Best of Computing 2016

Artigos do Departamento de Informática entre os melhores

Na lista de artigos e livros notáveis da ACM Computing Reviews, a Best of Computing, encontram-se publicações de professores e investigadores do Departamento de Informática

ACI Ciências

Todos os anos a Association for Computing Machinery, através da sua publicação Computing Reviews, revista científica focada na revisão de literatura de ciência da computação, anuncia uma lista com publicações notáveis feitas ao longo do ano na área da informática.

Os professores e investigadores de Ciências, Francisco Martins, Luís Carriço, Luís Correia, Tiago Guerreiro, Vasco Vasconcelos e os alunos de doutoramento Diogo Marques e Fernando Silva, viram alguns dos seus trabalhos serem aqui distinguidos.

Na última lista publicada, relativa ao ano 2016, os artigos referenciados na Computing Reviews foram Snooping on mobile phones: prevalence and trends, dos autores pertencentes a Ciências, Luís Carriço, Tiago Guerreiro e Diogo Marques; e o artigo Open issues in evolutionary robotics, dos autores Luís Correia e Fernando Silva. O primeiro artigo foi também reconhecido com o "Distinguished Paper Award" da conferência SOUPS - Symposium on Usable Privacy and Security, que atesta a qualidade elevada da contribuição na área da privacidade usável. O último artigo é um dos mais lidos na revista científica onde foi publicado, a MIT Press Journals.

Em 2016 foram distinguidos 231 artigos na lista da Computing Reviews.

Em 2014 a prestigiada publicação havia já reconhecido o trabalho de outros dois professores do Departamento de Informática desta faculdade, Francisco Martins e Vasco Vasconcelos, com o trabalho The stream-based service-centred calculus: a foundation for service-oriented programming.

A revisão dos artigos e respetiva seleção é feita por um júri composto por revisores e editores da Association for Computing Machinery, bem como por investigadores da área da computação, inseridos no meio académico e na indústria.

Sinopse dos trabalhos distinguidos

Snooping on mobile phones: prevalence and trends

O artigo estima que uma em cada cinco pessoas já acedeu a conteúdos no telemóvel de um amigo ou familiar, sem a sua permissão. Para tal, e dada a relutância das pessoas em admitir comportamentos reprováveis, os investigadores aplicaram uma metodologia de inquirição anónima e indireta, que levou a estes números alarmantes que superam em grande escala as estimativas obtidas anteriormente em questionários diretos. O estudo apresenta ainda tendências para este fenómeno que se mostra prevalente entre a população mais nova e aqueles com maior nível de adoção de smartphones. Este estudo mostra que as defesas existentes atualmente não são eficazes contra a intrusão a dispositivos móveis por parte de pessoas socialmente próximas, abrindo espaço para investigação em novas defesas que sejam resilientes a esta ameaça.

Open issues in evolutionary robotics

A publicação consiste numa análise do estado da arte da robótica evolucionária. Um dos objetivos de longo prazo nesta área de investigação é o de poder criar automaticamente controladores para robôs autónomos, com base apenas numa especificação sumária da tarefa que o robô deve realizar. Todavia, os investigadores têm enfrentado consistentemente uma série de questões que impedem a adoção generalizada de algoritmos evolucionários para produzir controladores de robôs móveis. Neste artigo, analisamos e discutimos os problemas em aberto na robótica evolucionária. Estes problemas variam desde questões técnicas, como se devem ser usadas simulações computacionais ou apenas robôs reais, até questões metodológicas, como que práticas de investigação podem ser melhoradas na área. Para além da revisão e discussão dos problemas em aberto, discutimos quais são os caminhos potencialmente mais promissores em termos de investigação futura, com vista ao estabelecimento da robótica evolucionária como abordagem canónica para a engenharia de robôs autônomos.

The stream-based service-centred calculus: a foundation for service-oriented programming

Os serviços web são atualmente a mais importante tecnologia para disponibilizar sistemas de informação de forma a que estes possam ser descobertos, acedidos e compostos remotamente. Estes conceitos deram origem a um paradigma denominado "computação orientada por serviços". Por forma a modelar este tipo de serviços, e permitir raciocinar sobre os seus comportamentos, são necessárias linguagens e técnicas de análise adequadas. Este artigo apresenta uma destas linguagens, denominada "stream-based service-centered calculus" (SSCC). A SSCC é uma linguagem para modelar a composição e a orquestração de serviços, permitindo analisar e provar propriedades dos modelos. Além disso, o artigo contém uma série de exemplos que atesta a flexibilidades da linguagem: explica como codificar um longo catálogo de conhecidos padrões de interação e descreve dois estudos de caso relacionados com a indústria automóvel. Mostra também como a modelação centrada em objetos pode ser transformada num estilo centrado em serviços, de um modo sistemático e garantindo a equivalência comportamental entre o sistema de objetos e o de serviços.

Fonte: DI

Raquel Salgueira Póvoas, Área de Comunicação e Imagem de Ciências
info.ciencias@ciencias.ulisboa.pt

“Tropical specialist vs. climate generalist: Diversification and demographic history of sister species of Carlia skinks from northwestern Australia” é da autoria de Ana C. Afonso Silva, Jason G. Bragg, Sally Potter, Carlos Fernandes, Maria Manuela Coelho e Craig Moritz. Neste artigo os investigadores apresentam a história evolutiva de duas espécies de lagartos endémicos da Austrália - Carlia triacantha e Carlia johnstonei - revelando como se adaptaram a alterações climáticas do passado.

Com o fortalecimento da Aprendizagem (Machine Learning), a escola clássica da Inteligência Artificial ou IA (Good Old Fashion AI, GOFAI), apoiada em sistemas simbólicos, ficou entrincheirada. O livro mais recente do professor Hector Levesque, “Common Sense, the Turing Test, and the Quest for Real AI”, da MIT Press (2017), vem ajudar a não esquecermos o que a IA nos tem ensinado, ano após ano, acerca da mente, e, em particular, que o pensamento é um processo computacional. Como pode, então, a computação iluminar o pensamento?

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O Dictum et factum de agosto é com Cristina Manessiez, técnica superior da Biblioteca de Ciências.

Investigadores de Ciências e do Instituto Universitário de Lisboa desenvolvem hardware capaz de resolver tarefas robóticas, em contexto real, em menos tempo do que o alcançado até então. Os resultados foram publicados na revista científica Royal Society.

Em 2017 os Prémios Científicos ULisboa/Caixa Geral de Depósitos foram atribuídos a Vladimir Konotop e Ricardo Trigo. O ano passado foi a vez de Henrique Cabral e Eric Font. Ainda não é conhecida a data da cerimónia pública de entrega das referidas distinções.

Na lista de artigos e livros notáveis da ACM Computing Reviews, a Best of Computing, encontram-se publicações de professores e investigadores do Departamento de Informática de Ciências.

Alunos do ensino secundário participaramem projetos de investigação na Faculdade de Ciências da ULisboa. O culminar da atividade deu-se com um Congresso Científico, onde os "novos cientistas" apresentaram os resultados do trabalho realizado.

A palestra "Por que não anda o tempo para trás?”acontece dia 29 de julho, pelas 21h30,no Planetário Calouste Gulbenkian,Centro Ciência Viva deBelém.

Durante duas semanas, estudantes do ensino básico e secundário conheceram o ambiente da Faculdade e os métodos de trabalho dos cursos aqui lecionados.

“Tina dos Tsunamis” ocorreu no passado dia 29 de junho, durante o campo de férias Exploradores, com um grupo de 25 crianças, entre os 7 e os 14 anos do bairro do 2.º Torrão, em Almada.

Para compreendermos as capacidades de cada um de nós é preciso entender como as células nervosas se comportam e como interatuam entre si, isto é, pode sempre existir uma outra hipótese que consiga explicar um pouco mais. E, existem sempre os factos e as interpretações.

A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa organiza de 24 a 28 de julho de 2017 a 4.ª edição do “Ser Cientista”.

No próximo ano letivo Ciências apresenta três novos cursos: Biologia dos Recursos Vegetais, Cultura Científica e Divulgação das Ciências e Data Science.

Preparado para mineração nos fundos marinhos profundos? E para viver sem telemóvel? Venha visitar a exposição Mar Mineral e compreender a relação.

O que fazem e o que pensam alguns membros da comunidade de Ciências? O Dictum et factum de julho é com Andreia Santos, técnica superior do Gabinete de Apoio Psicopedagógico (GAPsi) da Área de Mobilidade e Apoio ao Aluno de Ciências.

O primeiro mestrado em Gestão e Governança Ambiental da Universidade Agostinho Neto foi frequentado por 24 alunos. Os primeiros dez estudantes apresentaram as teses em maio, numa cerimónia que contou com a presença de Maria de Fátima Jardim, ministra de Ambiente de Angola. As próximas defesas deverão ocorrer em outubro.

Em 2017, o Prémio Bronstein foi atribuído a Mercedes Martín-Benito, investigadora do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em reconhecimento pelo seu importante contributo para a Cosmologia Quântica em Loop.

Em 2017 a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa acolhe o IV Encontro Internacional da Casa das Ciências, que ocorre entre 10 e 12 de julho.

“Foi um tempo para ficar apaixonada pelo estudo, investigação, conhecimento e sua aplicação na nossa vida diária”, conta a antiga aluna de Ciências, professora de Biologia e Geologia na Escola na Escola Secundária de Raul Proença, em Caldas da Rainha, Maria de Matos.

Ciências fez parte do roteiro da viagem de finalistas de uma turma de 9.º da Escola Básica Integrada Francisco Ferreira Drummond.

A unidade curricular Projeto Empresarial contou, em 2017, com a participação de nove alunos de mestrado de Ciências e 38 alunos da licenciatura de Finanças do ISCTE-IUL. Na sessão final de apresentação dos trabalhos desenvolvidos, o projeto Ecovital distinguiu-se.

Se olharmos bem para os seres humanos, capazes de sentir, pensar e sonhar, de criar, interpretar e compreender ideias, teorias e conceitos, perguntamos como a matéria de que são feitos foi então capaz de dar origem a estados mentais, incluindo mesmo a faculdade de consciência? A resposta a esta questão está cada vez mais ao alcance da consiliência (síntese), entre as neurociências, a psicologia, a robótica, e a inteligência artificial (aprendizagem).

Novo estudo com recurso a análises genéticas revela que o sapo-asiático que está a invadir a ilha de Madagáscar terá origem numa população do Camboja e Vietname.

“Ao transformarmos o problema dos resíduos orgânicos, numa oportunidade para melhorarmos o solo do campus de Ciências, ou seja, a matriz que suporta a vida, estamos a melhorar as plantas que aqui crescem com externalidades positivas para o ambiente”, declara David Avelar, guardião da HortaFCUL.

Exposição de design inclui projetos de comunicação de ciência, fruto de uma parceria entre o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

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