Portugal organiza pela primeira vez simpósio internacional dedicado ao estudo das evidências geológicas de tsunamis

Os níveis de calhaus e areias ilustram os depósitos de tsunami de 1755

DG Ciências, IDL, MCF

A organização deste 5.º simpósio internacional pelo IDL e pelo DG Ciências foi incentivada pelos Serviços Geológicos dos Estados Unidos, tendo sido aprovada unanimemente pelos membros da Comissão de Honra do ITFS.

A primeira reunião dedicada ao estudo de depósitos de tsunamis aconteceu no início de 2000, antes da ocorrência dos eventos do Oceano Índico e do Japão. A edição zero do ITFS teve lugar em Seattle, uma cidade portuária, no estado norte-americano de Washington. A 1ª edição oficial aconteceu no território insular de Bonaire, situado no mar das Caraíbas, ao largo da costa da Venezuela. As seguintes também foram organizadas em locais onde existem importantes depósitos sedimentares de tsunami antigos, nomeadamente Itália, Grécia, Japão e Tailândia.

Este tipo de encontros sempre visou reunir um número considerável de geocientistas que estudam estes fenómenos tsunamigénicos em diferentes perspectivas.

O Instituto Dom Luiz (IDL) e o Departamento de Geologia (DG) de Ciências organizam o “5th International Tsunami Field Symposium (ITFS)”. O primeiro acontecimento do género a ter lugar em Portugal realiza-se de 3 a 7 de setembro de 2017, em Lisboa e no Algarve e reúne a elite mundial no estudo de depósitos de tsunami, destaque para os dois oradores convidados - Alastair Dawson e Raphael Paris -, que irão discursar, respetivamente, sobre a interdisciplinaridade do estudo de tsunami; e a evolução deste ramo da ciência nos últimos 30 anos.

De acordo com o comunicado de imprensa emitido esta quarta-feira, mais de 75 pessoas de 18 nacionalidades inscreveram-se no simpósio, que prevê a apresentação de casos de estudo referentes a diferentes locais do mundo e a realização de saídas de campo ao litoral da Grande Lisboa e ao Algarve, onde se observarão sedimentos deixados, na sua maioria, pelo tsunami de 1755, considerado dos mais complexos pela comunidade científica.

Para Pedro J. M. Costa, professor do DG Ciências, investigador do IDL e um dos membros da comissão organizadora do 5th ITFS, este acontecimento é um momento único, pelo que as expectativas são muito positivas. “Alguns dos depósitos de tsunami existentes em Portugal são casos de estudo importantíssimos no contexto europeu”, refere o cientista para quem um geólogo é uma espécie de “detetive do tempo”. Para compreender o passado é necessário estudar as marcas deixadas no registo geológico. “Só o estudo destas impressões permite reconstruir intensidades, alturas de onda, extensão de inundação, relevância de backwash, consequências para a recuperação de sistemas costeiros, etc.", conclui.

"Esta reunião, com a elite mundial da temática a deslocar-se a Portugal, procura realçar a importância que tem um melhor conhecimento destes fenómenos. Isto é fundamental para um país como Portugal onde a recorrência destes eventos é, felizmente, pequena mas, que por essa razão, não está tão presente na memória coletiva.”
Pedro J. M. Costa


Imagens captadas numa saída de campo em Vila do Bispo, no Algarve
Fonte DG Ciências, IDL, MCF

 

Ana Subtil Simões, Área de Comunicação e Imagem de Ciências
info.ciencias@ciencias.ulisboa.pt

Faleceu a 9 de fevereiro de 2018, com 97 anos, Carlos Mateus Romariz Monteiro.

Passamos, quer no trabalho como em momentos de lazer, longos períodos sentados. Estar sentado é um descanso! Mas, será mesmo assim?

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O Dictum et factum defevereiro de 2018 é com João Martins, técnico superior do Departamento de Física de Ciências.

A cooperação (e colaboração) científica apoia-se sempre em ensinar e aprender (dar e receber), num registo de amizade e humildade, de motivação e de empolgamento. A paridade é fundamental, tal como o “foco e simplicidade”, a relevância e a utilidade (Steve Jobs).

João Carlos Marques, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra é o novo diretor do MARE, sucedendo no cargo Henrique Cabral, professor do Departamento de Biologia Animal de Ciências.

A iniciativa possibilita aos estudantes a recolha de informação sobre diversas áreas do saber das 18 escolas da Universidade de Lisboa.

Ciências presta homenagem a Dmitri Ivanovich Mendeleev a 8 de fevereiro de 2018, data em que se assinala o 184º aniversário do seu nascimento. Nesse dia, 118 alunos do 9.º ano do Colégio de Santa Doroteia, em Lisboa, visitam a tabela periódica existente neste campus universitário.

O artigo “The Little Ice Age in Iberian mountains” publicado em fevereiro de 2018 na Earth-Science Reviews caracteriza com maior precisão o último grande evento frio do hemisfério norte, de acordo com comunicado de imprensa emitido esta quinta-feira.
A Little Ice Age (LIA) ou a Pequena Idade do Gelo ocorreu aproximadamente entre 1300 e 1850 e afetou as comunidades dos Pirenéus. Os resultados desta investigação está a ter algum impacto em Espanha.

“Ao contrário do que aparentava no início deste projeto, foi relativamente fácil dar um ritmo de arte sequencial (banda desenhada) ao argumento.

A 2.ª edição do mestrado em Gestão e Governança Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto (FCUAN) deverá arrancar no último trimestre do ano letivo 2018/2019 e contará novamente com o apoio de Ciências. Na 1.ª edição 16 estudantes concluíram com sucesso os programas de estudo.

Cinquenta alunos do 4.º ano do Colégio Colibri, de Massamá, foram cientistas por um dia nos Departamentos de Biologia Animal e Biologia Vegetal.

Quando João Graça Gomes iniciou o estágio “Cenarização Sistema Elétrico 100 % Renovável em 2040”, com a duração de um ano, no Departamento Técnico da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), sob a orientação de José Medeiros Pinto, engenheiro e secretário-geral daquela associação, quis “dar o melhor e mostrar a qualidade do ensino de engenharia na FCUL”. O ano passado foi distinguido com um dos prémios de maior destaque da engenharia nacional.

João Graça Gomes, engenheiro do Departamento Técnico da APREN e mestre em Engenharia da Energia e do Ambiente, foi galardoado com o Prémio - Melhor Estágio Nacional em Engenharia Eletrotécnica da Ordem dos Engenheiros.

Nesta fotolegenda destacamos uma passagem da entrevista com o climatologista Ricardo Trigo e que pode ser ouvida no canal YouTube e na área multimédia deste site.

Por forma a gerir a ansiedade de uma forma mais eficaz antes dos momentos de avaliação são propostas algumas estratégias que não eliminam a ameaça mas podem ajudar a lidar de um modo mais eficaz com a ansiedade.

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O primeiro Dictum et factum de 2018 é com Marta Daniela Santos, responsável pelo Gabinete de Comunicação do cE3c – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais.

Ciências será o palco de uma eliminatória regional do Famelab 2018, um dos maiores concursos internacionais de comunicação de ciência.

Ler Filosofia (através de Espinosa) permite olhar o mundo, de forma crítica e pensar em profundidade. Em Ciência, observar e refletir são indispensáveis, para caminharmos, abrindo novas linhas de pesquisa.

Vinte e três alunos estiveram na Faculdade de Ciências a estudar as bases metodológicas para a classificação sistemática de plantas. O curso inseriu-se no projeto HEI-PLADI, um programa ERASMUS + e ocorreu pela primeira vez em Portugal.

Parte do antigo bar do edifício C1 de Ciências dá agora lugar a um novo laboratório de investigação em Ecologia Evolutiva. Aqui vai ser explorado um sistema biológico composto por duas espécies de ácaro aranha,Tetranychus urticaeeTetranychus ludeni, que competem por um alimento - a planta do tomate.

O livro Faça Sol ou Faça Vento reúne seis histórias infantojuvenis sobre energias renováveis. Todas elas são escritas por autores com ligação à Faculdade de Ciências da ULisboa.

Será possível ter uma pessoa dentro de um scanner e dizer-lhe para mudar a atividade de diferentes zonas do seu cérebro, com base no que estamos a observar num monitor desse mesmo scanner? Pode a Inteligência Artificial (IA) abordar e interatuar com a Neurociência, e vice-versa?

Quase a terminar o ano, surgem as frequentes resoluções de ano novo, um conjunto de ideias e desejos para aquele que se perspetiva ser um ano talvez igual ou melhor que o anterior. Existem assim duas perspetivas temporais: o ano que passou (o passado) e o que vem (futuro), e é sobre a integração destas duas perspetivas que gostaria de deixar uma reflexão.

Estas duas imagens foram produzidas por André Moitinho, Márcia Barros, Carlos Barata do Centro Multidisciplinar para a Astrofísica (CENTRA) e Hélder Savietto da Fork Research no âmbito da missão Gaia.

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O Dictum et factum de dezembro é com Rodrigo Maia, técnico superior do Laboratório de Isótopos Estáveis do Departamento de Biologia Vegetal de Ciências.

Páginas