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Kristin: Investigadores de Ciências ULisboa explicam tudo sobre o temporal que afetou Portugal

Clima, Destaque29 janeiro, 2026

Tempestade, depressão ou temporal. Os nomes variam, mas o rasto de destruição e a perda de vidas humanas que o fenómeno meteorológico Kristin deixou em Leiria e que levou à declaração do estado de calamidade em 60 municípios dificilmente se esquece. Perante a adversidade, os investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) aceitaram o repto e desdobraram-se por canais de televisão e rádio ou jornais com o objetivo de revelar o que pode estar por trás do temporal que assolou o País nos últimos dias.

área inundada ao lado de rio em Portugal após passagem depressão Kristin

Os fenómenos meteorológicos extremos podem vir a tornar-se mais frequentes

"Não é o primeiro nem será o último. Já tem ocorrido este tipo de inverno. Como todas as situações que levam a extremos meteorológicos, tal e qual como todas as situações que levam a desastres, um avião nunca cai só por uma razão, é sempre uma conjunção de fatores. Aqui temos uma conjunção de fatores que levou, de facto, a esta situação", descreveu Carlos da Câmara, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do Instituto de Dom Luiz, em entrevista no Jornal da Noite, da SIC de quarta-feira.

Carlos da Câmara

Carlos da Câmara lembra que a Kristin poderá resultar de um conjunto de fatores

Pouco antes da entrada em estúdio de Carlos da Câmara, também já Ricardo Trigo, que é também investigador de Ciências ULisboa e do IDL, tinha dado a conhecer mais detalhes sobre fenómenos meteorológicos extremos na SIC Notícias.

E ainda na SIC Notícias, mas durante a tarde de quarta-feira, coube a Filipe Duarte Santos, investigador com carreira feita em Ciências Ulisboa dar a conhecer a ciência que está por detrás deste fenómeno meteorológico extremo – e deixar um alerta a autoridades competentes e população.

Ricardo Trigo

Ricardo Trigo explicou o que está na origem de fenómenos como a depressão Kristin

“Temos que nos preparar para eventos extremos, para temporais, que sempre existiram, mas agora são mais frequentes. Há mais temporais destes em 10 anos do que havia no passado”, referiu o investigador.

Filipe Duarte Santos também comentou, enquanto presidente do Conselho Nacional para o Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável o mesmo tema no programa Antena Aberta, da Antena 1, e no episódio do Fórum TSF do mesmo dia.

Filipe Duarte Santos

Filipe Duarte Santos alertou para a necessidade de acautelar para a ocorrência de fenómenos extremos

Por sua vez, Gil Lemos, investigador de Ciências ULisboa e IDL, participou na emissão da RTP Notícias  e recordou que Portugal tem estado estado sob influência de várias depressões ininterruptas que “resultam de um bloqueio anticiclónico nas latitudes mais elevadas, na zona do Ártico, e que levam à descida destas depressões para latitudes mais baixas, impactando-nos depois diretamente”. 

Nesta sexta-feira, Gil Lemos haveria de regressar aos estúdios de TV, para dar mais explicações sobre estes fenómenos meteorológicos na RTP.

Gil Lemos

Gil Lemos relaciona um "bloqueio anticiclónico" com as depressões registadas nos últimos dias

Quem prefere ler em vez de ouvir, poderá ainda recorrer às explicações que Carlos da Câmara deu a conhecer no Expresso e num artigo igualmente detalhado no Observador, que permite conhecer melhor os conceitos de Sting Jet e ciclogénese.

Nestas últimas participações mediáticas, há mesmo uma metáfora que ajuda a compreender o que leva a depressões como a Kristin: "Como em todas as situações que levam a extremos meteorológicos, temos uma conjunção de fatores que levaram a esta situação. Esta Kristin é um vagão de um comboio de depressões”, concluiu Carlos da Câmara.

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