Escolher Ciência: da Escola à Universidade 2014

O projeto "FCUL - Ciências em Movimento", enquadrado no programa "Escolher Ciência - da Escola à Universidade" da Agência Nacional  para a Cultura Científica e Tecnológica, iniciou-se em setembro de 2013, e considerando a sua ambição de estabelecer uma eficaz rede de partilha de conhecimentos e recursos entre a faculdade e as escolas, procurou numa primeira fase promover contactos diretos com a comunidade docente interna e com as escolas parceiras do projeto.

Estas reuniões não tinham outro objetivo que não o de compreender em detalhe as ambições, motivações, receios e dificuldades de ambas as comunidades académicas que iriam cooperar no âmbito deste projeto, de forma a estruturar as atividades futuras de acordo com as opiniões recolhidas.

Assim, adicionalmente às reuniões presenciais com todas as áreas científicas que compõem o universo da Faculdade de Ciências, foi organizada uma reunião magna com os docentes das escolas parceiras e da faculdade, no dia 14 de dezembro de 2013 num anfiteatro da Faculdade de Ciências.

A semana de atividades "Ciências em Movimento", realizada entre 10 a 14 de fevereiro de 2014 no campus da Faculdade de Ciências, foi organizada e estruturada de acordo com as opiniões expressas nas referidas reuniões.

Deste modo, e de forma a promover a interdisciplinariedade científica, esta semana foi organizada de acordo com cinco áreas temáticas, onde cada um dos dias correspondia a um tema diferente: Dia 10/02 - Ordem e Caos; Dia 11/02 - Matéria e Energia; Dia 12/02 - Mar e Atmosfera; Dia 13/02 - Riscos e catástrofes; Dia 14/02 - Tecnologia e sustentabilidade.

Ao longo dos vários dias, ocorreram visitas guiadas, oficinas e peddy-papers científicos e palestras, direccionadas para 500 alunos de escolas do ensino secundário e básico do nosso sistema nacional de ensino. Em cada um dos dias, decorreram duas sessões de flash-talks, onde estabelecendo uma relação com o tema do dia, cientistas de diferentes áreas científicas apresentaram em poucos minutos a sua linha de investigação aos alunos.

O principal objetivo, como já referido, foi o de promover a ideia de que o conhecimento científico não está dividido em áreas científicas estanques, mas pelo contrário, de que a ciência é composta por diferentes campos de observação, experimentação e análise de uma mesma realidade.

Todas as informações poderão ser encontradas nesta página. O álbum fotográfico completo do evento poderá ser obtido aqui .

A semana de atividades "Ser Cientista", realizada entre 21 e 24 de julho de 2014 no campus da Faculdade de Ciências, teve como objetivo principal, o de permitir a alunos do 11º ano de escolaridade uma integração temporária nas rotinas de trabalho de grupos de investigação da Faculdade de Ciências.

Deste modo, o programa "Ser Cientista" foi dirigido primordialmente a alunos individuais e não a turmas escolares no seu conjunto. Dadas as características deste programa, o número máximo de participantes do programa estava limitado ao número de grupos de investigação que integravam o programa e quantos alunos poderiam ser incorporados por cada um destes grupos.

As vagas para cada grupo de investigação estavam agrupadas pelas várias áreas científicas, a que cada aluno individualmente se podia candidatar. Isto porque o critério de seleção, não dependia da ordem de chegada, mas sim do mérito escolar de cada candidato. Das 150 candidaturas seleccionámos os 55 melhores alunos.

No decorrer do programa, os 55 participantes tiveram a oportunidade de realizar um projeto científico sob a orientação dos investigadores residentes, nos diversos laboratórios da faculdade, de forma a compreenderem quais as rotinas e metodologias da investigação científica. Decorreu ainda um workshop de comunicação organizado pelo Gabinete de Comunicação da Faculdade de Ciências, com o objetivo de ajudar os participantes na preparação das suas apresentações e treino de técnicas de comunicação oral . Isto porque o último dia do programa "Ser Cientista" foi dedicado ao congresso final, onde todos os diferentes grupos de trabalho apresentaram em pouco minutos o seu projeto científico para os restantes colegas.

A promoção da interdisciplinariedade é um objetivo que se manteve constante ao longo de todo o projeto "FCUL - Ciências em Movimento".

Todas as informações poderão ser encontradas nesta página. O álbum fotográfico completo do evento poderá ser obtido aqui.

Adicionalmente a estas atividades delimitadas no tempo, o projeto "FCUL - Ciências em Movimento" promoveu ao longo da duração do projeto, a coordenação e apoio logístico de visitas de escolas ao campus da Faculdade de Ciências, assim como da ida de docentes a escolas do ensino secundário e básico.

Tendo este projeto alcançado o seu fim, não pode deixar de ser aqui prestado um especial agradecimento tanto à Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, como às comunidades académicas de Ciências e das Escolas Básicas e Secundárias nossas parceiras.

Apenas através do dinamismo e participação de todos, foi possível idealizar, organizar e implementar as ações de divulgação científica realizadas na duração deste projeto.

Contudo, tal como o processo científico é um caminho sem fim, num constante estado de evolução e descoberta, também a Faculdade de Ciências continuará em movimento. Assim, não nos despedimos dos nossos parceiros neste projeto, antes os desafiamos para a participação em novas ações de divulgação cientÍfica no futuro.

Tal como no passado e no decorrer deste projeto, Ciências continuará no futuro a colaborar em estreita parceria com a Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. Para as comunidades académicas de Ciências e das escolas básicas e secundárias, fica a certeza de que permanecemos convictos do caminho há muito traçado no desenvolvimento de uma relação cada vez mais próxima e de partilha de recursos e conhecimentos entre ambas as comunidades.

Saudações académicas,

Carla Kullberg

Novembro 2014

Divulgação

Semana Ciências em Movimento

Notícia no website da "Mais Superior"

Aqui aprendi que a placa tectónica quando sobe, faz uma onda gigante. Tivemos a fazer uma caça ao tesouro, a preparar um kit de emergência. Eu não gosto de ciências, eu adoro ciências!” Aluna Escola Básica Gama Barros

Estamos fazer uma atividade nova, diferente da nossa área, que tem a ver com a radiação solar. Estamos a aprender a fazer um carro que se vai mover a energia solar, neste caso com uma lâmpada. Somo de Línguas e Humanidades mas acho que é importante abrir mentes, não termos conhecimento só de uma área” Aluna Escola Frei Gonçalo Azevedo

Não conhecia a Faculdade e estou a gostar. Nunca tinha aberto um peixe! Acho que é importante fazer parte este tipo de iniciativas para que quem queira seguir [a área das ciências], tenha contacto com a realidade antes de fazer a sua escolha” Aluna Escola Secundária Dona Filipa de Lencastre

“O nosso projeto este ano na escola é ‘Descobrir a Ciência’. Temos feito várias experiências com as crianças e elas estão bastante interessadas. Acho que tudo o que nos envolve é ciência, por isso é sempre bom virem a estes eventos, até para terem contacto com experiências e pessoas diversificadas. Eles estão mesmo entusiasmados!" Educadora infantário Laboratório Nacional de Engenharia Civil

"Pensámos nisto no espaço de uma semana e assim que falámos neste assunto aos alunos, todos nos disseram que vinham. É uma turma de 27 alunos e vieram todos. São alunos que vivem fora lisboa, de locais distantes e, por isso, esta é uma oportunidade de contactarem com uma faculdade: ver o que é, o trabalho que aqui é desenvolvido, conhecer os laboratórios. Aprendem sempre! É outra perspetiva da ciência” Professora Escola Secundária de Vila Viçosa

Uma das razões que nos trouxe aqui prende-se com o desenvolvimento de eco laboratórios nas nossas escolas, onde queremos fazer a aproximação da escola secundária e escola básica às ciências. Esta experiência também tem por objetivo aprender e compreender como é que a Faculdade faz a ligação entre a ciência e a sociedade para podermos também replicá-la a nível do ensino básico e secundário” Professor Escola Frei Gonçalo Azevedo

 

Ser Cientista

"No secundário não temos grande contacto com esta realidade e esta experiência permite-nos ter uma ideia daquilo que poderá ser o nosso futuro e tirar algumas conclusões. O que mais estou a gostar é, sem dúvida, o trabalho de laboratório. É a área que estou a pensar seguir” Aluna do secundário integrada nos laboratórios da área das Ciências da Vida e da Saúde

Ter a oportunidade de vestir estas batas é com certeza mais giro do que estar em casa sentado em frente à televisão. Estamos a fazer coisas que não fazemos no dia a dia. Por isso, esta é uma oportunidade única. Estamos a aproveitar o nosso tempo da melhor maneira" Aluno do secundário integrado nos laboratórios da área das Ciências Químicas

"Na minha escola temos disciplinas práticas de laboratório. Quis vir até à Faculdade de Ciências da ULisboa para continuar a descobrir outras experiências científicas. Já decidi que quero ser professora, estou a desenvolver estas componentes mais práticas para saber qual a área  pela qual quero realmente optar. Depois desta experiência, vou estar mais à vontade com os instrumentos e com as técnicas laboratoriais no meu Colégio" Aluno do secundário integrado nos laboratórios da área das Ciências da Vida e da Saúde

 

Visitas a escolas/Visitas a Ciências

“Achei interessante porque é uma aplicação daquilo que aprendemos nas aulas e é uma maneira diferente de ver a teoria” Aluno da Escola Secundária Virgílio Ferreira

Em alguns laboratórios, eles vão ver coisas que são bastante mais avançadas do que aquilo que conseguem ver na escola secundária. Pensamos que é sempre um atrativo para eles, é um incentivo, e nós esperamos que pelo menos uma parte deles sejam cativados para as ciências” Pofessor do departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Criar ao longo da educação do público mais jovem a ideia de que a ciência também é cultura e entretenimento (a par da literatura, do teatro, do desporto), contribui para formar cidadãos mais completos e mais bem integrados numa sociedade que assenta definitivamente no conhecimento científico e no progresso tecnológico. Além disso, estas atividades podem ser um mote para despertar ou confirmar algumas vocações nos estudantes [dos ensinos] básico e secundário. No mínimo, têm a utilidade de contribuir para satisfazer a curiosidade acerca de certos fenómenos naturais” Técnico Superior do departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Os estudantes “manifestaram bastante interesse na explicação científica do que estava a acontecer durante as experiências realizadas, pois muitos dos assuntos estavam a ser nesta altura abordados nas aulas deles” Professora do departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

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