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José Afonso

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Observatório Astronómico de Lisboa

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Carreira Investigacão
Categoria Investigador Auxiliar

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ResearcherID
Orcid

Currículo Resumido

José Manuel Afonso é Investigador Auxiliar no Departamento de Física da Faculdade de Ciências da ULisboa, desde 2004. Os seus interesses científicos centram-se no estudo da formação e evolução de galáxias. Obteve o Doutoramento em Astrofísica em 2002 pelo Imperial College de Londres, tendo sido representante português no Comité Técnico e Científico do Observatório Europeu do Sul (ESO) entre 2005 e 2011. Participou no Comité de Aconselhamento Científico para o ALMA no ESO no mesmo período, tendo presidido a esta Comissão entre 2007 e 2009. Foi Coordenador do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa entre 2011 e 2014, e coordena o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço desde 2015.

Recebeu o prémio Valerie Myerscough da Universidade de Londres em 2000, e é autor ou co-autor de mais de 50 publicações científicas.


Interesses Científicos

Um dos tópicos mais excitantes em astrofísica atual é o da formação de galáxias. A observação de objetos bem dentro do primeiro milhar de milhão de anos do Universo ainda é escassa e a teoria indeterminada sobre os mecanismos que regem o aparecimento das galáxias na fase inicial do Universo. O que sabemos é que a formação de estrelas e a acreção para buracos negros super-massivos, processos fundamentais para o crescimento de galáxias, estão já bem estabelecidos 800 milhões de anos após o Big Bang. Em particular, a detecção recente de quasares luminosos nessas épocas implica um crescimento surpreendentemente rápido, até há pouco considerado impossível, de buracos negros supermassivos, e indica a possibilidade de detectar quasares ainda mais jovens em idades ainda mais precoces, especialmente em comprimentos de onda de rádio. A incapacidade de detectar esses primeiros quasares está lentamente a ser apercebida como uma combinação de: (a) a extensão de levantamentos atuais, insuficiente para permitir a detecção de fontes raras; (B) a não-consideração de mecanismos de supressão da emissão de radiação no início do Universo; (C) disponibilidade limitada de telescópios poderosos no infravermelho próximo para o demorada confirmação dos candidatos selecionado.

Estes problemas podem hoje ser resolvidos, em particular através da minha participação em projetos internacionais: desenvolvimento da próxima geração de levantamentos em rádio-frequências, com projetos como o Evolutionary Map of the Universe (telescópio ASKAP, 2016+) e o Westerbork Observations of the Deep APERTIF Northern-Sky (telescópio Westerbork, 2017+), construção e exploração científica do espectrógrafo de infravermelho MOONS (ESO/VLT, 2019+), e desenvolvimento do futuro telescópio de raios-X Athena (ESA, 2028+).


Scientific Interests

One of the most challenging and exciting frontiers in current astrophysical knowledge is galaxy formation. The fundamental observation of objects well within the first Gyr of the Universe is still scarce, and theory is unavoidably uncertain about the mechanisms ruling galaxy build-up at those early ages. What we currently do know is that star-formation and accretion into massive black holes, fundamental for galaxy assembly, are already well established as early as 800 Myr after the Big Bang. In particular, the recent detection of powerful quasars at those epochs imply an amazingly rapid growth, previously considered impossible, of supermassive black holes, and indicate the observability of their younger counterparts at even earlier ages, specifically at radio wavelengths. The failure to detect these earliest quasars is slowly being perceived as a combination of: (a) lack of areal coverage of current surveys to allow the detection of rare sources; (b) non-consideration of radiation-depletion mechanisms in the early Universe; (c) limited availability of powerful near-infrared telescopes for the time-consuming follow-up confirmation of selected candidates.

These problems can currently be addressed through my participation, often in leading roles, in major international projects: developing the next generation of whole sky radio surveys, like the Evolutionary Map of the Universe (ASKAP telescope, 2016+) and the Westerbork Observations of the Deep APERTIF Northern-Sky (Westerbork telescope, 2017+), building and exploring the multi-object infrared spectrograph MOONS (ESO/VLT, 2019+), and developing the future X-ray telescope Athena, well into the next decade (ESA, 2028+).