Prémio Inovação Ageas – Novo Mundo

Ideia para salvar vidas vence 1.ª edição

A tecnologia do dryVHP é “100 % made in Ciências”

Ageas – Novo Mundo

Com o intuito de promover e fomentar um espírito empreendedor e de iniciativa, através do apoio e dinamização de ideias inovadoras que contribuam para melhorar a vida das pessoas, a Ageas Seguros criou o prémio “Novos Mundos”.

Saúde, bem-estar e qualidade de vida são os temas abrangidos pelo prémio que, ao desafiar empreendedores, pretende “contribuir para a consciencialização da sociedade em geral para a proteção e prevenção dos riscos existentes”.

Fernando Antunes e João Pires da Silva, professores do Departamento de Química e Bioquímica, e Fadhil Musa, bolseiro de investigação (pela bolsa de empreendedorismo startup voucher) do mesmo departamento, não tiveram dúvidas: esta seria a oportunidade para fazer parte da incubadora Health Care City, que por ser especializada na área da saúde, poderia ser um parceiro importante no desenvolvimento da startup.

Valeu a pena: o projeto dryVHP sagrou-se vencedor da 1.ª edição do Prémio Inovação Ageas – Novo Mundo 2016, recebendo um prémio monetário no valor de 7.500 euros e uma experiência de incubação durante três meses na Healthcare City.

De acordo com a organização, o Prémio Inovação Ageas – Novo Mundo recebeu 38 candidaturas, 12 foram selecionadas para a final. O primeiro lugar foi atribuído em março ao projeto dryVHP apresentado pelo antigo aluno do mestrado em Bioquímica e agora colaborador no Redox Biology Group do Centro de Química e Bioquímica de Ciências, Fadhil Musa. O segundo lugar foi entregue ao projeto SeaMe, e o terceiro ao projeto  Smart Pillow.

 

 

Vídeo de candidatura ao programa, com a explicação do projeto. Fonte Prémio Inovação Ageas – Novo Mundo

 

 

“A nossa equipa desenvolveu uma tecnologia que liberta uma grande quantidade de peróxido de hidrogénio de forma muito célere, com pouca água associada. Neste momento, o projeto consiste em aplicar a tecnologia a aparelhos de esterilização de dispositivos médicos. O fator diferenciador é a capacidade de construir aparelhos de esterilização muito mais rápidos e eficazes, ou aparelhos de esterilização portáteis e não elétricos para missões humanitárias, algo ainda não disponível no mercado.” Fadhil Musa.

A tecnologia do dryVHP é “100 % made in Ciências”, assim como a equipa, constituída ainda pelos professores Fernando Antunes e João Pires da Silva. Toda a investigação foi e continua a ser desenvolvida no Centro de Química e Bioquímica.

A médio prazo, a equipa pretende construir equipamentos de esterilização adaptados para laboratórios que sejam uma melhor solução do que as propostas atualmente disponíveis, já que, explicam “as tecnologias atuais são muito tóxicas”. Pela fórmula que agora apresentam, acreditam que “este produto possa ser um ‘game-changer’ para qualquer laboratório de biomedicina que trabalhe com cultura de células”.

Para Diana Banha, do Departamento de Innovation Program Manager - Comunicação & Marca da Ageas Seguros, este projeto é “uma proposta muito interessante para melhorar a esterilização de ambientes hospitalares com uma fórmula de atuação mais rápida e mais barata para as entidades utilizadoras, prevenindo os casos de infeções hospitalares que no nosso país têm vindo a crescer. Podemos dizer que se trata de uma ideia para salvar vidas”.

Aos colegas que tenham dúvidas sobre se devem ou não arriscar e dar a conhecer o seu projeto em concursos e prémios como este, Fadhil Musa deixa um conselho inspirado em Maquiavel: “‘Não há nada mais certo que nossos próprios erros. Vale mais fazer e arrepender, que não fazer e arrepender’, Portanto, façam!”. 

Raquel Salgueira Póvoas, Área de Comunicação e Imagem
info.ciencias@ciencias.ulisboa.pt
C2

Cerca de 45 alunos do 11.º ano conheceram o Microscópio Eletrónico de Varrimento e participaram na palestra "Imagem Médica: Como a Física permite ver o interior do corpo humano".

Pessoas

"Umas das primeiras etapas para o estabelecimento de limites é tomar consciência e reconhecer as suas próprias necessidades e sentimentos para que, de forma saudável possa cuidar delas nas relações", aconselha a psicóloga Andreia Santos.

Composição de uma imagem de Vénus obtida no infravermelho com a Via Láctea em fundo

A investigação liderada por Javier Peralta, da missão japonesa Akatsuki, teve a participação de Pedro Machado, professor do Departamento de Física de Ciências ULisboa e investigador do Instituto de Astrofísica e Ciência do Espaço.

O papel da alimentação na microbiota intestinal

"Tanto os probióticos como os prebióticos têm demonstrado melhorar os biomarcadores associados ao cancro colon retal e, relativamente à Síndrome do Intestino Irritável, a evidência refere que os probióticos têm um papel importante no alivio dos sintomas e qualidade de vida dos doentes", escreve a nutricionista Maria Inês Antunes.

Geocachers, cache e tritão-marmoreado-pigmeu

O geocaching é utilizado pela primeira vez como indicador para avaliar os serviços culturais prestados pelos ecossistemas. Inês Teixeira do Rosário, investigadora do cE3c, doutorada em Ecologia por Ciências ULisboa, é a primeira autora do artigo da Ecological Indicators.

Catarina Frazão Santos

A apresentação de Catarina Frazão Santos durante a ICES ASC 2018 valeu-lhe o Best Early Career Scientist Presentation Award. O tema da apresentação corresponde ao projeto de investigação por si coordenado e que termina em 2021.

Protosmia lusitanica

Sabia que em Portugal existe uma nova espécie de abelha? Chama-se Protosmia lusitanica e até agora apenas se conhece um único exemplar, uma fêmea coletada por Ana Gonçalves, na primavera de 2016, no Parque Natural do Vale do Guadiana, nas margens do Rio Vascão, em Mértola.

Susana Custódio preside à Comissão Executiva do ORFEUS - Observatories & Research Facilities for European Seismology, integrado no EPOS - European Plate Observing System.

Detalhe da função de onda calculada para a espécie ativa do catalisador

Nuno A. G. Bandeira modelou computacionalmente as propriedades eletroquímicas de óxidos de molibdénio. O investigador da Universidade de Lisboa pretende continuar a estudar moléculas originais e interessantes seja qual for a sua finalidade. “A tabela periódica ainda tem muito para nos dizer”, diz o cientista.

Floresta Laurissilva

Estudo de fósseis revela a extinção de uma árvore da família do chá que se encontrava presente há 1,3 milhões de anos na ilha da Madeira. Carlos A. Góis-Marques, aluno de doutoramento em Geologia, é um dos autores desta investigação.

Janela triangular

É o mecanismo mimético que nos permite interatuar uns com os outros, compreender os sentimentos dos amigos, e viver a compaixão e a empatia”, in Campus com Helder Coelho.

Livro aberto

Ao todo estão previstas sete sessões, com pelo menos um orador convidado. Em cada uma delas Dinis Pestana falará sobre livros que estejam relacionados com o tema em análise. O objetivo é conquistar leitores, sobretudo entre os estudantes universitários.

“Aceitar que por vezes se falha, que podemos não ter a aprovação dos outros e aceitar as consequências das tomadas de decisão, pode inicialmente ser mais desconfortável, mas acarreta consigo uma maior sensação de responsabilidade e liberdade na vida”, escreve na rubrica habitual a psicóloga do GAPsi, Andreia Santos.

Vista aérea da zona de cultivo no PermaLab, no campus de Ciências ULisboa

O primeiro estudo científico desenvolvido no PermaLab – um laboratório vivo de permacultura, situado no campus de Ciências ULisboa, será publicado no volume 212 da edição de março de 2019 do Journal of Cleaner Production, reforçando dessa forma a importância dos laboratórios vivos no contexto universitário.

“O desenvolvimento de uma missão astronómica espacial é uma aventura demorada, que, nos casos mais complexos, pode demorar mais de duas décadas. Com o Athena estamos envolvidos neste processo desde os primeiros passos, tendo ajudado a construir a proposta ‘vencedora’”, conta José Afonso, que lidera a participação portuguesa na missão Athena, prevista para 2031.

Projeto de Sismologia nas Escolas do Instituto Dom Luiz

Guilherme Weishar apresenta-nos o projeto de Sismologia nas Escolas do Instituto Dom Luiz e que tem uma componente de citizen science.

Wani na Indonésia

Objetivo da missão dos investigadores do IDL Ciências ULisboa e do IPMA?! Melhorar a caracterização do tsunami de 28 de setembro de 2018, de modo a desenvolver técnicas e programas de mitigação destes fenómenos naturais.

Ricardo Honório

Cernorium é o canal YouTube de Ricardo Honório, aluno do mestrado integrado em Engenharia Física de Ciências ULisboa. O projeto tem já disponível o primeiro episódio e é a “concretização de uma ideia antiga que procura aliar a paixão pela Física com algum humor.

Galeria da fauna marinha (maioria tropical), anos 1950/1960

Evocações sobre Entomologia no Museu Bocage e na Faculdade, pelo professor, cientista José Alberto Quartau. Versão abreviada da alocução proferida aquando do 35.º aniversário do Departamento de Biologia Animal de Ciências ULisboa, em 5 de junho de 2018.

Francisco Saldanha da Gama

Nesta fotolegenda destacamos uma passagem da entrevista com Francisco Saldanha da Gama, professor do Departamento de Estatística e Investigação Operacional e investigador do Centro de Matemática, Aplicações Fundamentais e Investigação Operacional de Ciências ULisboa, e que pode ser ouvida no canal YouTube e na área multimédia do site da Faculdade.

Lisboa

Ciências é uma das cinco instituições da ULisboa que integra o projeto ALHTOUR. O principal resultado deste projeto é a criação do HEALx-LAB, um living lab para potenciar a inovação e a colaboração entre a academia, a indústria, a administração pública e a sociedade civil na área do turismo de saúde na região de Lisboa.

 Conselho Diretivo da ELRA

António Branco, professor do DI Ciências ULisboa, é o novo presidente da ELRA-European Language Resources Association, a principal associação científica europeia para o processamento da linguagem natural e uma das mais importantes associações a nível mundial nesta subárea da Inteligência Artificial.

Robô e criança

"Revendo as discussões nos últimos anos sobre a Inteligência Artificial (IA), a ideia da superinteligência (super-homem) e da frieza dos comportamentos dos agentes artificiais, quando comparados com os seres humanos, concluímos que o medo à IA só será ultrapassado com uma nova postura da IA, virada para a enfâse nos benefícios", escreve Helder Coelho, professor do DI Ciências ULisboa.

Raúl Ferreira

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências ULisboa? O Dictum et factum de dezembro é com Raúl Ferreira, assistente operacional da Oficina Gráfica da Área de Serviços Técnicos de Ciências ULisboa.

Às vezes é mesmo preciso “sair da cabeça e dar ouvidos ao corpo”

“Às vezes é mesmo preciso 'sair da cabeça e dar ouvidos ao corpo'. Dar atenção aos sinais físicos e às sensações”, escreve na rubrica habitual a psicóloga do GAPsi, Andreia Santos.

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