O MOONS, o novo espectrógrafo instalado no Very Large Telescope (VLT), no Chile, registou a sua “Primeira Luz”. O momento marca o início das observações de um instrumento que contou com uma forte contribuição científica e tecnológica portuguesa. Investigadores e profissionais do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) e de Ciências ULisboa participaram no desenvolvimento de componentes fundamentais do MOONS.

MOONS regista a sua “Primeira Luz” com forte participação de Ciências ULisboa

Fonte: UK ATC/M. Black
Instalado a mais de 2600 metros de altitude, o novo instrumento astronómico utiliza 1000 fibras óticas controladas roboticamente. Estas fibras conseguem posicionar-se de forma autónoma, com precisão micrométrica, permitindo observar cerca de 1000 alvos astronómicos em simultâneo.
Uma das principais características do MOONS é a sua sensibilidade ao infravermelho próximo. Esta capacidade permite observar através da poeira cósmica que frequentemente esconde o centro da Via Láctea. Mas não só, o MOONS “abre portas” à possibilidade de estudar galáxias muito distantes e observar a luz de milhões de estrelas.

Alexandre Cabral, investigador do IA e de Ciências ULisboa.
“Esta primeira luz constitui um feito marcante para a instrumentação astronómica a nível mundial e representa, sem dúvida, um momento histórico para a instrumentação astronómica em Portugal”, afirma Alexandre Cabral, investigador do IA e de Ciências ULisboa. Para o investigador, este momento representa também “o culminar de 16 anos de trabalho, desde os primeiros esboços do conceito do instrumento até à sua chegada à primeira luz”.
Por outro lado, José Afonso, investigador do IA e de Ciências ULisboa e co-Investigador principal do MOONS, destaca o alcance científico do equipamento: “O MOONS vai permitir-nos obter espectros de alta qualidade para milhões de galáxias ao longo de praticamente toda a história do Universo — desde as galáxias mais próximas, incluindo a nossa própria Via Láctea, até às primeiras que se formaram, poucas centenas de milhões de anos após o Big Bang.”

José Afonso, investigador do IA e de Ciências ULisboa e co-Investigador principal do MOONS
O investigador considera ainda que o MOONS é “um reflexo claro da maturidade e da consolidação das capacidades nacionais no que toca ao estudo do universo”.
Com este novo dispositivo, a equipa espera compreender melhor o que levou ao auge da atividade das galáxias, há cerca de 10 mil milhões de anos, e o que motivou o seu declínio mais recente. Ao longo dos dez anos previstos de operação, espera-se que o espectógrafo recolha dados de cerca de dez milhões de objetos astronómicos, que serão decisivos para complementar informação de missões como a Gaia, da ESA, o Vera C. Rubin Observatory e futuros rastreios do Universo.
Principais participações nos media
Reveja as notícias sobre o tema
- SIC Notícias: Portugueses estão por detrás do novo instrumento que vai explorar milhões de estrelas e galáxias
- RTP: Novo instrumento de telescópio no Chile com "mão" portuguesa faz primeira observação
- TSF: Novo instrumento de telescópio no Chile com "mão" portuguesa faz primeira observação
- Observador: Novo instrumento de telescópio no Chile com "mão" portuguesa faz primeira observação
- Público: Novo instrumento de telescópio no Chile com “mão” portuguesa faz primeira observação
- Jornal Económico: Novo instrumento de telescópio no Chile com “mão” portuguesa faz primeira observação
- Notícias ao Minuto: Novo instrumento de telescópio no Chile tem "mão" portuguesa
- Sapo: Portugueses estão por detrás do novo instrumento que vai explorar milhões de estrelas e galáxias
- Correio da Manhã: Telescópio já observa o Espaço
- Notícias de Coimbra: Novo instrumento de telescópio no Chile com “mão” portuguesa faz primeira observação
- Forbes: Novo instrumento de telescópio no Chile com “mão” portuguesa faz primeira observação