Sara Silva vence EvoStar Award 2018

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Sara Silva

Sara Silva é a mais jovem investigadora a ser distinguida com este prémio, atribuído pelo EvoStar desde 2006

Marco Nobile

Sara Silva, investigadora do Departamento de Informática, do Agent and Systems Modelling Group do BioISI – Instituto de Biosistemas e Ciências Integrativas e investigadora convidada do grupo ECOS-CISUC da Universidade de Coimbra, ganhou o EvoStar Award 2018, um galardão que reconhece a qualidade e o impacto mundial do trabalho desenvolvido ao longo da sua carreira, na área da computação evolucionária.

Sara Silva é a mais jovem investigadora a ser distinguida com este prémio, atribuído pelo EvoStar, um acontecimento anual, iniciado em 1998 e que engloba diversas conferências internacionais na área da computação evolucionária. Os primeiros portugueses a serem distinguidos com este prémio foram Ernesto Costa, em 2009, e Penousal Machado, em 2016. O prémio existe desde 2006.

“A computação evolucionária é um conjunto de métodos de Inteligência Artificial que se inspiram nos princípios Darwinistas de seleção natural para encontrar soluções para problemas complexos que outros métodos não conseguem resolver.”
Sara Silva

Ficou surpreendida com o prémio?

Sara Silva (SS) - Bom, eu sabia que era possível recebê-lo um dia, mas não o esperava já este ano.

Porquê?

SS - Este prémio distingue o trabalho feito ao longo de todo o percurso científico, e os galardoados até recebem a designação informal de "EvoCrocs". Sinto-me demasiado nova para ser considerada um crocodilo!

O que significa para si esta distinção?

SS - Na verdade eu já sentia o reconhecimento dentro da comunidade, há muito tempo, mas devo confessar que o prémio sabe muito bem, pois é uma distinção mais "oficial" e mais visível para o exterior. Espero que este prémio me ajude a conseguir algum financiamento para continuar a fazer investigação.

Quais foram as reações dos pares?

SS - Foram boas, "muitos parabéns", "foi bem merecido", etc.. É normal de vez em quando alguém receber um prémio. Trabalho rodeada de pessoas muito competentes.

Que balanço faz do Evostar 2018?

SS - O EvoStar é sempre um evento muito agradável, todos os anos. O ambiente científico e social é excelente, e por isso esforço-me por ir todos os anos.

Quem é a Sara Silva?

SS - É daquelas pessoas que teve a sorte de saber desde muito cedo o que queria fazer na vida: Inteligência Artificial. Tenho conseguido ser investigadora, teimosamente, desde que me licenciei em 1995, sempre a saltar de bolsa em bolsa e de contrato em contrato. Tenho também a minha outra vida, a de mãe de três crianças, com 12, 6 e 2 anos. Não me posso queixar de monotonia!

Que planos tem para o futuro (curto prazo)?

SS - Continuar a submeter candidaturas, de projetos, e para contratos de investigação. O meu contrato de trabalho atual termina já no final de 2018, e isso preocupa-me muitíssimo. Este ano vou atirar-me também às bolsas ERC (European Research Council), tenho de tentar tudo. Adoraria ter recursos e estabilidade para formar uma equipa - ideias de trabalho não me faltam!

Ana Subtil Simões, Área de Comunicação e Imagem de Ciências
info.ciencias@ciencias.ulisboa.pt
Rosto de Marta Antunes

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O Dictum et factum de março é com Marta Antunes, técnico superior do Departamento de Geologia de Ciências.

Escola Politécnica

Passaram 40 anos do incêndio da “outra” Faculdade. São já poucos os que vivenciaram, alguns os que ficaram marcados. Para os mais novos, o “fogo na Politécnica” é apenas uma história que ouviram contar.

Bombeiro apaga fogo

Era madrugada e o edifício da Faculdade de Ciências de Lisboa, na rua da Escola Politécnica, ardia. Dezoito de março, seriam duas horas da madrugada. Um salto da cama, um vestir rápido e uma fuga apressada ao encontro das labaredas.

Mar

Qual o impacto das poeiras provenientes do Sahara na produtividade marinha do Oceano Atlântico tropical, particularmente nos coccolitóforos (fitoplâncton calcário)? Esta é a principal questão que irá marcar o trabalho de Catarina Guerreiro, investigadora do MARE.

pilhas de compostagem

O compostor da FCUL foi inaugurado há pouco mais de um ano, em 27 de novembro de 2016, numa parceria entre a HortaFCUL, o Gabinete de Segurança, Saúde e Sustentabilidade da FCUL e o cE3c - Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais.

Gabriella Gilli

Gabriella Gilli, investigadora do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, pretende usar um novo modelo teórico tridimensional, análogo ao que é usado para descrever a atmosfera de Vénus, para antecipar as futuras observações de exoplanetas quentes de tipo terrestre.

Vladimir Konotop

Nesta fotolegenda destacamos uma passagem da entrevista com o físico Vladimir Konotop e que pode ser ouvida no canal YouTube e na área multimédia deste site.

Bernadette Bensaude-Vincent

A ULisboa atribui a 2 de março o título de doutor honoris causa a Bernadette Bensaude-Vincent, por proposta da Faculdade de Ciências, homenageando uma personalidade de grande relevo cientifico com relações estreitas com o contexto científico português, demonstrando publicamente quanto lhe deve e quanto se sente honrada por lhe poder conceder este titulo.

Biblioteca com alunos

A entrada na faculdade é muito mais do que a transição para uma nova etapa académica, é o início de uma aventura no próprio desenvolvimento, onde se passa de jovem a adulto. Esta fase acarreta desafios para o próprio e nas relações com os outros, ficando este jovem adulto entre o medo e o desejo de crescer com tarefas académicas, sociais, pessoais e vocacionais para fazer face, simultaneamente.

Campus de Ciências

Dois investigadores do cE3c – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais receberam bolsas europeias Marie Sklodowska-Curie para desenvolver investigação nos próximos dois anos.

Concorrentes

A semifinal aconteceu a 17 de fevereiro, a final nacional a 12 de abril e a final internacional entre 5 e 10 de junho. Em Ciências foram apurados quatro finalistas, estudantes da ULisboa nos cursos de Física, Biologia, Engenharia Química e Matemática Aplicada e Computação.

Carlos Mateus Romariz Monteiro

Faleceu a 9 de fevereiro de 2018, com 97 anos, Carlos Mateus Romariz Monteiro.

Pessoa sentada junto a uma mesa

Passamos, quer no trabalho como em momentos de lazer, longos períodos sentados. Estar sentado é um descanso! Mas, será mesmo assim?

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O Dictum et factum de fevereiro de 2018 é com João Martins, técnico superior do Departamento de Física de Ciências.

A cooperação (e colaboração) científica apoia-se sempre em ensinar e aprender (dar e receber), num registo de amizade e humildade, de motivação e de empolgamento. A paridade é fundamental, tal como o “foco e simplicidade”, a relevância e a utilidade (Steve Jobs).

João Carlos Marques, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra é o novo diretor do MARE, sucedendo no cargo Henrique Cabral, professor do Departamento de Biologia Animal de Ciências.

A iniciativa possibilita aos estudantes a recolha de informação sobre diversas áreas do saber das 18 escolas da Universidade de Lisboa.

Ciências presta homenagem a Dmitri Ivanovich Mendeleev a 8 de fevereiro de 2018, data em que se assinala o 184º aniversário do seu nascimento. Nesse dia, 118 alunos do 9.º ano do Colégio de Santa Doroteia, em Lisboa, visitam a tabela periódica existente neste campus universitário.

O artigo “The Little Ice Age in Iberian mountains” publicado em fevereiro de 2018 na Earth-Science Reviews caracteriza com maior precisão o último grande evento frio do hemisfério norte, de acordo com comunicado de imprensa emitido esta quinta-feira.
A Little Ice Age (LIA) ou a Pequena Idade do Gelo ocorreu aproximadamente entre 1300 e 1850 e afetou as comunidades dos Pirenéus. Os resultados desta investigação está a ter algum impacto em Espanha.

“Ao contrário do que aparentava no início deste projeto, foi relativamente fácil dar um ritmo de arte sequencial (banda desenhada) ao argumento.

A 2.ª edição do mestrado em Gestão e Governança Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto (FCUAN) deverá arrancar no último trimestre do ano letivo 2018/2019 e contará novamente com o apoio de Ciências. Na 1.ª edição 16 estudantes concluíram com sucesso os programas de estudo.

Cinquenta alunos do 4.º ano do Colégio Colibri, de Massamá, foram cientistas por um dia nos Departamentos de Biologia Animal e Biologia Vegetal.

Quando João Graça Gomes iniciou o estágio “Cenarização Sistema Elétrico 100 % Renovável em 2040”, com a duração de um ano, no Departamento Técnico da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), sob a orientação de José Medeiros Pinto, engenheiro e secretário-geral daquela associação, quis “dar o melhor e mostrar a qualidade do ensino de engenharia na FCUL”. O ano passado foi distinguido com um dos prémios de maior destaque da engenharia nacional.

João Graça Gomes, engenheiro do Departamento Técnico da APREN e mestre em Engenharia da Energia e do Ambiente, foi galardoado com o Prémio - Melhor Estágio Nacional em Engenharia Eletrotécnica da Ordem dos Engenheiros.

Nesta fotolegenda destacamos uma passagem da entrevista com o climatologista Ricardo Trigo e que pode ser ouvida no canal YouTube e na área multimédia deste site.

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