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Escola de Inverno NewSpace arranca a 10 de fevereiro e promete prémio de €1000 para vencedores de hackathon

Astrofísica8 janeiro, 2026

A Escola de Inverno NewSpace vai arrancar a 10 de fevereiro na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) com formação para 50 estudantes universitários em temas que remetem literalmente para fora deste Planeta. O ciclo de formação, que é organizado pela associação Espaço ao Cubo, tem ainda inscrições e vagas abertas. Se não representar um grande passo para a humanidade, eventualmente, poderá dar um pequeno empurrão profissional para os estudantes universitários que vão disputar o prémio de €1000 da hackathon que fecha este ciclo de formação patrocinado pela Agência Espacial Portuguesa.

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Rita Leitão e João Gonçalves dão a conhecer o que podemos esperar da Escola de Inverno NewSpace

“A hackathon vai contar com um desafio que apela a ideias inovadoras, que possam ter impacto na comunidade. As inscrições estão limitadas a 50 estudantes e terminam a 15 de janeiro. Cada inscrição tem um custo simbólico de €1, que dá direito a almoço e jantar para todos os alunos e alojamento para alunos que não vivem e não estudam em Lisboa”, descreve Rita Leitão, membro da associação Espaço ao Cubo, e aluna do Mestrado em Engenharia Física em Ciências ULisboa

A Escola de Inverno contempla cinco blocos de formação que abordam temáticas relacionadas com telescópios, satélites, lançadores espaciais, o tratamento de dados que costuma ser apelidado de downstream, e uma sessão que vai além da engenharia e agrega conteúdos relacionados com a legislação e a economia do Espaço. Cada bloco é composto por duas palestras de 45 minutos e uma sessão teórico-prática de 90 minutos. No programa disponibilizado pela associação Espaço ao Cubo, destaca-se ainda o grande final, que está agendado para o Museu das Comunicações, durante a manhã 14 de fevereiro, depois de uma hackathon que tem por objetivo o desenvolvimento de soluções tecnológicas em 24 horas.

A Escola de Inverno contempla cinco blocos de formação que abordam temáticas relacionadas com telescópios, satélites, lançadores espaciais, o tratamento de dados que costuma ser apelidado de downstream, e uma sessão que vai além da engenharia

“A hackathon vai lançar um desafio único, que é suficientemente aberto para permitir que os grupos de estudantes sigam diferentes abordagens e soluções. Esse desafio só vai ser revelado durante a hackathon para garantir que os estudantes começam a pensar numa potencial solução em pé de igualdade”, adianta João Gonçalves, membro da associação Espaço ao Cubo e aluno de mestrado em Física e Astrofísica em Ciências ULisboa.

As Escolas de Inverno têm vindo a ser promovidas pela Agência Espacial Portuguesa junto de instituições de ensino com o objetivo de gerar um “formato diferente da tradicional sala de aula” e uma “colaboração entre diferentes partes, que impacta positivamente os participantes” com palestras de representantes de empresas, universidades e outras instituições, explica Marta Gonçalves, gestora de programas de Educação e Ciência da Agência Espacial Portuguesa.

“O foco principal será a abordagem hands-on, em que os participantes vão ter a oportunidade de aplicar conhecimentos adquiridos durante uma hackathon”, acrescenta Marta Gonçalves.

A Escola de Inverno conta com a participação de Ana Prata, professora de Ciências ULisboa, André Moitinho de Almeida, professor de Ciências ULisboa, e Nuno Gonçalves, que tem vindo a tirar o doutoramento em Ciências ULisboa.

Também estão previstas preleções de representantes de empresas como a N3O, a Critical Software, ou a Thales, bem como a firma de advogados Vieira de Almeida, e a iniciativa de empreendedorismo júnior que dá pelo nome de JUST, além de professores do Instituto Superior Técnico.

A contagem decrescente já está em marcha rumo a 10 de fevereiro.

Comunicados

A 11 de fevereiro, Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, ampliámos a voz de 11 mulheres inspiradoras da nossa comunidade.