Há pessoas que se contentam com aquilo que imaginam e há pessoas que fazem questão de levar à prática aquilo que imaginam. As quatro investigadoras que têm vindo a desenvolver o projeto IMAGI a partir da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) fazem parte do segundo grupo. Quem ler o nome pode ser levado ao engano e dizer “imagi” em vez de “imagui”, como pretende o quarteto de investigadoras, mas isso não impediu o projeto que tem por objetivo travar a dor crónica em crianças de ganhar, na semana passada, o concurso de apresentação de ideias de negócio do evento Universe, que teve lugar no Pavilhão de Portugal, em paralelo com a Web Summit.
“Reparámos que havia boas reações do público, mas não tínhamos qualquer ideia se íamos ou não ganhar a competição”, responde Mariana de Oliveira, aluna de doutoramento de Engenharia Biomédica e Biofísica de Ciências ULisboa. “Este é um projeto que produz impacto, e que tem tido resultados satisfatórios nos testes que já fizemos com crianças. Além disso, conseguimos passar a mensagem para a assistência. Penso que foram esses os ingredientes que nos garantiram vitória na competição”, acrescenta.
O evento Universe foi desenhado para funcionar como uma montra de alguns dos projetos mais inovadores das universidades portuguesas. Além da exposição de projetos e de contactos com potenciais investidores e parceiros, o evento contou ainda com a competição de “pitches” que se distingue pelas apresentações de ideias de negócio. Entre participantes e organizadores, ninguém escondeu o propósito de tirar partido da proximidade e também da presença de visitantes da Web Summit, que se realizou entre FIL e Meo Arena.
“Estes eventos são úteis para mostrar que há muita ciência e tecnologia nas universidades”, refere Inês Neto, coordenadora do Gabinete de Inovação de Ciências ULisboa. “Foi importante para dar palco aos projetos que estão em desenvolvimento em Ciências ULisboa e permitiu que os responsáveis pelos vários projetos descobrissem novas perspectivas através do contacto com pessoas que têm outro tipo de experiências”.

