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Encontro do mestrado em Bioquímica e Biomedicina dá a conhecer projetos de alunos

Química e Bioquímica11 fevereiro, 2026

Pode haver quem sonhe desenvolver uma nova terapia contra o cancro. Para Diogo Velez, esse percurso está já em curso. Há cerca de cinco meses que o estudante da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) desenvolve um projeto num laboratório da Fundação Champalimaud que recorre a técnicas de imagem ao vivo para estudar as interações entre células de leucemia mieloide aguda e nichos celulares da medula óssea envolvidos na produção de glóbulos vermelhos. “Compreender estas interações pode contribuir para identificar novos alvos terapêuticos”, explica.

O trabalho foi distinguido com o primeiro prémio no 8.º Encontro do Mestrado em Bioquímica e Biomedicina, que decorreu esta terça-feira. As distinções atribuídas no final do evento reconheceram a qualidade científica e a clareza da comunicação em formato poster, apresentada pelos estudantes.

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Organização do 8.º Encontro do Mestrado em Bioquímica e Biomedicina

“Este mestrado caracteriza-se pela forte integração na investigação biomédica e bioquímica atual e pela exigência científica dos projetos desenvolvidos”, refere Margarida Gama Carvalho, professora do Departamento de Química e Bioquímica e coordenadora do Mestrado em Bioquímica e Biomedicina. “O Encontro constitui um momento de partilha e discussão pública dos estágios de dissertação que os estudantes se encontram a desenvolver desde setembro em contexto real de investigação, em laboratórios de Ciências ULisboa e de instituições parceiras”, acrescenta a professora de Ciências ULisboa.

Nesta 8.ª edição do Encontro do Mestrado em Bioquímica e Biomedicina, que contou com mais de 100 participantes inscritos, foram apresentados 27 projetos, distribuídos por áreas como doenças neurológicas, oncologia e biomedicina e biotecnologia molecular. Até ao final do ano letivo, estes projetos serão desenvolvidos em unidades de investigação associadas a Ciências ULisboa, bem como noutras instituições parceiras, proporcionando contacto direto com equipas multidisciplinares. O póster intitulado “Characterization of Erythroblastic Islands and Their Dynamic Interactions with Patient-Derived Acute Myeloid Leukemia Cells using Live Imaging in ZAvatars” valeu a Diogo Velez o primeiro lugar na avaliação da comunicação científica.

Diogo Velez

Diogo Velez ficou em primeiro lugar na avaliação da comunicação científica.

O segundo prémio foi atribuído a Joana Ratado, com o trabalho “Evaluating the Anticancer Potential of Peptide-Drug Conjugates in a Blood-Brain Barrier-Integrated In Vitro Model of Brain Metastases”, que estuda a capacidade de um conjugado péptido-fármaco atravessar a barreira hematoencefálica e atuar sobre metástases tumorais no cérebro recorrendo a modelos in vitro, e que está a ser desenvolvido no Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular (GIMM) e na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL). O terceiro lugar coube a Leonor Fernandes, com o póster intitulado “Uncovering How the Structure and Function of ETF Variants Shape the Metabolic Disorder MADD”, centrado na caracterização molecular de uma doença metabólica rara, um trabalho desenvolvido sob orientação da Prof. Bárbara Henriques, BioISI e do Departamento de Química e Bioquímica de Ciências ULisboa.

O encontro contou com uma palestra do Professor Joaquim Ferreira, subdiretor da FMUL, e especialista em doenças neurodegenerativas, que sublinhou a importância do diálogo entre investigação fundamental e prática clínica. A interação entre bioquímica, biomedicina e medicina foi apontada como essencial para responder aos desafios atuais na área da saúde. “Preciso de vocês”, reiterou o professor universitário sobre a importância de jovens investigadores formados em bioquímica e biomedicina para o progresso na descoberta de novos tratamentos.

Joaquim Ferreira a dar palestra

oaquim Ferreira, subdiretor da FMUL, e especialista em doenças neurodegenerativas, sublinhou a importância do diálogo entre investigação fundamental e prática clínica.

Com elevadas taxas de empregabilidade, os diplomados do mestrado seguem percursos na investigação académica, na indústria farmacêutica e biotecnológica, em consultoria científica e noutras áreas que exigem formação avançada em biociências. “Para além da componente científica e técnica, os nossos estudantes desenvolvem competências de comunicação, capacidade crítica, resolução de problemas e trabalho em equipa, que garantem o seu sucesso futuro em qualquer ambiente profissional exigente”, conclui Margarida Gama Carvalho.

Comunicados

Irene Fonseca distinguida com o Prémio Universidade de Lisboa 2024.