
Tiago Guerreiro, investigador de CIÊNCIAS e Vice-Diretor do LASIGE - Computer Science and Engineering Research Centre, acaba de ser distinguido com o prémio ACM SIGCHI Societal Impact Award – é o primeiro português a receber este prestigiado galardão.
Trata-se de uma distinção internacional que reconhece investigadores cujos trabalhos têm um impacto significativo na sociedade, no que respeita à Interação Pessoa-Máquina.
A Association for Computing Machinery (ACM) é a maior associação mundial na área da computação e o Special Interest Group on Computer-Human Interaction (SIGCHI) é o seu maior grupo de interesse, representando amplamente a comunidade internacional de Interação Pessoa-Máquina. O prémio Societal Impact Award é concedido a um número muito restrito de investigadores, sendo considerado um dos mais altos reconhecimentos na área.
“Toda a minha investigação tem a sociedade e as pessoas como foco e, assim, mesmo a investigação mais fundamental é realizada com uma forte consideração sobre as implicações e o potencial positivo dessas tecnologias no nosso mundo", explica o investigador Tiago Guerreiro.
Acrescenta que "grande parte dos projetos que conduzo são realizados em contexto real com colaborações com instituições e indivíduos e existe também um impacto a curto prazo, dado que procuramos sempre deixar algo disponível, quer seja uma plataforma, protótipos ou um software que permita apoiar o grupo de pessoas em causa, quer sejam idosos ou crianças com deficiência visual”.
O trabalho de investigação do também docente de CIÊNCIAS foca-se no desenho, desenvolvimento e avaliação de sistemas interativos nas áreas de acessibilidade e saúde.
“A tecnologia permeia a nossa vida e o crescimento da importância de áreas como a inteligência artificial trazem novas oportunidades e desafios. Daqui a 10 anos, se formos bem-sucedidos, teremos a tecnologia a servir os humanos, como um instrumento e a ser usada de forma mais responsável", comenta ainda.
Salienta também que "existirá maior capacidade de automação, mas esta será oferecida à máquina na medida certa e adaptada aquilo que os humanos precisam numa perspetiva de agência partilhada. Na área da acessibilidade, que continua a ser a minha área de especialidade, estaremos num ponto em que a inclusão não é uma miragem e que podemos interagir, colaborar, competir, de forma equitativa".
Este reconhecimento internacional destaca, ainda, o compromisso do investigador no desenvolvimento de soluções tecnológicas que promovem a inclusão e melhoram a qualidade de vida das pessoas, reforçando a posição de Portugal na investigação do valor social da Interação Pessoa-Máquina.