Projeto 1: Vem conhecer a estrutura dos solos e a microvida que lá vive
Ciências da Vida e da Saúde
O solo é um dos componentes mais importantes dos ecossistemas, facilitando a sua regulação e equilíbrio. É impressionante a vida que o solo tem, e que é invisível. Os microrganismos que habitam o solo, maioritariamente bactérias e fungos, contribuem para processos bioquímicos determinantes para a vida dos restantes seres vivos, incluindo as plantas. São também estes microrganismos os responsáveis pela estrutura e funcionalidade do solo. Será que diferentes plantas apresentam diferentes microbiomas (conjunto de microrganismos que interagem com as mesmas) e essa microbiologia reflete-se numa estrutura diferente?
Através da recolha de amostras no Campus FCUL, cromatografia e diferentes técnicas da microbiologia (observação microscópica e microbiologia clássica) associadas à biologia molecular iremos identificar microrganismos e perceber as diferenças associadas aos solos escolhidos.
O trabalho resultará num cromatograma refletindo a estrutura física, química e biodiversidade do solo (análise qualitativa). Este cromatograma será depois associado à diversidade dominante, isolada e identificada por técnicas de biologia molecular. Será feita extração e amplificação de DNA. Também observaremos ao microscópio ótico, alguns componentes destes mesmos solos, incluindo a diversidade microbiana.
Responsáveis: Helena Trindade, Joana Jesus (Departamento de Biologia Vegetal).
Projeto 2: Distrofia muscular: navegar na estrutura da célula
Ciências da Vida e da Saúde
As distrofias musculares são um conjunto de doenças causadas por mutações em genes, os quais estão geralmente envolvidos na manutenção da estrutura da célula. Com este projeto pretendemos comparar células normais e células de um modelo de distrofia muscular e perceber de que modo a estrutura está alterada. Para tal o aluno irá detetar diferentes proteínas/estruturas da célula e comparar células normais e distróficas, usando microscopia de fluorescência.
Este pequeno projeto poderá permitir a identificação de diferenças importantes na estrutura das células distróficas.
Responsável: Ana Rita Carlos (Departamento de Biologia Animal).
Projeto 3: EDGES - Interações entre temperatura e nutrientes em ectotérmicos aquáticos: indivíduos, populações e comunidades em extremos latitudinais
Ciências da Vida e da Saúde
O aquecimento global pode levar não só apenas à extinção de espécies, mas também à sua adaptação às novas condições climáticas. Alterar a dieta em função da temperatura pode ser uma das formas de superar este desafio à sobrevivência.
A dieta preferida por girinos de Sapo-corredor (Epidalea calamita) varia com a temperatura? Quais os efeitos no seu desenvolvimento?
No biotério, os participantes irão colaborar numa experiência que visa testar efeitos de diferentes dietas e temperaturas no desenvolvimento de girinos de Sapo-corredor (Epidalea calamita), participando nas atividades de manutenção e na preparação das dietas.
Em laboratório, os participantes irão realizar dissecções para a remoção do corpo gordo dos girinos, para pesagem deste órgão, assim como da comida não consumida durante a fase larvar, com vista à comparação dos resultados nos vários tratamentos.
Como resultado, os participantes poderão determinar como variam as preferências alimentares dos girinos em função da temperatura e como varia o peso do corpo gordo em função da temperatura e da dieta a que os girinos estiveram sujeitos, e como isso pode aumentar ou diminuir a sua fitness.
Responsáveis: Bruno Carreira, Rui Rebelo, Sara Bento (Departamento de Biologia Animal).
Projeto 4: A estrutura interna das células humanas
Ciências da Vida e da Saúde
Os mecanismos básicos da vida e das patologias humanas podem ser estudados em células em cultura, minimizando o número de animais mortos no laboratório durante a nossa investigação, e facilitando assim uma maior sustentabilidade dos nossos estudos e um maior respeito pelos organismos vivos.
O nosso laboratório está especializado em desenvolver modelos celulares de doenças neurodegenerativas tais como o Alzheimer, o Parkinson ou diversas ataxias. Observamos a estrutura e o comportamento dinâmico de diversas proteínas relacionadas com patologías humanas por técnicas de microscopia. Os estudantes irão fazer uma técnica de deteção de proteínas em células em cultura para elas ser visualizadas pelo microscópio de fluorescência.
Responsáveis: Federico Herrera, Fernanda Murtinheira, André Costa, Pedro Peralta (Departamento de Química e Bioquímica).
Projeto 5: Sobreviver a uma crise epilética
Ciências da Vida e da Saúde
As crises epiléticas podem surgir por acidente num indivíduo que não sofre de epilepsia devido a várias condições ambientais. Esta primeira crise pode ser causa do desenvolvimento de epilepsia mais tarde na vida. Como é que isto se evita?
Neste projeta vamos tentar ver como os neurónios sobrevivem à atividade epilética e como a sua capacidade de comunicação se altera após uma crise epilética.
Para isso vamos utilizar neurónios em cultura, tecido cerebral isolado e/ou terminais nervosos isolados para ver como reagem a uma crise epilética.
Depois vamos detetar a sobrevivência dos neurónios e do tecido à crise e ver como estão alterados os níveis de proteínas envolvidos na comunicação neuronal.
Responsável: Diana Cunha-Reis (Departamento de Biologia Vegetal).
