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Abril 2015 - “Luz: Natureza, Aplicações e Ficção" por José M. Rebordão |

Exposição de Lasers

20h00-21h30 > átrio do edifício C3

Atividade coordenada pelos Doutores Manuel Abreu e Alexandre Cabral do LOLS e IA, da FCUL.
O laser é uma fonte de luz artificial cuja invenção remonta aos anos 60 do século XX. Theodore Maiman construiu então, pela primeira vez, uma fonte de radiação com características muito particulares, de cor vermelha, que constituiu o início de uma aventura científica e tecnológica que perdura até os dias de hoje. Os lasers têm na atualidade uma quantidade enorme de aplicações, que vão desde o leitor de DVDs à astronomia e aos reatores de fusão nuclear.
Esta pequena exposição mostra alguns destes dispositivos e as suas aplicações.

Palestra  “Luz: natureza, aplicações e ficção“

21h30 > anfiteatro 3.2.14

A Luz levanta interrogações fundamentais, gera aplicações que, de tão banais que são, se integraram plenamente na nossa vida quotidiana. Mais importante ainda, a Luz faz sonhar, apimenta a imaginação, dos novos aos velhos, numa mistura de desejo, sonho e de imaginação do futuro.
Numa conversa que se pretende dialogante o Prof. Dr. José Manuel Rebordão, da Faculdade de Ciências da ULisboa (LOLS e IA), procurará clarificar alguns conceitos, contextualizar algumas aplicações e triar sonhos, entre os que são compatíveis com os princípios da Física e aqueles que permanecerão, provavelmente para sempre, no mundo da imaginação.

Maio 2105 - “A Luz na História da Ciência” por Henrique Leitão |

Para esta noite estão previstas visitas às exposições "Arte & Ciência - Percursos da ilustração em História Natural" e "Fotografar o céu".
"Arte & Ciência - Percursos da ilustração em História Natural" - Ciência e Arte, uma ligação que resulta num trabalho científico e artístico de grande interesse. Pedro Salgado, antigo aluno de Ciências, professor, responsável pelo aparecimento da nova geração de ilustradores científicos em Portugal, dá a conhecer os desenhos de alguns dos seus alunos - Lúcia Antunes, Antonieta Pedroso, Cláudia Baeta e Marília Santos -, numa exposição convidativa no C6.

"Fotografar o céu" - Pedro Ré, subdiretor de Ciências, apresenta uma nova exposição do seu trabalho na área da astrofotografia. É professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e para além da fotografia submarina na sua actividade de investigação (Biologia), é uma das figuras mais conhecidas na fotografia astronómica, pela qualidade ímpar do seu trabalho. É presidente da APAA Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores. A exposição está em exibição no átrio do C3.

Se o estado do tempo permitir haverá ainda observação astronómica - Vénus, Júpiter, Saturno.

Henrique Leitão, CIUHCT, Faculdade de Ciências da ULisboa, Prémio Pessoa 2014

Sinopse:

O estudo da luz e das propriedades dos raios luminosos teve origem na Antiguidade. Foi um dos mais ricos e fecundos capítulos na história da ciência, em torno do qual se desenvolveram ideias radicalmente originais e novas técnicas, que influenciaram muitas outras disciplinas científicas.
Do estudo das propriedades dos raios luminosos resultou ainda uma das primeiras disciplinas científicas completamente matematizada de forma rigorosa.
Nesta apresentação recordaremos algumas das principais etapas na construção da Ótica. Mostraremos como influenciou de maneira profunda outras disciplinas. No espírito destas conferências, também mostraremos como muitas destas ideias têm uma aplicação fácil e frutífera em ambiente escolar.
Henrique Leitão é investigador principal da Secção Autónoma de História e Filosofia das Ciências da FCUL, e membro do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia. O seu trabalho de investigação centra-se sobretudo na história das ciências exatas nos séculos XV a XVII, com especial interesse pelas atividades científicas em Portugal. Recentemente publicou, com Bernardo Mota (FLUL), as "Obras matemáticas de Francisco de Melo", um conjunto de trabalhos matemáticos do início do séc. XVI sobretudo de óticageométrica.

Junho 2015 - “A Luz na Observação da Terra com Satélites” por Carlos da Câmara |

20:00h – 21:30h Há várias actividades para ver:

  • Da Geofísica Interna (sismologia) estará disponível um conjunto de experimentos apresentados por Iolanda Morais e Catarina Matos: a) molas, ondas e sismos; b) edifício ressonante, sismómetro; c) tanque de tsunamis; d) liquefação.
  • “O Movimento do Pólo Sul Terrestre”: alguns resultados sobre a deformação do planeta apresentados e debatidos pelo Prof. Virgílio Mendes.

  • "Conectividade Cerebral: uma nova LUZ sobre o funcionamento do cérebro” pelo Dr Hugo A. Ferreira (Neurocientista)

    Nesta sessão iremos apresentar mais em detalhe os conceitos sobre conectividade cerebral e suas aplicações e iremos ainda fazer duas exposições/demonstrações interactivas relativas à visualização do cérebro e conectividade cerebral fazendo recursos das tecnologias de realidade virtual e aumentada. Venha conhecer e experimentar!
    As doenças psiquiátricas são caracterizadas como doenças mentais nas quais as emoções, o comportamento, a cognição e a percepção se encontram alterados. O seu diagnóstico é baseado sobretudo na história clínica e em baterias de testes neuropsicológicos, uma vez que, na sua maioria, os exames serológicos, electrofisiológicos ou imagiológicos são negativos. Uma abordagem recente designada por conectividade cerebral, na qual o cérebro é estudado de uma maneira sofisticada procurando relações estruturais e funcionais dos seus vários componentes e regiões, tem trazido uma nova LUZ sobre o funcionamento do cérebro. Em particular, recorrendo à análise da conectividade cerebral neuroimagiológica, tem sido possível demonstrar que as doenças psiquiátricas se apresentam como "doenças de desconexão", ou seja como resultantes da disfunção dos "circuitos elétricos" cerebrais. Hoje em dia, esta abordagem está rapidamente a transformar a nossa visão sobre o cérebro/mente e a melhorar o diagnóstico de doenças psiquiátricas e também neurológicas.   
    No Instituto de Biofísica e Engenharia Biomédica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e em colaboração com várias instituições nacionais e estrangeiras, temos vindo a investigar o tópico de conectividade cerebral desenvolvendo novas ferramentas de análise e visualização e aplicando estas novas ferramentas no estudo de diversas doenças psiquiátricas e neurológicas.

  • O estado do tempo permitindo haverá observação da Lua ao telescópio.

21:30h a palestra “A Luz na Observação da Terra com Satélites” é proferida pelo Prof. Carlos da Câmara.

“Os satélites desempenham hoje em dia um papel crucial na Observação da Terra cuja finalidade primeira é a recolha de informação acerca dos sistemas físicos, químicos e biológicos com vista a avaliar os estados e os processos que decorrem quer no ambiente natural, quer no ambiente modificado pelo homem.
A observação efetuada por satélites, genericamente designada por deteção remota, baseia-se sempre numa análise da assinatura radiométrica dos diversos objetos observados através, por exemplo, da radiação reenviada para o satélite pelos objetos iluminados pelo sol ou da radiação térmica emitida pelos próprios objetos.
A luz, entendida aqui na sua aceção mais genérica de radiação eletromagnética, tem pois um papel fundamental na monitorização do nosso Planeta. Serão abordados alguns aspetos da Observação da Terra por satélite, nomeadamente da temperatura, da vegetação e dos fogos florestais, dando-se especial ênfase à investigação que tem vindo a ser realizada e às aplicações que têm vindo a ser desenvolvidas no âmbito do projeto LSA SAF.  Iniciado em 1999 e dedicado ao estudo das propriedades físicas e biofísicas das superfícies emersas da Terra, o projeto LSA SAF integra o Segmento de Solo da EUMETSAT, a agência europeia para a exploração dos satélites meteorológicos, sendo coordenado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera e tendo a participação de uma diversidade de instituições europeias, em particular do Instituto Dom Luiz  da FCUL.”

Julho 2015 - “A Luz do Cosmos na Astrofísica ” por Rui  J. Agostinho |

20:00 – 21:30 Há várias atividades para ver e participar:
 Departamento de Bioquímica estarão disponíveis experiências apresentadas pela Profª Ana Paula Carvalho:

  • De onde vem a luz dos pirilampos?”  Experiência simples para mostrar como uma reação química origina a emissão de uma linda luz azul.
  • Produção de uma espuma“.  Química é fazer experiências que transbordem dos copos….venha experimentar e falar de tantas espumas que estão no nosso dia a dia.

Observatório Astronómico de Lisboa estarão alguns materiais em exposição, atividade apresentada pela Drª Halima Naimova.

  • Aguarela do eclipse solar total do séc XIX, pintada pelo Frederico Oom, 1º Director do OAL.
  • Espectroscópio do séc XIX, do telescópio principal do OAL.
  • Mapas dos trajetos dos eclipses solares vistos em Portugal.

Departamento de Física e do LIP (Laboratório de Instrumentação e Física de Partículas) há duas experiências conduzidas pelos Doutores Agostinho Gomes e João Gentil Saraiva.

Na palestra deste mês fala-se de luz, mas a deteção de partículas é outro aspeto fundamental da astrofísica. Assim, serão utilizadas pequenas câmaras de nevoeiro (de Wilson) para observar partículas dos raios cósmicos que penetram na atmosfera terrestre. As partículas com carga eléctrica ao atravessarem as câmaras deixam traços à sua passagem, que podem ser observadas visualmente. Siga as explicações ao vivo!

Às 21:30 a palestra “A Luz do Cosmos na Astrofísica” é proferida pelo Prof. Rui Agostinho.

“Ao estudo clássico da posição dos astros foi acrescentado o estudo da luz dos mesmo, no final do século XIX, o que iniciou a astrofísica. As propriedades desta luz dá informação muito detalhada sobre a constituição. No caso duma estrela deduz-se se é gigante ou anã, a temperatura e a composição atómica, o estado de rotação e o seu movimento espacial. Somando esta informação deduz-se a dinâmica e estrutura da Via Láctea. O salto às outras galáxias levou ao estudo dos aglomerados e à expansão acelerada do universo. No séc. XX os detetores montados em antenas, telescópios e satélites, cobriram todo o espectro eletromagnético o que permitiu observar os astros na multiplicidade de fenómenos físicos que os caracterizam. Fez-se luz no conhecimento do Universo. Esta será uma viagem pelo conhecimento do Cosmos.

Agosto 2015- “A Energia Fotovoltaica e suas Aplicações ” por João M. Serra |

20:00 – 21:30 Há várias atividades para ver e participar:

Do Departamento de Engenharia Geográfica, Geofísica e Energia estará disponível o seguinte equipamento em demonstração:

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  • Um seguidor solar desenvolvido por estudantes que utiliza um microcontrolador arduino para seguir o sol.

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  • Um sistema de iluminação natural e iluminação noturna a LED para países em desenvolvimento, baseado numa garrafa de água e num módulo fotovoltaico.

  • Um kit didático para estudos simples de uma célula solar.

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Às 21:30 a palestra “A Energia Fotovoltaica e suas Aplicações” é proferida pelo Prof. João Manuel Serra 

paineisSolaresFCUL

“A energia solar recebida na Terra numa hora é superior ao consumo total de energia da humanidade numa hora. Estamos à beira de assistir à penetração em larga escala dos sistemas de energia solar. Esta palestra dá-nos uma perspetiva do potencial da tecnologia fotovoltaica.” Prof. João Manuel Serra

Setembro 2015 - "Luz, sombra e Relógios de Sol ” por Suzana Nápoles  |

Nesta palestra exploram-se as ligações entre luz, sombra e relógios de Sol, tendo como base conhecimentos elementares de astronomia e matemática. Pretende-se promover uma viagem no tempo, desde os menires dos primórdios da humanidade aos relógios solares do século XXI.

Haverá ainda outras atividades no átrio do edifício C3, entre elas:

  • Exposição itinerante “Os relógios de sol e a matemática”
  • Oportunidade para a construção de um relógio de Sol
  • Exploração pelos participantes do módulo interativo “Relógios de sol”
  • Apresentação do livro "Relógios de Sol"

No início da palestra, o professor de Ciências Carlos Antunes, fará uma exposição sobre a maior maré oceânica do ano e os eclipses.

 
Fonte: João Sotomayor/Catálogo da exposição "As Sombras do Tempo" e Painéis da exposição "Os Relógios de Sol e a Matemática"

Outubro 2015 - “No Princípio Era a Luz…” por António J. da Silva |

20:00h – 21:30h 

Do Departamento de Química da FCUL estarão disponíveis experiências apresentadas pela Profª Teresa Pamplona:

  • De onde vem a luz dos pirilampos?”  Experiência simples para mostrar como uma reação química origina a emissão de uma linda luz azul.

  • Produção de uma espuma“.  Química é fazer experiências que transbordem dos copos….venha experimentar e falar de tantas espumas que estão no nosso dia a dia.

Às 21:30h

  A molécula de DNA, repositório da informação biológica de todos os organismos, é alvo de permanentes “agressões” químicas e físicas que causam danos severos e que, sem controlo, levariam rapidamente à morte.

A verdadeira dimensão deste “ataque” – perpetrado diariamente, por exemplo, pela radiação UV – passa-nos despercebida graças à ação contínua de máquinas moleculares capazes de reparar ou limitar a extensão dos estragos. 

O Prémio Nobel da Química de 2015 celebra os trabalhos pioneiros que levaram à compreensão detalhada destes mecanismos de reparação, com um profundo impacto na nossa compreensão do seu papel no aparecimento e tratamento de doenças como o cancro.

“Como era o Universo no “princípio”? Terá tido o Universo uma “origem”? E a Luz, de que forma está relacionada com a noção de origem e composição das “coisas” que observamos no Universo atual? Estas são questões enigmáticas que desde sempre desafiaram o pensamento humano. Na ciência elas ocupam um papel central no objeto de estudo da Cosmologia e da Física Fundamental. As mais avançadas observações cosmológicas indicam que o Universo tem vindo a expandir-se e a arrefecer… sendo assim deve ter sido muitíssimo mais “pequeno” e “quente” num passado longínquo.

É este raciocínio simples que serve de base à teoria do Big-Bang, que permite descrever a evolução do Universo a partir de um estado ultra denso e quente onde a luz (mais exatamente a radiação eletromagnética) e a matéria se encontravam aprisionadas num plasma primordial. À medida que o Universo se expandiu o plasma foi-se convertendo em matéria (neutra) e a radiação passou a poder propagar-se livremente pelo espaço.

Um dos maiores sucessos da teoria do Big-Bang é o de justamente prever a que esta “luz fóssil” primordial está presente, por toda a parte no Universo, sob a forma de um fundo de radiação cósmica de muito baixa temperatura (Cosmic Microwave Background Radiation – CMB). A sua descoberta e sucessivas observações, levadas a cabo por um conjunto de telescópios e satélites espaciais dedicados, têm permitido estudar detalhadamente a mais antiga radiação do Universo.

Nesta palestra faremos uma viagem aos primórdios do Universo, para nos centrarmos nas propriedades conhecidas do CMB, e debater as principais ideias sobre a origem e evolução do Universo que resultam do decifrar de informação preciosa que se encontra codificada nesta “luz” primordial.“

Novembro 2015 - “A Gravitação à Luz de Einstein ” por Paulo Crawford |

20:00h – 21:30h Há atividades para ver e participar:

  • “O Satélite GAIA”. Em antecipação aos dados do satélite GAIA, o Prof. André Moitinho do Departamento de Física da FCUL terá disponível uma visualização da ferramenta de análise dos mesmos:
    “Estamos a chegar ao momento, em que pela primeira vez a humanidade poderá ver em 3D a Galáxia em que vive: a Via Láctea.
    Isto está prestes a ser possível graças à missão espacial Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), que conta com uma importante participação de investigadores a trabalhar em Portugal.  Nesta sessão iremos conhecer a missão Gaia, aprender o que nos revelarão as mais de mil milhões de estrelas que irá observar e veremos em 3D as mais avançadas simulações da Via Láctea usadas na preparação da missão.”

No fundo vêm-se (pontos brancos) uma simulação da distribuição das estrelas da Via Láctea que a missão Gaia está a observar. Sobrepostas, estão estrelas representadas a cores que resultam de medidas tomadas por Hipparcos, a antecessora da missão Gaia.
Com os dados em 3D podem gerar-se panoramas como este, que corresponde à vista do centro da Galáxia que teriam observadores de um mundo situado numa estrela atrás do aglomerado estelar das Híades (a concentração de pontos que se vê no centro-direita um pouco abaixo do plano da Via Láctea).

  • Observação Astronómica: o estado do tempo permitindo haverá observação ao telescópio, da Lua e doutros astros.

21:30h

2015, Ano Internacional da Luz, celebra também o centenário da Teoria da Relatividade Geral e Novembro é o mês do famoso artigo que mudou a história da Física e do conhecimento sobre o universo. Por isso o Prof. Paulo Crawford, um conhecido “Relativista” em Portugal, irá falar-nos de Albert Einstein e da Teoria da Relatividade.

No final do século XIX, quase todos, senão todos os físicos eram newtonianos; a física de Newton dominou a física durante mais de dois séculos e continuava a influenciar a ciência. Depois da revolução iniciada em 1905 e continuada em 1915 estarão hoje os físicos imbuídos do espírito de Einstein? Quantos físicos serão einsteinianos? Até que ponto os conceitos de espaço e tempo relativos e do de criação do espaço-tempo como representando o campo gravítico entrou na cultura científica dos físicos teóricos?

Como nasceram as duas teorias da relatividade, a restrita e a geral? Quais os seus sucessos e as suas limitações? Estará a relatividade geral em vésperas de ser substituída por uma teoria mais abrangente? Será essa teoria capaz de responder a alguns dos mistérios que perduram, como sejam a existência de singularidades no “big bang” e nos buracos negros, a seta do tempo, a natureza da matéria escura e a origem da energia escura?”

Foto de Albert Einstein com Oppenheimer, o homem que primeiro demonstrou a inevitabilidade do colapso de uma estrela de grande massa, o que mais tarde daria origem à previsão teórica de buracos negros estelares.

Um esboço do conhecido artista berlinense Hermann Struct, que foi incluída em várias edições em línguas estrangeiras do seu livro para o grande público sobre a Relatividade, “A Teoria Restrita e a Geral“, publicado na Alemanha na primavera de 1917.

Dezembro 2015 - “Alterações Climáticas" por Ricardo Trigo |

20:00h às 21:30h - Concerto de Música Eletroacústica 41º Festival DME 

O concerto ocupará toda a programação deste período, não havendo outras atividades. É oferecido pelos compositores Jaime Reis e Annette Vande Gorne

Este concerto é organizado pelo compositor Jaime Reis e faz parte da 41.ª edição do Festival Dias de Música Electroacústica (DME), inteiramente dedicada à compositora belga Annette Vande Gorne. Decorrerá de 15 a 18 de dezembro 2015 em Lisboa, Linda-a-Velha e Castelo Branco.

O festival DME será constituído por palestras de Annette Vande Gorne e Marie-Jeanne Wyckmans além de concertos de música “acusmática”, uma prática musical que pressupõe a criação de um universo imagético impulsionado pelos elementos musicais difundidos num espaço tridimensional e potenciados pela imaginação do ouvinte. Em Castelo Branco será apresentada uma ópera da compositora Annette Vande Gorne. O Grande Auditório da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa será preenchido com o sistema de som multi espacial do Festival DME para a interpretação de obras que remetem para um imaginário relativo ao Cosmos.


Jaime Reis é membro do Ensemble DME – Collegium Musicum Electroacústico que organiza o Festival Dias de Música Electroacústica. Tem um vasto currículo na formação em espacialização de música eletroacústica, em atividades que têm percorrido o país. Tem participado em concertos, ações e festivais no Japão, França, Brasil, Coreia, Espanha, entre outros países.
Annette Vande Gorne é belga e teve formação clássica nos Royal Conservatories of Mons e Bruxelas. Estudou com Jean Absil, Guy Reibel e Pierre Schaeffer no Conservatoire National Supérieur em Paris. Annette Vande Gorne tornou-se professora de composição eletroacústica no Royal Conservatory em Liège (1986), depois Bruxelas (’87) e Mons (’93). Fundou uma Secção Autónoma de Música Eletroacústica na primeira que, em 2002, foi integrada no framework de Estudos Graduados Europeus. Tem uma longa lista de obras produzidas e gravações realizadas.

21:30h às 21:45h - Breve apontamento sobre o Prémio Nobel da Física pela professora Sofia Andringa do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP

Em 2015 os vencedores foram Takaaki Kajita e Arthur McDonald pelo trabalho seminal  nas experiências  que demonstraram que os neutrinos oscilam entre os seus três sabores — eletrão, muão e tau. Kajita liderou a equipa da análise de dados do Super-Kamiokande e McDonald era o director do Sudbury Neutrino Observatory. 


Sofia Andringa também falará do prémio Breakthrough que foi dado ao conjunto de investigadores de 5 experiências sobre o mesmo tema, que inclui alguns dos investigadores do LIP.

21:45h - Palestra "Alterações climáticas" pelo professor Ricardo Trigo do Departamento de Engenharia Geográfica, Geofísica e Energia da FCUL e do Instituto Dom Luiz

Nesta apresentação pretende-se descrever os principais mecanismos forçadores do clima e a sua evolução recente, explicando como tem evoluído substancialmente a qualidade dos modelos de simulação de clima nas últimas décadas. Apresentam-se igualmente perspetivas que como é expectável que o clima evolua nas próximas décadas, à escala global e da região sul da Europa, em função dos diferentes cenários de emissão de gases de efeito de estufa.


Entrevista do professor Ricardo Trigo à Antena 1, antes da 21.ª Conferência do Clima em Paris

Clique para ouvir a entrevista

Página pessoal do Ricardo Trigo



Na sequência dos vários relatórios do IPCC publicados em 2001, 2007 e 2014 é cada vez mais evidente que a esmagadora maioria dos especialistas nas áreas de clima, variabilidade climática, extremos climáticos e alterações climáticas considera que as atividades antropogénicas, especialmente as emissões de gases de efeito estufa, são as responsáveis pela maior parte do aquecimento observado à escala global desde a década de 1950. Um aparente abrandamento do aquecimento verificado desde o início do presente milénio não se tem confirmado, qualquer que seja a perspetiva em que analisemos o sistema climático. A taxa de diminuição do gelo no Ártico é preocupante, mas não tanto como a crescente velocidade de fusão do gelo na Gronelândia (figura em cima) e em alguns glaciares do continente Antártico.


A temperatura média global atingiu em 2014 o seu valor mais elevado desde que há registos à escala global (cerca de 1880), estando o presente ano de 2015 condenado a superar (por larga margem) esse máximo recente. Antevê-se que 2015 supere ligeiramente o valor de 1ºC de anomalia relativamente ao período pré-industrial (figura em baixo), ou seja cerca de metade dos de 2ºC que os cientistas e organizações não governamentais consideram representar a anomalia máxima sustentável a longo prazo.

Janeiro 2016 - "A cor" por José Artur Martinho Simões |

20:00h às 21:30h - Atividades no átrio do auditório

  • “Ilusões Ópticas” pelo prof. José Artur Martinho Simões do Departamento de Química e Bioquímica da FCUL: demonstração de ilusões óticas ligadas à perceção da cor.
     
  • “HoliBraille: input e output de Braille em smartphones convencionais” pelo prof. Tiago Guerreiro do Departamento de Informática da FCUL.


    Demonstração de um protótipo que permite escrita e leitura de Braille usando um telemóvel convencional com uma capa com motores vibratórios.

  • Robôs que comunicam com abelhas e peixes” pelos profs. Luís Correia e Ana Paula Cláudio do Departamento de Informática da FCUL: apresentação do projeto Europeu ASSISIbf cujo objetivo principal é estabelecer uma sociedade robótica que seja capaz de desenvolver canais de comunicação entre sociedades animais.

  • Of mice and men: alinhamento de ontologias biomédicas” pela profª Cátia Pesquita do Departamento de Informática: demonstração do software de alinhamento de ontologias desenvolvido pelo DI/LaSIGE, vencedor em várias competições internacionais, e com alto desempenho no domínio biomédico, especificamente nas áreas de anatomia e terminologia médica.

  • Observação Astronómica: Se as condições meteorológicas o permitirem haverá observação ao telescópio, da Lua, do cometa C/2013 US10 (Catalina) e doutros astros.

21:30h - Palestra 

Prof. José Artur Martinho Simões: "É quase impossível de encontrar um “especialista” sobre a cor – um tema de enorme abrangência, onde confluem muitas áreas do conhecimento:  biologia (animal, vegetal, humana), neurologia, química, física, geologia, sociologia, gemologia, história de arte, linguística, psicologia, matemática, pintura, fotografia, ambiente. Provavelmente não conseguirei ultrapassar o limiar da trivialidade nos assuntos que seleccionei, mas pelo menos tentarei motivar os que me ouvem para ficarem mais atentos ao colorido da vida."

Pequeno resumo biográfico:

José Artur de Sousa Martinho Simões é professor catedrático no Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, desde 1993.  Os seus interesses científicos situam-se na área da energética molecular.
Obteve o doutoramento no Instituto Superior Técnico, em 1981, e realizou um pós-doutoramento no California Institute of Technology, EUA (1982-83).  Em 1988-89 foi visiting research officer no National Research Council of Canada e, em 1996-97, foi guest researcher no National Institute of Standards and Technology, EUA.
Foi secretário-geral e presidente da Sociedade Portuguesa de Química. Foi diretor do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa e diretor do Laboratório Associado de Oeiras (2008-11).  É diretor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa desde Março de 2014.
Recebeu o Prémio Ferreira da Silva da Sociedade Portuguesa de Química em 2006.  É autor ou coautor de mais de 100 publicações científicas (ResearcherID B-7185-2011).


Fevereiro de 2016 - "Ondas Gravitacionais: Passado, Presente e Futuro das TRG" por Vitor Cardoso, José P. Mimoso e Paulo Crawford

Pode consultar do vídeo desta conferência aqui

Das 20:00h às 21:30h - Atividades no átrio

"Ondas Gravitacionais” pelos profs. Paulo Crawford e José Pedro Mimoso do Departamento de Física da FCUL/IA: apresentação e discussão das imagens e vídeos disponibilizados pelo “Advanced” Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (LIGO), que consiste em dois detectores nos EUA, um no estado de Washington, e outro no Louisiana. Venha participar numa conversa informal sobre estes conceitos, em preparação para o debate às 21:30.

A Matemática das Ondas” pelas profªs Suzana Nápoles e Margarida Oliveira do Dep. de Matemática da FCUL e eng. Sérgio Oliveira (LNEC/ISEL). Mostrar-se-ão os efeitos das ondas sísmicas em estruturas, com o programa interativo EquakeStruct.exe. Os utilizadores apreendem o conceito de frequências naturais e modos de vibração, explorando-se o caso duma barragem, duma ponte e dum edifício de grande altura. Pode-se ainda ver os indesejados efeitos de ressonância que ocorrem devido a vibrações atuantes com frequências coincidentes com as naturais da estrutura.

Observação Astronómica: Se as condições atmosféricas o permitirem, haverá observação ao telescópio da Lua e doutros astros.

Das 21:30h às 22:30h - Palestra

Mesa Redonda – Palestra “Ondas Gravitacionais: Passado, Presente e Futuro da TRG” pelos profs. Vitor Cardoso do IST/CENTRA, Paulo Crawford e José Pedro Mimoso do Departamento de Física da FCUL/IA.

Simulação numérica de ondas gravitacionais (a cor laranja) emitidas pelas órbitas espiraladas (a cor azul) de dois buracos negros que se fundem. Imagem de C. Henze/NASA.
Simulação numérica de ondas gravitacionais (a cor laranja) emitidas pelas órbitas espiraladas (a cor azul)
de dois buracos negros que se fundem.
Imagem de C. Henze/NASA.

O anúncio da deteção de ondas gravitacionais a 11 de Fevereiro pelo LIGO, experiência para a detecção de ondas gravitacionais nos EUA, marca a história da Física no séc XXI pois constitui a quarta prova da Teoria da Relatividade Geral (TRG). Este evento começa com uma breve apresentação pelo prof. Vitor Cardoso que é um dos grandes especialistas neste tema que trabalhou no LIGO. Segue-se a mesa redonda com a participação de dois conhecidos “relativistas” investigadores e professores da FCUL, cujos conhecimentos prometem um debate emocionante abrangendo todos os aspectos históricos, como as expectativas sobre o futuro da TRG. Esta é uma oportunidade única para entender a importância desta medição, interrogando e ouvindo as explicações de 3 especialistas na TRG.

Artigo original da deteção: “Observation of Gravitational Waves from a Binary Black Hole Merger”, B. P. Abbott et al. (colaborações científicas LIGO e Virgo).


 Abril 2016 - O trânsito de mercúrio e o sistema solar, por Rui Agostinho

  • Das 20:00h às 21:30h 

“A Física à Solta” pelos profs. Rui Agostinho e Paulo Silva do Departamento de Física da FCUL: estarão disponíveis diversas experiências demonstrativas de Física em que se pode interagir. Entre elas estão: observar as propriedades ondulatórias dos electrões, espectros atómicos, o travão electromagnético, óptica geométrica e ondulatória, conservação do momento angular na rotação (giroscópio, cadeira, roda de bicicleta), fenómenos de ionização e electricidade. Se é professor do ensino secundário venha ver o que as suas turmas podem fazer aqui no DF da FCUL.

  • Observação Astronómica:

O estado do tempo permitindo haverá observação ao telescópio da Lua e doutros astros.

No dia 9 de maio de 2016 ocorre mais um trânsito de Mercúrio no disco solar que será visível em todo o território português (veja aqui os detalhes). A duração total do evento aproxima-se das 7h com início pelas 12h 13 min e o máxima aproximação do centro solar às 15h 56min.

Na palestra serão abordados temas da importância dos trânsitos planetários (Mercúrio e Vénus) no estudo do Sistema Solar: as circunstâncias em que ocorrem, as características orbitais e de observação, além da sua importância no estudo da Unidade Astronómica (UA), a distância fundamental em astronomia que é a base do parsec, usada para medir as dimensões do universo.


Trânsito de Mercúrio em 8 de Novembro, 2006. O planeta surge na superfície solar como um pequeno círculo preto (perto do centro: por baixo e à direita), quase parecendo uma pequena mancha solar (vêem-se algumas perto dos bordos). Foto de Brocken Inaglory.

NOTA: o OAL fará com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa um grande evento público de observação do trânsito de Mercúrio, no Campo Grande em frente ao edifício C8 da FCUL. Estarão três telescópios disponíveis, um dos quais para mostrar as protuberâncias solares.

Maio 2016 - "O bosão de Higgs" por Patrícia Conde-Muíño

  • Das 20:00h às 21:30h 
  • “Detetores de Partículas” pelos investigadores do LIP. Estarão disponíveis alguns equipamentos. Por exemplo o detector de muões, partículas com carga eléctrica criados na entrada dum raio cósmico, quando interage na alta atmosfera. Poderá ainda conhecer o observatório Pierre Auger que estuda os raios cósmicos mais energéticos do universo, ou ainda como se detectam neutrinos e o que são cintiladores. Se é do ES venha conhecer melhor as astro-partículas. A não perder!


Câmara de faíscas do LIP (de Coimbra) com uma descarga visível devido à ionização do gás de He-Ne por um muão.
As placas estão a 7 kV.

O concurso Cansat é um projeto educativo da Agência Espacial Europeia, que em Portugal tem o apoio da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e do Aeroclube de Torres Vedras, com o objetivo de proporcionar aos estudantes a primeira experiência relacionada com a tecnologia espacial. A EPA participou este ano com três projetos, 3D Stereo Sat, o SARDEVAPE e o RadioHunters. Venha aprender com eles como se faz um microssatélite metido numa lata, mas que é capaz de medir a temperatura, pressão atmosférica, quantidade de partículas,  gases, radiação ambiente, fazer imagens, mapear o terreno, medir velocidade, etc., enquanto cai de 1km de altura. Todo o desenvolvimento da eletrónica e do software de controlo dos sensores, do Arduíno e das telecomunicações é feito pelos alunos. A não perder!
 

Circuito Arduíno com GPS e Antena do cansat SARVEDAP Montagem 3D Stereo Sat nas dimensões duma lata
Embalagem final feita em impressora 3D, do canstat 3D Stereo Sat Cansat dos RadioHunters pendurado no seu pára-quedas

Observação Astronómica ao telescópio, o estado do tempo permitindo:

  • Júpiter com as suas quatro luas, no início da noite.
  • Após a palestra observa-se-á Marte que estará a passar no ponto mais próximo da Terra,
  • Seguido-se Saturno com o espetacular sistema de anéis e as suas luas.

      

  • Das 21:30h às 22:30h - Palestra “O bosão de Higgs” pela profª Patrícia Conde-Muiño, investigadora do LIP.

A Doutora Patrícia Conde-Muiño fará uma abordagem pedagógica sobre este tema, que é crucial no entendimento da estrutura do tecido espaço-tempo do Cosmos. Em 1964 Peter Higgs e outros cinco cientistas sugeriram a existência de um novo campo de interações (forças), capaz de explicar a existência de massa para algumas partículas elementares, quando pelas leis de simetria das interações fundamentais isso não deveria acontecer. Este campo (de Higgs) que permeia o universo justificaria também o curtíssimo alcance da força nuclear fraca que está, por exemplo, nos decaimentos radioativos. A presença do campo de Higgs evidencia-se quando fica num estado quântico excitado e aí surge o bosão de Higgs, uma partícula fundamental do Modelo Padrão. No dia 4 de julho de 2012 foi detetada a sua presença com o acelerador LHC do CERN e, em 10-dez-2013,  Peter Higgs e François Englert, receberam o Prémio Nobel da Física. Na foto em cima está o detetor CMS do LHC. A não perder!     

                       

Junho 2016 - Metais de Alta Tecnologia: críticos Porquê? por Jorge Relvas

  • Das 20:00h às 21:30h 
    - Observação astronómica ao telescópio da Lua e dos planetas Marte, Saturno e Júpiter (caso o estado do tempo o permitir) por Doutor Rui Agostinho e estudantes do Departamento de Fisíca
    - Exposição Interativa de Minerais e Materiais
    Metais Críticos! Para que servem?... De onde Provêm?... Como se Obtêm? por Dr. Álvaro Pinto do Departamento de Geologia

Consegue imaginar a sua vida sem um telemóvel, um automóvel, um aparelho de raios-X ou mesmo sem um garfo para a sua refeição? A qualidade de vida do Homem sempre dependeu, e continuará a depender, dos recursos naturais, e entre eles dos recursos minerais. A diversidade mineralógica e a distribuição dos metais na natureza é fruto de uma evolução cósmica onde os planetas telúricos, como a Terra, desempenham um dos mais importantes papéis na formação de novas espécies minerais que incorporam esses metais que tanto precisamos. Para esta noite prepare-se para uma viagem pelo mundo mineral e pelas tecnologias de extração mineral. Saiba de onde provêm e como se obtêm metais, tais como, o cobre (Cu), que leva a energia elétrica até sua casa; o índio (In) que se encontra no seu telemóvel; o silício (Si) dos painéis solares da FCUL ou o tungsténio (W) com aplicações tão variadas como os aços endurecidos, uma simples lâmpada de incandescência ou mesmo a sua esferográfica.

Esta pequena exposição mostra alguns minerais, metais e as suas aplicações.

                     


Malaquite sobre Azurite   Fonte: Internet

 


Volframite
Fonte: Internet

 


Quartzo e Apatite     MNHNC © José Vicente

 


Cabos de Cobre
Fonte: Internet

 


Lâmpada de incandescência
Fonte: Internet

 


Painéis Solares na FCUL
Fonte: Internet

 

  • Das 21:30h às 22:30h - Palestra "Metais de Alta Tecnologia: críticos Porquê?" por Jorge Relvas

O perfil global do consumo de recursos metálicos alterou-se dramaticamente nas últimas décadas. Num piscar de olhos, à economia do aço e dos metais básicos (cobre, chumbo, zinco, estanho), juntou-se a economia do índio, do gálio, do lítio, do cobalto, do ítrio, do telúrio, das terras-raras, e de um sem número de outros metais raros, cujo número não pára de aumentar. Num mundo sobrepovoado em que as janelas do desenvolvimento se abrem a um número crescente de pessoas, a relação entre os recursos minerais de que dependemos, os impactes da sua exploração e a sustentabilidade do seu consumo, adquirem uma importância sem precedentes na história da humanidade.

A aceleração vertiginosa rumo a novas, melhores e mais limpas tecnologias - dos computadores, aos smartphones, dos carros elétricos, às energias renováveis – implicou um aumento exponencial da procura de metais muito escassos, frequentemente bastante mais raros que o ouro. Chamamos-lhe metais críticos porque se lhes associa uma vital aplicação de caráter estratégico (e.g., ambiente, energia, tecnologia, saúde, defesa), e um elevado risco de fornecimento (e.g., escassez natural, fatores socio-políticos, baixa reciclabilidade e potencial de substituição). O fornecimento sustentável destes metais exige mudanças cruciais e novos paradigmas. Uma economia mais circular será parte da equação, dissociando crescimento económico, de consumo crescente. Reciclagem, reparação, reutilização e remanufatura representam parcelas importantes, mas limitadas, da solução. As fontes primárias continuarão sob stress crescente.


A disponibilidade das matérias-primas indispensáveis para as tecnologias emergentes já está no topo da agenda política da Europa. A evolução dos preços dos metais e a tomada de consciência dos decisores políticos sobre a vulnerabilidade da UE nesta matéria, reposicionam o interesse do velho continente face aos recursos minerais. O potencial de Portugal neste domínio é também aflorado no contexto das características geológicas do território, incluindo o fundo do mar profundo sob jurisdição nacional. 


 

Julho 2016 - "A Matemática do Século XXI" - por Jorge Buescu / O Prémio ECM da Matemática

  • Às 21:30h Palestra - "A Matemática do Século XXI" - que será precedida de um apontamento: “O prémio ECM da Matemática"
  • Das 21:00h às 23:30h - Haverá Observação Astronómica:
RESUMO:
"O virar de século é uma boa altura para delinear visões para o futuro. Mas, como dizia Niels Bohr, “a previsão é difícil – sobretudo a do futuro”.
 
Em 1900 David Hilbert formulou os seus célebres 23 problemas, que inspiraram boa parte da Matemática do século XX. No ano 2000 Stephen Smale, inspirado na síntese de Hilbert, formulou a sua própria lista de grandes problemas para o novo século. Ao mesmo tempo, o Clay Institute instituía a sua famosa lista dos Problemas do Milénio – sete problemas matemáticos cuja resolução se reputava de extraordinariamente difícil, valendo cada um deles um prémio de um milhão de dólares.
 
Em que posição estamos hoje, 16 anos dentro do novo milénio? Meia dúzia dos problemas de Smale já foram resolvidos. ​Um dos problemas do Milénio também já o fo​i. Permanece em aberto o único problema comum às listas de Hilbert, Smale e Clay: a Hipótese de Riemann.
 
Mas, mais importante do que tudo isto: os resultados matemáticos mais importantes da última década não estavam em lista nenhuma. Muito provavelmente, a grande Matemática que se fizer no século XXI seguirá o preceito de Bohr: não está em nenhuma lista que possamos, hoje, conceber. Mas haverá se​mpre algo a ganhar em possuir uma visão de conjunto.

 

Setembro 2016 - "Imagiologia da Mama - Aplicações à Deteção do Cancro" por Jorge Relvas

  • Das 20:00h às 21:30h 
    Há actividades para ver e participar - Demonstrações interactivas sobre medição de sinais eléctricos no corpo humano. Actividade coordenada pelo o Núcleo de Estudantes de Biomédica da FCUL.
    Exposição Interativa de Minerais e Materiais Metais Críticos! Para que servem?... De onde Provêm?... Como se Obtêm? por Dr. Álvaro Pinto do Departamento de Geologia
  • Das 20:00h às 23:30h - Haverá Observação Astronómica:
  • Às 21:30h - Palestra “Imagiologia da Mama – Aplicações à Detecção do Cancro”  pelo prof. Pedro Almeida do Dep. de Física e IBEB, (no anfiteatro 3.2.14 do edifício C3).

1) 20:00 – 21:30  Há actividades para ver e participar:

— Demonstrações interactivas sobre medição de sinais eléctricos no corpo humano. Actividade coordenada pelo o Núcleo de Estudantes de Biomédica da FCUL.

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Nesta actividade veremos como o corpo humano gera sinais elétricos ao executar tarefas como contrair um músculo. Com esse objetivo em vista tentaremos

  • Determinar a força máxima de aperto para as mãos direita e esquerda;
  • Observar, registrar e correlacionar recrutamento de unidades motoras com o aumento potência de contração do músculo-esquelético;
  • Gravar a força produzida pelos músculos de aperto, o sinal de EMG, quando é induzida fadiga.

Resumo

O cancro da mama continua a ser um problema grave de saúde pública. Nesta palestra destinada ao público temos como objectivo passar em revista alguma da tecnologia que permite a obtenção de informação acerca desta doença. Serão ainda abordados alguns dos desenvolvimentos recentes que poderão desempenhar um papel importante neste contexto.

— 20:00 – 23:30  Haverá Observação Astronómica:

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O estado do tempo permitindo poderemos observar Vénus, Marte e Saturno,  além doutros astros.

2) Às 21:30 (no anfiteatro 3.2.14 do edifício C3):

— Palestra “Imagiologia da Mama – Aplicações à Detecção do Cancro”  pelo prof. Pedro Almeida do Dep. de Física e IBEB.

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Outubro 2016 - “Terramoto de 1755" por Paula Teves Costa

No dia 28 de outubro há mais uma “Noites de Ciências” na FCUL. As atividades são gratuitas, sem inscrição, sempre na última 6.ª feira de cada mês. São dirigidas ao público não especialista mas curioso do conhecimento científico. Venha e fascine-se nas Ciências!

A palestra terá videodifusão ao vivo no site da FCCN:   http://live.fccn.pt/ulisboa/fcul/noitesdeciencias/

Os participantes têm estacionamento gratuito no parque da FCUL a partir das 19:45 (toque à campainha). A atividade inicia-se às 20:00 e tem duas componentes:

1) 20:00 – 21:30  Há atividades para ver e participar:

— Estudar a Terra com a ajuda do Planeta Mágico. Atividade coordenada pelo prof. Luís Matias do DEGGE da FCUL.

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O “Planeta Mágico” é um sistema de projeção num ecrã esférico que permite representar o Planeta Terra com um enorme realismo. Nas “Noites de Ciências” vamos usar as suas potencialidades para ilustrar vários dos fenómenos que afetam o nosso planeta dinâmico (na Atmosfera, nos Oceanos e na Litosfera), assim como sensibilizar os visitantes para os temas ambientais, nomeadamente para o impato que o Homem está a ter no sistema climático e nas ações individuais e coletivas que importa tomar desde já.

— 20:00 – 23:30  Haverá Observação Astronómica:

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O estado do tempo permitindo poderemos observar Vénus, Marte e Saturno,  além doutros astros.

2) Às 21:30 (no anfiteatro 3.2.14 do edifício C3):

 Pequeno apontamento sobre o Prémio Nobel da Física de 2016, pela prof.ª Margarida Telo da Gama do Dep. de Física da FCUL.

Prémios Nobel da Física 2106: David J. Thouless, F. Duncan M. Haldane e J. Michael Kosterlitz, respectivamente.

Prémios Nobel da Física 2106: David J. ThoulessF. Duncan M. Haldane e J. Michael Kosterlitz, respetivamente.

O prémio Nobel da Física deste ano foi atribuído a três investigadores britânicos pela descoberta de materiais exóticos. Tal como animais exóticos fascinam o público, estes materiais fascinam os Físicos e até os Engenheiros, que pretendem aplicá-los a novas tecnologias e tornando-os menos exóticos, mas mais úteis.

— Palestra “O Terramoto de 1755”, pela prof. Paula Teves Costa, do DEGGE.

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Resumo

A ocorrência do sismo de 1755 contribuiu para o avanço da ciência no final do século XVIII. Passados 260 anos ainda há questões em aberto sobre este sismo. Afinal, o que se sabe, e não se sabe, sobre o sismo de 1 do Novembro de 1755? De que modo contribuiu este evento para o avanço da ciência na época? Como é que a sua ocorrência afeta, hoje em dia, a estimativa da perigosidade sísmica do nosso território? Estas são algumas das perguntas a que tentaremos responder durante esta pequena palestra.