A 4ª Edição da Semana da Sustentabilidade (SdS) tem início esta segunda-feira com um programa que pretende sensibilizar a comunidade da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) para temas relacionados com o ecossistema, o bem-estar pessoal e a vida em sociedade. A iniciativa, que se estende por quatro dias e e é organizada por estudantes, arranca às 14h00, com uma Feira de Entidades, que dá a conhecer atividades tão díspares quanto a reparação de bicicletas, a ilustração científica ou ações de grupos como Coopérnico, Vita Nativa, ou Laboratório Vivo para a Sustentabilidade. Para terça-feira e quarta-feira, o evento que tem como lema "O Futuro da Sustentabilidade" prevê ações de formação, debates, e documentários, e na quinta-feira contempla uma Feira Interativa e um Mercado de Trocas. Durante a SdS haverá ainda um peddy-paper, com apoio da Ciência Viva e do Jardim Zoológico de Lisboa, e a afixação de placas informativas em ecopontos e um painel sobre separação de resíduos.

Semana da Sustentabilidade dá início esta segunda-feira a programa que inclui feiras, debates e formação

A Semana da Sustentabilidade decorre de 27 a 30 de abril
“A SdS pretende ser um reflexo daquilo que poderia ser a sociedade à escala mundial. É uma iniciativa que leva as pessoas a refletir e a participar voluntariamente. Dá trabalho, mas é gratificante”, comenta Amélia Ávila, aluna do Mestrado em Biologia Humana e Ambiente e membro da coordenação geral da Comissão Organizadora da 4ª Edição da SdS.
A SdS é uma iniciativa organizada por mais de 20 alunos de Ciências ULisboa, que conta com a participação de parceiros externos e várias entidades bem conhecidas dentro do campus. A Comissão Organizadora da SdS descreve a iniciativa a partir de três pilares: um primeiro composto pelos eventos centrais; o segundo que remete para as feiras que facilitam a comunicação com a comunidade; e o terceiro que abrange ações de sensibilização que tiram partido de concursos de ilustração científica, do paddy paper, ou da afixação de placas e painéis informativos no recinto de Ciências ULisboa.

Joana Rosado, Catarina Sil (em cima) e Amélia Ávila (em baixo) são responsáveis pela coordenação da 4ª edição da Semana da Sustentabilidade
“A mudança tem de começar nas comunidades. E há casos em que a sustentabilidade pode remeter para as questões de igualdade entre pessoas, comunidades ou países. Se uma pessoa não tiver qualidade de vida, eventualmente, terá menos propensão para se preocupar com a sustentabilidade, ou o futuro da humanidade e do planeta”, defende Catarina Sil, aluna do Mestrado em Biologia da Conservação, e membro da coordenação-geral da SdS.
“Enquanto estes temas não forem economicamente apelativos para a indústria e enquanto os governos não os introduzirem na agenda política, não vamos ter mudanças quanto à sustentabilidade”
Na organização da SdS ninguém esconde a intenção de marcar a agenda e sensibilizar quem tem de tomar decisões. E por isso o programa dos quatro dias contempla a participação de entidades que pretendem dar o exemplo quanto à sustentabilidade como a Academia Ponto Verde, o Grupo Lobo, o Thirst Project, a Oficina das Energias, Associação Vita Nativa, All Protein Project, Núcleo de Ilustração Científica, CiclOficina, e a Let’s Swap que organiza o Mercado de Trocas, que vai permitir permutar, na sexta-feira, plantas, livros, roupa e muitos outros objetos que podem recuperar a utilidade ao mudarem de donos. A Feira de Entidades, a Feira Interativa e o Mercado de Trocas compõem a denominada Feira da Sustentabilidade, que decorre durante a SdS.
“Enquanto estes temas não forem economicamente apelativos para a indústria e enquanto os governos não os introduzirem na agenda política, não vamos ter mudanças quanto à sustentabilidade. É por isso que é importante dar visibilidade às pessoas e às entidades que trabalham nesta área”, sublinha Joana Rosado, aluna da Licenciatura em Química e membro da coordenação-geral da SdS. Fica lançado o apelo.