Estudo internacional com participação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CIÊNCIAS) traz nova explicação para os grandes sismos que afetaram Lisboa em 1755 e 1969.
O artigo, agora publicado na Nature Geosciences, resolve um “enigma” que intrigava a comunidade científica: na zona conhecida como a origem geográfica do sismo de 1969, não era conhecida nenhuma falha óbvia que explicasse a sua magnitude. Para além disso, nesta região nunca tinha sido encontrada uma falha com dimensões suficientes para gerar um sismo como o de 1755.
O que o estudo revela é que há uma porção da placa tectónica que se está a separar, num processo chamado “delaminação”. Este processo implica que a placa esteja a sofrer uma fratura horizontal, como se a rocha fosse separada por uma lâmina. Ao abrir uma fissura, a parte inferior afunda-se enquanto que a parte superior se mantém numa posição horizontal inalterada, tornando imperceptível qualquer alteração geológica apenas pela observação do fundo do mar.
