Reprodução prolongada do peixe-gato potencia o seu caráter invasor, revela novo estudo

Rio Tejo

Vários investigadores do MARE-ULisboa participam em estudo que revela novos dados sobre a biologia reprodutiva do Siluro, também conhecido como peixe-gato europeu, no Rio Tejo. Este trabalho, agora publicado no Jornal de Biologia dos Vertebrados, da Academia de Ciências da República Checa, é o primeiro a ser feito com populações de siluro da Península Ibérica, incidindo na sua biologia reprodutora. Está inserido no âmbito do LIFE-PREDATOR, um projeto Europeu, liderado, em Portugal, por CIÊNCIAS.


Peixe-gato europeu
Fonte: Christos Gkenas / MARE-ULisboa

O siluro é o maior peixe de água doce da Europa, podendo atingir 2,8 metros de comprimento e 130kg de peso, e foi detetado em Portugal em 2014 pela primeira vez. É uma espécie invasora e um predador de topo, ou seja, não tem inimigos naturais. Para além disto, apresenta uma elevada fecundidade, podendo chegar ao meio milhão de ovos não fecundados (oócitos). Apesar de isto não ser um dado novo, visto que “há uma relação direta entre o volume da cavidade abdominal e o número total de oócitos produzidos”, o que este estudo revela agora é a extensão da sua época de reprodução: “Aquilo que nos surpreendeu é que a época de reprodução deste peixe é prolongada, durando quase 5 meses, e também o tamanho dos seus oócitos que são bastante grandes, podendo atingir mais de 3 mm de diâmetro”, explica Christos Gkenas, investigador do MARE-ULisboa, e primeiro autor do estudo. 


Fonte: Christos Gkenas / MARE-ULisboa

Para esta investigação, foram capturados quase 700 siluros ao longo de dois anos, entre janeiro de 2022 e novembro de 2023. Durante este período, os investigadores verificaram que a espécie desova entre fevereiro e junho, estratégia que permite que a sua descendência tenha diferentes oportunidades de sobrevivência face a eventos adversos. Adicionalmente, os indivíduos desta espécie atingem a maturidade sexual com cerca de 3 anos, sendo bastante precoce dado que esta espécie pode viver até 70 anos.


Fonte: Christos Gkenas / MARE-ULisboa

“O nosso trabalho é importantíssimo para o controlo populacional desta espécie, isto porque os nossos esforços deverão focar-se na remoção de indivíduos de maiores dimensões, que apresentam maiores fecundidades.”, explica Filipe Ribeiro, investigador também do MARE-ULisboa e coordenador do estudo.

Para além de Christos Gkenas e Filipe Ribeiro, também Vera Sequeira, Diogo Ribeiro, João Gago, investigadores do MARE-ULisboa, e Diogo Dias, investigador do CE3C, em CIÊNCIAS, participam no estudo.


Veja este assunto nos media:

  • Wilder Online (19 de março de 2025) - Siluros no Tejo: Capacidade de reprodução deste invasor surpreende os cientistas
  • Lusa (18 de março de 2025) - Estudo sobre reprodução de peixe invasor do Tejo alerta para ameaça à biodiversidade
  • Público (18 de março de 2025) - Reprodução do enorme peixe invasor do Tejo pode ser ameaça à biodiversidade
  • RTP (18 de março de 2025) - Estudo sobre reprodução de peixe invasor do Tejo alerta para ameaça à biodiversidade
  • Jornal de Notícias (18 de março de 2025) - Reprodução de peixe invasor do Tejo ameaça biodiversidade aquática
  • Notícias ao Minuto (18 de março de 2025) - Estudo sobre reprodução de peixe invasor do Tejo alerta para ameaça
  • Notícias do Sorraia (18 de março de 2025) - Estudo sobre reprodução de peixe invasor do Tejo alerta para ameaça à biodiversidade
  • Agroportal (18 de março de 2025) - Siluro no Tejo: Espécie invasora com elevada fecundidade ameaça biodiversidade aquática
  • Ambiente Magazine (18.03.2025) - Siluro é um peixe predador que está a ameaçar a biodiversidade do Rio Tejo
  • MSN (18.03.2025) - Estudo sobre reprodução de peixe invasor do Tejo alerta para ameaça à biodiversidade
  • Executive Digest (18.03.2025) - Estudo sobre reprodução de peixe invasor do Tejo alerta para ameaça à biodiversidade
  • Green Savers (18.03.2025) - Siluro, o peixe invasor do Tejo que ameaça a biodiversidade
  • Sustentix (18.03.2025) - Estudo sobre reprodução de peixe invasor do Tejo alerta para ameaça à biodiversidade
  • Antena Livre Online (18-03-2025) - Rio Tejo: Estudo sobre reprodução de peixe invasor do Tejo alerta para ameaça à biodiversidade
  • Jornal de Abrantes Online (18-03-2025) - Estudo sobre reprodução de peixe invasor do Tejo alerta para ameaça à biodiversidade
Christos Gkenas (MARE) e Vera Sequeira (MARE), em colaboração com a DCI CIÊNCIAS
trmarques@ciencias.ulisboa.pt

A representação do campus da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em 3D utilizando tecnologias inovadoras fornece dados de apoio à gestão e utilização de recursos.

“Nos meus projetos lido diariamente com a Biologia, a que aprendi na faculdade e ao longo da minha vida, e com o desenho que me acompanha como forma de olhar, entender e comunicar”, declara o ilustrador científico Pedro Salgado, antigo aluno de Ciências.

.

Cerca de 39 alunos do BioSys participaram no segundo encontro de estudantes deste programa doutoral. O evento ocorreu em Beja este mês. Também em outubro terminam as candidaturas a 11 bolsas de doutoramento da próxima edição do BioSys.

Uma vez mais Ciências participou na Maratona Interuniversitária de Programação (MIUP), este ano organizada pela Universidade do Minho. A equipa de Ciências - Caracóis Hipocondríacos -, composta pelos alunos Nuno Burnay, Robin Vassantlal e Guilherme Espada, ficou em 3.º lugar, ao resolver quatro dos nove problemas da competição.

Imagina que tens um jarro vazio e um conjunto de pedras grandes, seixos, gravilha e areia. Agora, imagina que para encher o jarro, vais colocando primeiro a areia e a gravilha e só no fim, as pedras maiores... O que achas que acontece? Será que vai caber tudo e de que forma?... E se colocássemos as pedras grandes primeiro?

As alterações climáticas podem mudar a natureza do impacto do lagostim-vermelho-da-Louisiana (Procambarus clarkii) nos ecossistemas.

Recentemente, dois estudos sobre como pensamos, um do Instituto Max Planck (para a História da Ciência, Alemanha) e outro da Escola de Medicina de Harvard (EUA), de maio de 2017 (revista NeuroImage, de Elinor Amit e Evelina Fedorenko), clarificaram as diferenças que nós temos quando refletimos sobre alguma matéria, fazemos coisas, ou emulamos a realidade.

Ciências participa na KIC EIT Health que visa promover o empreendedorismo para o desenvolvimento de uma vida saudável e de um envelhecimento ativo. Os alunos podem inscrever-se na unidade curricular que lhes permite participar no projeto, sendo que uma parte é feita na Dinamarca.

A experiência ATLAS acontece há 25 anos e a data será celebrada com palestras, bem como com uma homenagem à responsável pela participação portuguesa na experiência, a cientista Amélia Maio.

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O Dictum et factum de outubro é com Francisco Oliveira, assistente técnico do Núcleo de Manutenção do Gabinete de Obras, Manutenção e Espaços da Área de Serviços Técnicos de Ciências.

O Prémio Nobel da Física de 2017 foi atribuído a Rainer Weiss, Barry Barish e Kip Thorne. Francisco Lobo, investigador do Departamento de Física de Ciências e do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, comenta o tema.

Há cinco anos o biólogo marinho Pedro M. Lourenço encontrou microfibras em dejetos de aves. Foi nessa ocasião que surgiu a ideia de avaliar a abundância de microplásticos nos estuários, iniciando assim um estudo sobre a poluição por plásticos.

“Para além da importância no contexto científico, este trabalho também tem uma forte importância no contexto industrial, pois permite otimizar os gastos de energia domésticos e industriais”, explica o investigador do Centro de Química Estrutural de Ciências, Francisco Bioucas.

Mais de 100 cientistas reúnem-se em Lisboa, na Faculdade de Ciências, para abordar a temática dos nanofluidos.

A origem dos raios cósmicos de elevada energia foi desvendada. O LIP, do qual Ciências faz parte, colaborou na obtenção dos resultados.

O minhocário será usado para investigar o processo de vermicompostagem, numa experiência piloto em parceria com o Gabinete de Segurança, Saúde e Sustentabilidade da Área de Serviços Técnicos de Ciências e com o Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c).

Há um mineral peculiar que pode ajudar a desvendar o contributo do vulcanismo de Decão sobre a extinção em massa e a morte dos dinossauros: a akaganéite. Os resultados do estudo foram publicados na Nature Scientific Reports.

Ciências participa com mais de 30 de atividades de divulgação de ciência, espalhadas por Lisboa, Lousal e até na ilha Terceira.

O primeiro Dia Internacional do Microrganismo foi celebrado a 17 de setembro, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, numa iniciativa conjunta da Sociedade Portuguesa de Microbiologia, Ordem dos Biólogos, Ciência Viva e Comissão Nacional da UNESCO.

Desde 1971 que a guerra está aberta, mas o combate tem sido difícil. Por um lado, não temos só uma doença, e o que já conhecemos não tem chegado para estarmos contentes.

Um novo estudo liderado por Ciências encontrou grandes quantidades de fibras artificiais no estuário do Tejo e em zonas costeiras da África Ocidental, segundo comunicado de imprensa emitido pela Faculdade esta segunda-feira.

Falta pouco para a Faculdade voltar a ser homenageada com a atribuição de mais duas insígnias de professores eméritos a dois dos seus docentes aposentados.

Zbigniew Kotowicz, investigador e membro integrado do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, faleceu aos 67 anos, no dia 21 de setembro de 2017.

Ciências integra um consórcio europeu que vai receber do programa Horizon 2020 cinco milhões de euros para desenvolver, entre 2018 e 2021, a mais avançada tecnologia de espectrometria de massa.

Agora que terminaste o ensino secundário e estás prestes a iniciar esta nova etapa, vários vão ser os desafios pessoais e académicos que vais enfrentar.

Páginas