noticia_delox-4

Startup Delox capta €1,6 milhões junto de investidores

Hugo Séneca
Empreendedorismo, Destaque13 fevereiro, 2026

A Delox, empresa desenvolvida a partir de uma ideia de negócios gerada na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa), anunciou ter captado uma nova ronda de investimento avaliada em €1,6 milhões. Segundo os responsáveis desta spin-off sediada na incubadora de negócios Tec Labs, a mais recente ronda de investimento vai ser aplicada na expansão internacional e na capacidade de produção dos sistemas de descontaminação que têm vindo a desenvolver. No grupo de investidores figuram a Beta Capital, o Banco Europeu de Investimento e a Caixa Capital.

João Pires da Silva e Fadhil Musa

João Pires da Silva e Fadhil Musa, nos laboratórios que a Delox ocupa no TecLabs

“Queremos aplicar este financiamento na nossa estratégia de marketing e na expansão das nossas vendas, uma vez que estamos neste momento a entrar no mercado dos Estados Unidos da América”, informa Fadhil Musa, diretor executivo da Delox e antigo aluno de Ciências ULisboa. “Além disso, pretendemos avançar com os processos de certificação da nossa tecnologia”, acrescenta o gestor.

A Delox começou a ganhar forma em 2014, com o desenvolvimento dos primeiros sistemas  de libertação de peróxido de hidrogénio, que é correntemente conhecido como água oxigenada. A ideia surgiu na sequência de um projeto de investigação levado a cabo sob a liderança dos professores Fernando Antunes e João Pires da Silva, no Departamento de Química e Bioquímica de Ciências ULisboa. “Esta empresa tem por base investigação levada a cabo em Ciências ULisboa, que permitiu desenvolver produtos diferentes da concorrência”, sublinha João Pires da Silva.

Ao longo dos últimos anos, a ideia de usar vapor de água oxigenada para garantir a biodescontaminação de objetos e espaços ganhou força com aparições regulares nos meios de comunicação – e ainda a atribuição de €1,9 milhões pelo Conselho Europeu de Inovação (EIC) em 2023. Com a verba atribuída pela entidade europeia, os mentores da Delox avançaram para o desenvolvimento de novos sistemas que poderão vir a ser apresentados durante 2027. É neste esforço evolutivo que se enquadram produtos como a Delox Box.

Delox

Os sistemas da Delox têm por base peróxido de hidrogénio

“A Delox tem uma visão de impacto global numa indústria que necessita de inovar. A abordagem distintiva da Delox Box no processo de biodescontaminação significa poupança de tempo e recursos e evita a utilização de agentes nocivos para os humanos, ao mesmo tempo que garante a sua eficácia e segurança. Esta proposta de valor, aliada à capacidade da equipa da Delox em perseguir a sua visão com clientes, parceiros e equipa a nível global, foi determinante para a decisão da Beta Capital em liderar esta ronda de investimento”, considera Bernardo Pequito, diretor de Investimentos da Beta Capital.

Na jovem empresa, ninguém esconde a intenção de fazer a diferença face ao que já existe no mercado: hoje os processos de biodescontaminação impedem a presença de humanos, devido aos efeitos prejudiciais dos biocidas, mas os mentores da Delox acreditam que podem ajudar a mudar de paradigma: “A Delox propõe-se desenvolver um sistema de biodescontaminação que permite manter pessoas dentro do espaço em causa”, refere Fadhil Musa.

A spin-off gerada a partir de Ciências ULisboa já conta com concorrência – mas tem feito a diferença pelo facto de permitir a biodescontaminação de objetos menores, que não exigem câmaras superiores a 3 metros cúbicos. As pequenas dimensões de sistemas como a Delox Box não só representam um trunfo competitivo face à concorrência como, curiosamente, facilitam a entrada no segmento oposto que prevê a descontaminação de edifícios inteiros.

"A abordagem distintiva da Delox Box no processo de biodescontaminação significa poupança de tempo e recursos e evita a utilização de agentes nocivos para os humanos"

“O objetivo é desenvolver um sistema que possa operar dentro das Unidades de Tratamento de Ar (UTA) que funcionam em articulação com sistemas de ar condicionado e refrigeração de edifícios. Deste modo, o processo de descontaminação será aplicado ainda antes de o ar circular pelo edifício e torna-se compatível com a presença de pessoas (durante a descontaminação)”, refere o diretor executivo da Delox. “Curiosamente, é o facto de termos um dispositivo de pequenas dimensões que nos facilita a instalação nas UTA para garantir este tipo de serviço em espaços muito grandes. Além de laboratórios de investigação, acreditamos que esta solução possa revelar-se útil para hospitais, centros comerciais ou outros espaços públicos”, acrescenta.

Entre mentores e profissionais contratados, a Delox conta atualmente com uma equipa de 11 pessoas. Além da captação de investimentos, a jovem empresa tem no cartão de visita cinco projetos-piloto em clientes que tiveram interesse em instalar sistemas de biodescontaminação com vários propósitos. “Somos uma empresa de base científica e estamos agora a fazer o percurso típico neste tipo de negócios com um reforço de vendas e desenvolvimento de produto”, conclui Fadhil Musa. A atenção foca-se agora em 2027.

A nova ronda de investimento da Delox foi também noticiada em diferentes meios de comunicação social:

12 fevereiro

Observador - Startup portuguesa Delox recebe 1,6 milhões de euros para acelerar expansão na Europa e nos EUA

Jornal Económico - Delox conclui ronda de financiamento de 1,6 milhões de euros

ECO – Economia Online - Lisboeta Delox levanta 1,6 milhões para limpar fungos em laboratórios da Europa e Estados Unidos

 

13 fevereiro

Link to Leaders Online - Tecnologia portuguesa de bio-descontaminação capta 1,6 milhões de euros

Digital Inside Online - Delox capta 1,6 milhões para acelerar certificações e entrada nos EUA

Executive Digest Online - Spin-off da Universidade de Lisboa levanta 1,6 milhões de euros do BEI para acelerar expansão na Europa e nos EUA

The Next Big Idea Online - Portuguesa Delox levanta 1,6 milhões de euros para crescer na Europa e EUA

Sapo Online - Delox capta 1,6 milhões para acelerar certificações e entrada nos EUA

Comunicados

Irene Fonseca distinguida com o Prémio Universidade de Lisboa 2024.