
E se não tivermos nada para dizer?
O estado da arte da comunicação nas instituições de ensino superior (IES) centra-se nas preocupações associadas à sua imagem e reputação. Neste contexto, a comunicação deve ultrapassar a mera transmissão de informação, tornando-se uma peça estratégica fundamental para a construção e manutenção da identidade institucional.
Este aspeto é especialmente relevante no contexto universitário atual, marcado pela revisão regulamentar das IES e pela ampliação das suas funções, que agora se afirmam não apenas como centros de ensino e investigação, mas também como agentes ativos de transformação social. No espaço europeu, assiste-se a um cada vez maior comprometimento com a criação de redes de colaboração entre universidades, com o estabelecimento de parcerias globais e com o desenvolvimento de abordagens interdisciplinares.
A comunicação é assim uma ferramenta essencial para a internacionalização e para a criação de pontes culturais, cruciais nos dias de hoje.
Já no contexto interno a cada universidade, a comunicação deve adaptar-se à complexidade de uma organização necessariamente multidisciplinar. Aqui, o maior desafio encontra-se na integração eficaz entre os diversos sectores, assim como na capacidade de alinhar a missão da instituição com a sua responsabilidade social e a sua visão estratégica.
Assim, a missão de promover CIÊNCIAS envolve um duplo compromisso. Em primeiro lugar, a disseminação do avanço do conhecimento que produzimos. Em segundo lugar, o fortalecimento das relações entre os que o produzem e os que o recebem. Ambos são alvo de dinâmicas comunicacionais que se complementam, interna e externamente. Ao estabelecermos uma ligação mais profunda com a comunidade, podemos não só ampliar o alcance e a relevância do trabalho que realizamos, mas também fortalecer o sentido de pertença, tanto à nossa Escola, como à sociedade.
Convidamos todos os membros da nossa comunidade – alunos, docentes, investigadores e funcionários, alumni e parceiros – a contribuírem para CIÊNCIAS agora, através de uma comunicação contínua e entusiástica.
Há sempre uma nova história, um novo avanço científico, uma iniciativa à espera de ser partilhada. É por isso que mesmo que, por vezes, pareça não haver nada de novo a dizer, em CIÊNCIAS, a matéria-prima é inesgotável!
Celma Padamo
Diretora de Comunicação e Imagem, CIÊNCIAS ULisboa