Durante uma semana, dezenas de estudantes do ensino secundário trocaram as férias pelos laboratórios, pelo trabalho de campo e pelo contacto direto com investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa). A 11.ª edição do Ser Cientista’26 (a segunda maior com 83 participantes) terminou com um congresso onde os participantes apresentaram os projetos desenvolvidos ao longo da semana, partilharam os resultados do trabalho realizado e refletiram sobre uma experiência que, para muitos, veio reforçar a vontade de seguir uma carreira científica.

Ser Cientista’26 aproxima jovens da investigação e ajuda a descobrir futuras vocações
Ao longo de cinco dias, os alunos integraram equipas de investigação e exploraram diferentes áreas do conhecimento, numa oportunidade única para conhecer a realidade da ciência para além da sala de aula. Para Inês Marques, de 18 anos, do Pinhal Novo, a participação surgiu precisamente da vontade de esclarecer as dúvidas sobre o percurso académico que pretende seguir: “Sempre gostei muito de Biologia, mas ainda não sabia bem qual era a área de que mais gostava. Escolhi um projeto que englobava várias áreas, desde a biologia vegetal à macrobiologia e à biologia molecular, para perceber melhor aquilo que quero fazer”.
Apesar das deslocações diárias entre o Pinhal Novo e Lisboa, garante que o esforço valeu a pena: “Foi uma semana bastante satisfatória. Gostei muito de conhecer novas pessoas, descobrir novas áreas e ganhar experiência. Nunca tinha participado num projeto deste calibre”. A experiência acabou também por confirmar a escolha que pretende fazer no ensino superior: “Estou a pensar candidatar-me à licenciatura em Biologia na Faculdade de Ciências”.
“Foi uma semana bastante satisfatória. Gostei muito de conhecer novas pessoas, descobrir novas áreas e ganhar experiência. Nunca tinha participado num projeto deste calibre”.
Também Carolina Veiga e Sofia Francisco, da Escola Secundária de Miraflores, em Oeiras, destacaram o contacto direto com a investigação como um dos pontos mais marcantes da iniciativa. As duas participaram no projeto “Porque acelera o Universo?”, dedicado à Física, e admitem que a experiência foi diferente da que imaginavam, mas igualmente enriquecedora: “Nunca tínhamos feito nada deste género. As atividades foram muito criativas e aprendemos imensas coisas novas. Estas iniciativas ajudam-nos a perceber se nos imaginamos a estudar e a trabalhar nesta área todos os dias”.

"As atividades foram muito criativas e aprendemos imensas coisas novas."
Entre os participantes encontravam-se ainda alunos repetentes, que voltaram ao Ser Cientista depois de terem participado na edição anterior. Um dos estudantes da Escola Secundária de Miraflores considera que cada projeto proporciona uma perspectiva diferente da investigação científica: “No ano passado participei num projeto mais teórico e computacional. Este ano foi muito mais técnico e experimental. Trabalhámos com muito mais amostras e conseguimos perceber melhor como funciona a investigação científica.” Na opinião da jovem, experiências como esta permitem conhecer uma realidade que dificilmente é vivida no contexto escolar: “A escola não nos dá este contacto. Aqui percebemos melhor se a investigação é realmente um caminho que queremos seguir”.

Experiências como esta permitem conhecer uma realidade que dificilmente é vivida no contexto escolar.
Ao longo de 11 edições, o Ser Cientista já permitiu que 640 jovens conhecessem de perto o trabalho desenvolvido em Ciências ULisboa, promovendo o contacto direto com investigadores e projetos científicos em áreas tão diversas como a Biologia, Física, Química, Geologia, Matemática ou Informática. Desde 2014, ano da primeira edição, já foram apresentados mais de 150 projetos. No Ser Cientista, mais do que despertar vocações, proporciona-se uma experiência autêntica de investigação científica, ajudando jovens a tomar decisões mais informadas sobre o futuro académico e profissional.
Sabia que a 11.ª edição do Ser Cientista esteve em destaque na SIC?
Veja aqui a reportagem que foi emitida no dia 23 de julho no Jornal da Meia-Noite da SIC Notícias e no dia 24 de julho no Primeiro Jornal da SIC.
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