
Trajetórias de Descoberta
Retratos de quem pensa, questiona e descobre
Num momento em que a ciência responde a algumas das maiores questões do nosso tempo, importa também refletir sobre quem são as pessoas por detrás dessas respostas. Entre hipóteses, dados e descobertas, existem percursos feitos de escolhas, hesitações, influências e visões do mundo que moldam a forma como se faz investigação. Falar sobre os trajetos pessoais dos investigadores é, por isso, uma forma de compreender melhor a própria ciência — não apenas pelos resultados que produz, mas pelos caminhos humanos e intelectuais que a tornam possível.
Esta rúbrica mensal dá a conhecer os investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa cujo trabalho foi distinguido com bolsas do Conselho Europeu para a Investigação (ERC). Para além dos projetos e dos resultados científicos, propõe-se olhar para os percursos, as ideias e as formas de pensar que moldam a investigação de excelência. Ao longo dos próximos meses, exploraremos não apenas o que investigam, mas como chegaram até aí — as escolhas, os desafios e a visão que orienta o seu trabalho.
A série começa com o perfil de Nuno Araújo, físico que estuda sistemas complexos e propriedades emergentes, e cujo percurso reflete bem a diversidade de caminhos que alimentam a ciência contemporânea. Convidamos os leitores a descobrir, em cada novo perfil, diferentes formas de pensar e fazer ciência.
Trajetórias
Nuno Araújo, o físico que vê ordem na turbulência
