Telhado verde

Cobertura ecológica de Ciências

São conhecidas as vantagens da instalação de coberturas ecológicas em edifícios no que se refere à diminuição de ganhos e perdas térmicas indesejáveis através dessas superfícies, contribuindo assim para uma diminuição da utilização de energia em climatização para as mesmas condições de conforto interior. Esta prática é, aliás, relativamente comum em países do norte da Europa. No entanto, a existência deste tipo de coberturas equivale, em geral, a um aumento de consumos de água potável em rega, que importa minimizar particularmente em ambientes mediterrânicos onde as características climáticas limitam o seu sucesso.

Neste contexto, Ciências, com o apoio da Galp, da Neoturf espaços verdes e da ZinCo, deu início em 2013 a um projeto piloto, instalando uma cobertura ecológica com recurso a espécies nativas adaptadas ao clima local, cuja evolução está a ser acompanhada por docentes e alunos, contribuindo para um melhor conhecimento do funcionamento e sustentabilidade destas estruturas em áreas mediterrânicas. A referida cobertura ecológica ocupa um espaço de 150 m2 e utiliza 4 espécies do género Sedum, espécies suculentas de folha carnuda que acumulam água e são particularmente resistentes à seca e a temperaturas elevadas, tornando-as potencialmente adequadas à utilização em telhados ecológicos extensivos. Estas plantas têm ainda uma grande capacidade de regeneração por sementes e vegetativa a partir de folhas e porções de caule, o que permite a colonização natural do espaço. Sendo polinizadas por insetos tem o benefício complementar de contribuir para o aumento da biodiversidade no campus. Além das referidas plantações, está ainda a decorrer um teste-piloto à utilização de transplantes de briófitos (musgos), instalados em novembro de 2014. A monitorização e manutenção regulares da cobertura ecológica tem sido assegurada por voluntários, na sua maioria alunos de Ciências, traduzindo benefícios não apenas ambientais, mas também educativos.