Investigadores de CIÊNCIAS alertam para impacto das alterações climáticas na distribuição dos atuns

Atuns-rabilho do Atlântico são capturados numa pescaria
Robert Harding / Alamy Stock Photo.

Um estudo recentemente publicado na revista Biodiversity and Conservation, liderado por investigadores do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente de CIÊNCIAS, prevê mudanças significativas na distribuição das principais espécies de atum no Oceano Atlântico devido às alterações climáticas.

A investigação recorreu a modelos ecológicos para projetar a resposta de cinco espécies de atum a diferentes cenários climáticos até ao final do século. As conclusões apontam para uma deslocação das populações para latitudes mais altas e uma redução de habitat em regiões tropicais, com potenciais impactos ecológicos e socioeconómicos. O trabalho destaca a importância de integrar variáveis ambientais como a temperatura da superfície do mar, o oxigénio dissolvido e a salinidade na gestão das pescas, tendo em conta os desafios futuros.

“Este tipo de projeções é essencial para antecipar mudanças e apoiar a gestão adaptativa das pescas”, explica Priscila Silva, investigadora do MARE-ULisboa/ARNET e primeira autora do estudo.

Sendo um dos produtos do mar mais procurados para consumo humano, alterações na distribuição das principais espécies de atum podem vir a afetar não só a sua disponibilidade para as frotas pesqueiras, mas também a oferta no mercado global. "Os atuns estão entre os recursos marinhos mais valiosos e mais populares em todo o mundo, comercializados à escala global”, recordam os autores no artigo. As implicações poderão ser especialmente relevantes para as populações e economias que dependem fortemente da pesca de atum.

“Os resultados mostram que a distribuição dos atuns pode mudar substancialmente nas próximas décadas, o que levanta desafios importantes para a gestão das pescas. Integrar cenários climáticos na tomada de decisão poderá ser fundamental para garantir a resiliência dos ecossistemas marinhos e das comunidades que deles dependem”, afirma Francisco Borges, também investigador do MARE-ULisboa/ARNET.

Este estudo foi desenvolvido em colaboração com o CESAM (Universidade de Aveiro) e o Instituto de Investigaciones Marinas (CSIC, Espanha). Foi financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e contou com o apoio do European Research Council.

 


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