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Ciências ULisboa participa na criação de uma das maiores infraestruturas digitais para ciência e inovação

Lídia Belourico
Ciências 24 julho, 2026

A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) é uma das entidades parceiras de um investimento superior a 20 milhões de euros que permitirá criar uma das maiores infraestruturas digitais dedicadas à ciência e à inovação no ensino superior português.

O projeto, desenvolvido em parceria entre a Reitoria da Universidade de Lisboa, o Instituto Superior Técnico, Ciências ULisboa e o Gulbenkian Institute for Molecular Medicine (GIMM), prevê a criação de uma infraestrutura distribuída assente em dois novos datacenters: um no campus do Instituto Superior Técnico, em Oeiras (Taguspark), e outro no campus de Ciências ULisboa, na Cidade Universitária. A iniciativa resulta da aprovação das candidaturas ULISBOA CORE – Computational Omics for Resilient Economies e ULISBOA CORE+ – Sovereign AI4Science Cloud for Bio-Digital Data, financiadas pelo Programa Regional Lisboa 2030.

Com conclusão prevista para outubro de 2028, as novas infraestruturas irão reforçar significativamente a capacidade de armazenamento e processamento de dados da Universidade de Lisboa, disponibilizando serviços avançados de inteligência artificial, computação de elevado desempenho e armazenamento seguro de informação científica.

Com conclusão prevista para outubro de 2028, as novas infraestruturas irão reforçar significativamente a capacidade de armazenamento e processamento de dados da Universidade de Lisboa.

Para Ciências ULisboa, a instalação de um dos datacenters representa um reforço estratégico das condições disponíveis para a investigação científica, permitindo responder às crescentes necessidades de processamento de grandes volumes de dados em áreas como a saúde, a biotecnologia, a medicina de precisão, a investigação clínica, a descoberta de novos fármacos e a vigilância epidemiológica. Outro dos pilares do projeto passa pela criação de uma cloud soberana, que permitirá armazenar e processar dados científicos em infraestruturas geridas pela própria Universidade de Lisboa, assegurando elevados padrões de segurança, disponibilidade e governação da informação. Esta capacidade será particularmente relevante para projetos que trabalham com dados sensíveis e de elevada complexidade.

Outro dos pilares do projeto passa pela criação de uma cloud soberana, que permitirá armazenar e processar dados científicos em infraestruturas geridas pela própria Universidade.

Além de apoiar a atividade das escolas, centros de investigação e laboratórios da Universidade, a nova infraestrutura ficará também ao serviço do Ecossistema de Inovação ULisboa, promovendo a colaboração com empresas, startups, spin-offs e parceiros industriais. O objetivo é acelerar a transferência de conhecimento, estimular o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas e potenciar a transformação da investigação científica em inovação com impacto na sociedade e na economia. Segundo o Reitor da Universidade de Lisboa, Luís Ferreira, “estes datacenters representam um passo decisivo para reforçar a capacidade científica e tecnológica da Universidade de Lisboa e para colocar a inteligência artificial, a computação avançada e a cloud soberana ao serviço da investigação, da inovação e da sociedade”.

“estes datacenters representam um passo decisivo para reforçar a capacidade científica e tecnológica da Universidade de Lisboa e para colocar a inteligência artificial, a computação avançada e a cloud soberana ao serviço da investigação, da inovação e da sociedade”

A implementação decorrerá de forma faseada até outubro de 2028, incluindo a construção das infraestruturas, a instalação das tecnologias digitais e a certificação dos novos centros de dados. Com este investimento, a Universidade de Lisboa reforça a sua aposta nas tecnologias digitais, na inteligência artificial, na computação avançada e na biotecnologia, consolidando a sua posição como um dos principais polos nacionais de investigação e inovação.

Comunicados

Ciências ULisboa apresenta relatório com recomendações para a futura Agência para a Investigação e Inovação.