Procedimentos de Emergência

As situações de crise de cariz psicológico/psiquiátrico (ex.: tentativas de suicídio, comportamentos auto mutilatórios, ataques de pânico, episódios psicóticos) podem gerar situações complexas e de consequências imprevisíveis. Embora este tipo de problemáticas não seja de todo comum, o elevado número de pessoas que estudam ou trabalham na FCUL justifica que se tenha em consideração a probabilidade de ocorrerem situações de crise nas instalações da faculdade. Existindo o conhecimento de acontecimentos ocorridos no passado, foram tomadas algumas providências no sentido de melhorar a resposta a estas situações.

Dado que alguns destes episódios requerem procedimentos específicos (determinado tipo de abordagens e ajudas, ainda que bem intencionadas, podem ser desadequadas e contraproducentes face à situação), os psicólogos do GAPsi estão disponíveis para prestar o seu apoio, quando tal se justifique, facultando a ajuda profissional necessária.

Como nem sempre é possível aceder diretamente aos técnicos do GAPsi por telefone, pedimos que tenha em atenção os seguintes procedimentos a adotar face a situações de emergência.

Procedimentos de emergência
 

1.º Durante o horário de funcionamento do GAPsi, contactar um dos psicólogos aí presentes (sala 4.1.25.) pessoalmente ou através da ext.-24125.

2.º Caso os psicólogos estejam a realizar consultas, poderá interromper a consulta apenas numa situação de emergência.

3.º Caso se tente contactar telefonicamente o gabinete para uma situação que requer intervenção imediata e seja acionado o “atendedor de chamadas”, dever-se-á telefonar para os seguranças. Um segurança deve então ir pessoalmente ao GAPsi avisar que é requerida a intervenção de um psicólogo, com urgência.

4.º Quem estabelece o contacto, deve facultar aos seguranças um breve resumo da situação, o seu nome, bem como a sua extensão de telefone, de modo a que o psicólogo se possa inteirar da situação antes de tomar qualquer providência.

5.º Se, por alguma razão, não for possível contactar um dos psicólogos e a situação for grave e não controlável, é adequado efetuar uma chamada para o 112–Emergência Médica (explicando a ocorrência) e contactar um familiar. Por vezes é necessário proceder-se a um internamento.

6.º Enquanto não chega ajuda, a postura que se revela mais adequada para parte significativa das situações passa por manter a calma, mostrar paciência, vontade de ajudar e ter um comportamento aceitante e empático. Posturas mais agressivas, de oposição, de confronto ou zangadas não se revelam muito adequadas. Terá um efeito mais benéfico dizer algo como: “Eu estou aqui ao pé de ti para te ouvir e tentar ajudar” ou “Eu quero estar aqui contigo porque estou preocupado e porque quero dar-te o meu apoio”, do que dizer algo como “Deixa lá que isso passa” ou “Eu sei o que sentes e tu precisas é de ter força”. Se existirem pessoas com as quais a pessoa em crise tem conflitos, elas não devem estar presentes.

 

Nota: Para além de tentar contactar o GAPsi, também pode contactar o Gabinete de Segurança, Saúde e Sustentabilidade.

Estes procedimentos devem ser acionados apenas em situações cuja complexidade ou gravidade assim o justifiquem e em situações em que é manifesta a incapacidade de as pessoas envolvidas lidarem de modo eficaz com a ocorrência.