Todos os dias de semana há uma “cargobike” que atravessa a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) em busca de resíduos orgânicos para a compostagem. No guiador e a controlar todas as operações, segue Fernando Batalha que é um rosto popular da comunidade e também merece o reconhecimento de quem teve a ideia de propor o investimento de uma bicicleta de carga a bem da sustentabilidade.

Em Ciências ULisboa, a compostagem vai a todo o lado de bicicleta

Fernando Batalha a caminho de mais uma recolha de resíduos
“O senhor Fernando é fulcral na recolha dos resíduos orgânicos”, refere António Pato, guardião da HortaFCUL e profissional do Gabinete de Segurança, Saúde e Sustentabilidade (G3S) de Ciências ULisboa. “A nossa Faculdade recolhe todos os resíduos orgânicos dos bares para compostagem. Não conheço outra faculdade do País que faça o mesmo”, acrescenta.
O investimento na bicicleta de carga remonta a setembro e resulta de uma combinação de esforços entre o projeto agrícola HortaFCUL e G3S. Aquando da aquisição houve a preocupação de encontrar uma alternativa que e não produzisse emissões poluentes e fosse menos exigente do ponto de vista físico que o antigo “trolley” que era puxado pelos profissionais que fazem a manutenção de Ciências ULisboa. Depois da compra procedeu-se à devida adaptação estética, que ficou a cargo de Pedro Corte-Real, designer da Direção de Comunicação e Imagem de Ciências ULisboa. E foi assim que o porta-cargas ganhou um novo figurino.
“Inspirámo-nos no design dos ícones que hoje ilustram as diferentes áreas de estudo da nossa Faculdade e aplicámos essa mesma lógica em imagens alusivas à compostagem”, refere Pedro Corte-Real.
Tendo em conta que hoje os compostos obtidos pela recolha de resíduos orgânicos já são usados na HortaFCUL e na Horta Solar e estão disponíveis para mais projetos de Ciências ULisboa, António Pato não tem dúvidas de que a iniciativa cumpre os propósitos: “O investimento feito pela Faculdade tem como retorno os resíduos de compostagem que superam o valor desta bicicleta de carga”. A Natureza também agradece.