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Investigadores do MARE CIÊNCIAS participam em estudos para a Área Marinha Protegida Cascais–Mafra–Sintra

Vera Sequeira
Ecologia5 março, 2026

Investigadores do MARE em CIÊNCIAS participam nos estudos científicos para a criação da Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário Cascais–Mafra–Sintra.

Foi assinado no dia 4 de março o protocolo que dá início aos estudos científicos que irão apoiar a proposta de criação da Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário (AMPIC) Cascais–Mafra–Sintra. Investigadores do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CIÊNCIAS) integram as equipas científicas responsáveis por estes trabalhos. 

A sessão de assinatura decorreu na Ericeira, no concelho de Mafra, e reuniu representantes do Governo, das autarquias de Cascais, Mafra e Sintra, da Fundação Oceano Azul e das instituições científicas envolvidas no projeto. A iniciativa conta com financiamento do Fundo Ambiental, que assegura os recursos necessários à realização dos estudos científicos que irão sustentar a proposta de criação da área protegida. 

Entre os investigadores do MARE em CIÊNCIAS envolvidos nas campanhas científicas encontram-se Bernardo Quintella e Ana Filipa Silva, que participam na recolha de dados no terreno e na caracterização da biodiversidade marinha ao longo da costa dos três municípios.

A assinatura do protocolo que dá início aos estudos científicos que irão apoiar a proposta de criação da Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário (AMPIC) Cascais–Mafra–Sintra, realizou-se no dia 4 de março, na Ericeira.

A assinatura do protocolo que dá início aos estudos científicos que irão apoiar a proposta de criação da Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário (AMPIC) Cascais–Mafra–Sintra, realizou-se no dia 4 de março, na Ericeira.

Segundo Bernardo Duarte, coordenador do MARE-ULisboa, a participação neste projeto reforça a ligação entre a investigação desenvolvida em CIÊNCIAS e os desafios da conservação do oceano na região:

“Este projeto é muito importante para o MARE-ULisboa porque reforça a colaboração com os municípios da área metropolitana onde estamos inseridos e aumenta a visibilidade do nosso trabalho na conservação e monitorização do meio marinho”.

Para Bernardo Quintella, os estudos agora iniciados irão aprofundar o conhecimento científico sobre os ecossistemas desta costa: “O trabalho envolve metodologias muito diferentes, desde mergulho científico até sistemas de vídeo subaquático e levantamento batimétrico. Seria impossível, em tão pouco tempo, uma única equipa realizar todo este trabalho”.

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Ana Filipa Silva, Bernardo Quintella, Cristina Máguas, Teresa Sales Luís e Bernardo Duarte, na Ericeira.

Os trabalhos científicos dão continuidade à investigação iniciada em 2022, durante a expedição científica Oceano Azul Cascais | Mafra | Sintra, realizada ao longo desta faixa costeira. Durante cerca de dez dias, várias equipas de investigação trabalharam a bordo do navio Santa Maria Manuela, recolhendo os primeiros dados científicos sobre a biodiversidade e os habitats marinhos da região.

Para Cristina Máguas, subdiretora de CIÊNCIAS para a Investigação e Inovação, Internacionalização e Relações Externas, a participação de investigadores do MARE neste projeto reflete a experiência acumulada pela instituição na investigação sobre os ecossistemas marinhos:

“Esta reserva marinha será importante para o país e para o objetivo de proteger 30% do oceano até 2030. O conhecimento que vai ser adquirido resulta da experiência que temos em várias áreas e vem consolidar o trabalho que o MARE e CIÊNCIAS têm desenvolvido nesta área há várias décadas”.

Também Teresa Sales Luís, em representação da FCiências.ID – Associação para a Investigação e Desenvolvimento de Ciências, destaca o papel da associação no apoio à participação da unidade de investigação neste projeto:

“Neste caso tratou-se de uma prestação de serviços, no âmbito de um concurso público, ao qual a FCiências.ID deu apoio à unidade de investigação para garantir que estavam reunidas as condições para a participação no projeto”.

No contexto do objetivo internacional 30x30, que prevê a proteção de pelo menos 30% do oceano até 2030, os estudos agora iniciados irão contribuir para identificar habitats e espécies de elevado valor ecológico e apoiar a definição da futura área marinha protegida com base em evidência científica. 

Durante a sessão de assinatura do protocolo, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, sublinhou o papel da ciência neste processo: “A proteção do oceano exige conhecimento científico sólido. Só com ciência conseguimos identificar as áreas que devem ser protegidas e garantir uma gestão sustentável dos nossos ecossistemas marinhos”.

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