A sua investigação procura contribuir para a descoberta de novos analgésicos inspirados em venenos de cobras e que possam substituir o uso de opioides. “O objetivo é encontrar alternativas que possam ajudar pessoas com dores muito fortes”, resume.
Para João, chegar à final representa “uma grande honra” e “o reconhecimento das mais variadas competências” desenvolvidas ao longo dos últimos anos. Entre os aspetos mais marcantes da experiência, destaca o contacto com investigadores de diferentes áreas científicas e as aprendizagens vindas do teatro aplicadas à comunicação científica: “Aprender a evitar zonas do palco onde as tábuas rangem e podem distrair o público” foi uma das curiosidades que mais o surpreendeu.
Também Miguel Barbosa encara esta participação como um reconhecimento do investimento que tem feito na divulgação científica. O estudante investiga a expansão de microalgas marinhas tóxicas no Atlântico e os riscos que este fenómeno pode representar para a segurança alimentar e a saúde pública europeia num contexto de alterações climáticas.
Orientado por Ana Amorim (MARE), Pedro Reis Costa (IPMA) e Alexandre Campos (CIIMAR), Miguel considera que um dos principais desafios do concurso tem sido transformar temas altamente especializados em mensagens acessíveis ao público. “Comunicar algo que me é tão familiar e próximo, porém com muitas especificidades, é difícil”, admite.