERC a este projeto, e o modo como o classifica e elogia, são motivo de grande alegria não só para o investigador principal e a sua equipa, mas também para o Departamento de História e Filosofia das Ciências (DHFC)  e o CIUHCT, e na verdade para toda a FCUL. Este é o tipo de impacto e reconhecimento internacional que deve caracterizar a investigação da Faculdade.”
Henrique Leitão, presidente do DHFC de Ciências e  membro do CIUHCT

ACI Ciências
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O “Dr. Celestino” era não só um petrólogo excecional e um geólogo de campo incansável, como, e acima de tudo, uma pessoa encantadora pela sua delicadeza de trato. Os colegas do Departamento de Geologia e os ex-colegas do IICT sentirão certamente a falta da sua presença assídua e das interessantes e interessadas conversas sobre a Geologia de Cabo Verde.

Em fevereiro o Tec Labs – Centro de Inovação de Ciências abre as portas aos parceiros do ecossistema empreendedor nacional.

Seguramente já terá ouvido falar em dados geográficos. Pelo nome, deduz-se que estejam relacionados com mapas e lugares. No entanto, estes dados vão muito para além das coordenadas geográficas, representando, entre outros, redes de transporte, águas subterrâneas, populações, temperatura e recursos energéticos.

O filme “O Primeiro Encontro” (“Arrival”) de Dennis Villeneuve (2016) aborda a hipótese de Sapir-Whorf, de 1939, que diz que “a linguagem pode influenciar os nossos pensamentos”. Hoje em dia, a validade desta ideia está assegurada, graças às neurociências, e é possível afirmar que aprender uma língua permite estabelecer imensas ligações no cérebro, alterando a sua estrutura, e influenciando o modo de olhar para o mundo, e ainda moldando a personalidade.

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O Dictum et factum de fevereiro é com Ricardo Pereira, assistente técnico do Departamento de Engenharia Geográfica, Geofísica e Energia de Ciências.

O cE3c acaba de lançar o programa "Vamos Jogar aos Insetos em Ordem nas Escolas?", no âmbito do qual vai oferecer 200 exemplares do jogo "Insetos em Ordem" às primeiras 50 escolas públicas, que aderirem à iniciativa.

No total, desde há 57 anos, a Fundação Calouste Gulbenkian atribuiu 83 mil bolsas de estudo em diferentes áreas. Os estudantes de Ciências fazem parte destas contas.

O financiamento atribuído ao professor do Departamento de Informática e investigador do Laboratório de Sistemas Informáticos de Grande Escala (LaSIGE) de Ciências, relaciona-se com a sua participação no projeto Hyperledger da Linux Foundation, em que a IBM, a Intel e dezenas de outras empresas colaboram para construir tecnologias de blockchain para negócios.

Partilhar o fascínio da investigação em Astronomia com crianças dos 7 aos 12 anos é um dos objetivos da iniciativa IAstro Júnior, quatro sessões gratuitas, em Lisboa e no Porto, organizadas pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e pela revista Visão Júnior.

António Branco, professor do Departamento de Informática de Ciências, volta a coordenar uma nova investigação em tradução automática profunda, desta vez entre Chinês e Português, no domínio das transações de compra e venda online.

Quando falamos de um mecanismo o que queremos dizer de facto?

O Nutriageing é um projeto a pensar nos cidadãos que se interessam por temas como nutrição, partindo de argumentos científicos simples. O seu site é composto por vídeos, receitas, explicações e dicas nutricionais.

Um novo estudo genético demonstra que as populações de duas espécies de golfinhos (Tursiops aduncus e Sousa spp.) que habitam as águas da Baía de Bengala, no Bangladesh, são diferentes do ponto de vista genético quando comparados com populações de golfinhos das mesmas espécies que vivem em áreas vizinhas.

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Novo estudo demonstra pela primeira vez que é possível integrar à escala global os resultados obtidos através dos dois métodos mais utilizados no mundo para avaliar a “saúde” dos ecossistemas a partir dos líquenes que neles se encontram.

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Está a nascer um laboratório vivo de permacultura (PermaLab) na FCUL, uma zona que convida a implementação de projetos propostos pela permacultura e sua monitorização com metodologias científicas.

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O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O primeiro Dictum et factum de 2017 é com Ânia Finuras, bolseira de gestão da Área de Comunicação e Imagem de Ciências.

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