Primeira verificação direta perto de um buraco negro supermassivo

António Amorim participa no grupo de investigação que prova Relatividade Geral de Einstein

Teste bem-sucedido

ESO

Há 26 anos que se fazem observações de um buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea nos telescópios do ESO, no Chile. Agora, pela primeira vez, as observações mostram os efeitos previstos pela relatividade geral de Einstein

ESO

O European Southern Observatory (ESO) organiza uma conferência de imprensa esta quinta-feira, 26 de julho. Durante o acontecimento, transmitido em direto via Internet a partir das 13h00, em Portugal continental, são apresentadas observações únicas do centro da Via Láctea e somente os jornalistas registados podem colocar questões.

Xavier Barcons, diretor geral do ESO, apresenta o acontecimento, que contará com explicações de vários investigadores responsáveis por este projeto.

“O desenvolvimento de instrumentos extremamente poderosos necessários à obtenção destas medições tão delicadas revelou-se um tremendo desafio. A descoberta anunciada trata-se do resultado extraordinário de uma parceria notável.”
Xavier Barcons

Há 26 anos que se fazem observações de um buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea nos telescópios do ESO, no Chile. Agora, pela primeira vez, as observações mostram os efeitos previstos pela relatividade geral de Einstein.

 O buraco negro supermassivo mais perto da Terra situa-se a cerca de 26 000 anos-luz de distância, no centro da Via Láctea. Tem uma massa quatro milhões de vezes a massa solar e encontra-se rodeado por um pequeno grupo de estrelas, que o orbitam a alta velocidade. Este é o local ideal para explorar a física gravitacional e, particularmente, testar a teoria da relatividade geral de Einstein.

Através dos instrumentos GRAVITYSINFONI e NACO, no Very Large Telescope (VLT) do ESO, foi possível seguir, em maio deste ano, a estrela S2, que passou muito perto do buraco negro, em maio de 2018. A participação portuguesa foi coordenada por António Amorim, professor do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigador do Centra, onde o desenho e construção da câmara de aquisição do GRAVITY teve lugar. Na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, sob coordenação do professor Paulo Garcia, foi desenvolvido o software que efetua as medições em tempo real.
 

"Este projeto foi para mim extremamente gratificante porque combinou a relevância teórica do domínio com a possibilidade de fazer coisas. No nosso grupo, em particular, temos uma longa história de 'fazer coisas', gostamos de ter as mãos na massa. Ou seja, não queremos exclusivamente olhar para conceitos em abstrato. Portanto, andámos a desenhar peças, cortar peças, integrar óticas, fazer medidas óticas, entre outras tarefas."
António Amorim

Segundo Frank Eisenhauser, investigador principal do GRAVITY e do espectrógrafo SINFONI, “as primeiras observações da S2 com o GRAVITY, há cerca de dois anos, mostraram que poderíamos ter efetivamente no buraco negro um laboratório ideal.”

De acordo com comunicado de imprensa do ESO, os novos resultados são inconsistentes com as previsões newtonianas, mas estão em acordo com a relatividade geral.

As novas medições revelam um efeito chamado desvio para o vermelho gravitacional. A variação do comprimento de onda da luz da S2 também está de acordo com a variação prevista pela teoria da relatividade geral de Einstein.

Trata-se da primeira vez que este tipo de desvio às previsões da teoria da gravidade newtoniana é observado no movimento de uma estrela em torno de um buraco negro supermassivo.

“Devido à instrumentação disponível muito melhorada, fomos capazes de observar a estrela com uma resolução sem precedentes (…) Estas observações foram preparadas arduamente durante vários anos, uma vez que queríamos tirar o máximo partido desta oportunidade única de observar os efeitos da relatividade geral”, explica Reinhard Genzel, líder da equipa internacional, constituída ainda por investigadores dos seguintes organismos: Instituto Max Planck de Física ExtraterrestreObservatório de Paris—PSLUniversidade de Grenoble-AlpesCNRSInstituto Max Planck de AstronomiaUniversidade de Colónia, ESO e ULisboa, através do  polo de Ciências do Centro de Astrofísica e Gravitação (Centra). 

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Complexidade da diversidade

"É um erro pensarmos que uma boa equipa de I&DE só deve ser construída com os mais espertos: de facto, é o coletivo, constituído com pessoas que trazem uma gama variável de perspetivas (pontos de vista) para um problema, que obtém os melhores resultados", in no Campus com Helder Coelho.

Chegada à Lua

O Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e o Museu da Presidência da República celebram os 50 anos da chegada à Lua.

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Professores de todo o país vão estar reunidos no maior evento de formação acreditada na área do ensino das ciências realizado em Portugal. O VI Encontro Internacional da Casa das Ciências acontece entre os dias 10 e 12 de julho, no campus de Ciências ULisboa.

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Tal como sucedeu em edições anteriores, vários professores e investigadores de Ciências ULisboa participam no Ciência 2019 - Encontro com a Ciência e Tecnologia em Portugal, que decorre em Lisboa até 10 de julho.

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As classificações excelente e muito bom destacaram-se na avaliação feita aos centros de investigação afetos a Ciências ULisboa. Para os próximos quatro anos, Ciências ULisboa pretende continuar a sua aposta na investigação de excelência, agora com um pouco mais de fundos (um acréscimo de mais de quatro milhões de euros).

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Leonor Côrte-Real, investigadora do polo de Ciências ULisboa CQE, irá representar Portugal no 6th Young Medicinal Chemist Symposium. A jovem doutorada em Química, especialidade em Química Inorgânica por Ciências ULisboa, foi escolhida pela SPQ para representar Portugal neste simpósio e irá apresentar o trabalho desenvolvido durante a sua tese.

Alunos durante um exercício do FCUL Rally Pro

O evento de Ciências ULisboa que convida os estudantes do ensino secundário a programar já vai na 7.ª edição.

Um estudo publicado na revista "Nature" revela novas evidências sobre a ocupação humana da Sibéria desde há 31 mil anos. Vítor Sousa, do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais – cE3c em Ciências ULisboa, é um dos 54 cientistas envolvidos na investigação.

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Maria João Verdasca iniciou em fevereiro de 2017 o programa doutoral em Biodiversidade, Genética e Evolução. A sua investigação foca-se na modelação espacial de espécies invasoras e no estudo dos seus impactos ecológicos e socioeconómicos. Recentemente foi nomeada ao GBIF Young Researchers Award 2019.

Síndrome do impostor

Uma das formas mais eficazes de lidar com o síndrome do impostor é mesmo falar sobre ele, partilhando entre colegas ou amigos com quem sinta um espaço seguro, os desafios que vai sentindo profissionalmente e perceber que não está sozinho naquilo que sente. Estima-se que 70% das pessoas sofrem deste fenómeno psicológico.

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Vanézia Rocha

Vanézia Rocha iniciou em setembro de 2018 o mestrado em Biologia dos Recursos Vegetais. Recentemente a jovem cabo-verdiana foi nomeada ao GBIF Young Researchers Award 2019, pelo Conselho Científico das Ciências Naturais e do Ambiente da FCT. Os vencedores serão anunciados antes da 26ª Assembleia Geral do GBIF, que decorrerá na Holanda em outubro de 2019.

Exposição E3

A exposição E3 acompanha os astrónomos britânicos A.S. Eddington, C.R. Davidson e A.C.C. Cromelin e o especialista em relojoaria E.T. Cottingham na sua longa viagem e observações. A 29 de maio de 2019 celebra-se o centenário do eclipse solar total de 1919, observado na ilha do Príncipe e na cidade do Sobral,no Brasil.

João Sousa, investigador no Laboratório de Sistemas Informáticos de Grande Escala, foi distinguido com o prémio DSN 2019 William C. Carter, no âmbito do trabalho desenvolvido na tese de doutoramento "Byzantine state machine replication for the masses", realizada enquanto aluno do Departamento de Informática de Ciências ULisboa.

Pedro Mocho

Pedro Mocho lidera o estudo que identificou uma nova espécie de dinossáurio - Oceanotitan dantasi. Geologia sempre foi a sua paixão. Nos próximos seis anos continuará a estudar a história evolutiva dos dinossáurios saurópodes do Mesozóico Ibérico.

Esqueleto de <i>Oceanotitan dantasi</i> à escala

Uma equipa de paleontólogos identificou uma nova espécie de dinossáurio - Oceanotitan dantasi -, descoberto na Praia de Valmitão, na Lourinhã, em 1996. A identificação da nova espécie confirma a presença de uma grande diversidade de saurópodes no Jurássico Superior de Portugal rivalizando a diversidade já reconhecida nas faunas do Jurássico Superior da América do Norte e de África.

Estudantes a trabalhar

Nuno Silva termina a bolsa Erasmus+ em julho. O programa de mobilidade tem sido na sua opinião uma ótima experiência. Recentemente o aluno de Engenharia Biomédica e Biofísica foi um dos vencedores do Innovation Award da Explore Competition.

Martin O'Halloran, Eoghan Dunne, Nuno Silva e Laura Farina

Nuno Silva, aluno do mestrado integrado em Engenharia Biomédica e Biofísica de Ciências ULisboa a estudar no Translational Medical Device Lab, da National University of Ireland,em Galway, no âmbito de uma bolsa Erasmus+, venceu juntamente com o colega Eoghan Dunne, o Innovation Award da Explore Competition.

João Duarte

Investigadores de Ciências ULisboa propõem um novo mecanismo que permite explicar a existência de uma anomalia tectónica a SW do Cabo de São Vicente.

O neurocientista português Fernando Lopes da Silva nascido em Lisboa a 24 de Janeiro de 1935, faleceu no passado dia 7 de maio, na Holanda, onde vivia há mais de 50 anos. Ciências ULisboa lamenta o triste acontecimento, apresentando as condolências aos familiares, amigos e colegas de Fernando Lopes da Silva.

Permacultura

A rede europeia ECOLISE publicou este mês um novo relatório sobre a eficácia das ações de sustentabilidade e mudança climática realizadas pelas comunidades locais. O investigador de Ciências ULisboa, Gil Penha-Lopes, líder deste projeto, espera que daqui a dois anos haja um novo relatório e que a plataforma online - wiki.ecolise.eu - suporte uma comunidade ainda mais dinâmica e saudável.

"A presença de um 'devias' é muitas vezes uma barreira à congruência entre o eu real e o eu ideal", escreve a psicóloga do Gapsi, Andreia Santos, na rubrica habitual.

Uma equipa internacional constituída por 121 cientistas reconstruiu a complexa história dos cavalos domésticos. O estudo divulgado este mês na revista Cell inclui a participação de Maria do Mar Oom, investigadora do polo de Ciências do cE3c e de Cristina Luís, investigadora do polo de Ciências do CIUHCT, MUHNAC e CIES-ISCTE-IUL, que coordenou o desenvolvimento do trabalho da equipa portuguesa.

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