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Ciências ULisboa e Ministério da Defesa Nacional assinam declaração de intenções para criação de consórcio de segurança climática

Hugo Séneca
Protocolos19 janeiro, 2026

A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) e o Ministério da Defesa Nacional assinaram esta sexta-feira uma declaração de intenções que tem por objetivo dar os primeiros passos para a constituição de um consórcio de investigação dedicado à Resiliência e Segurança Climática no Atlântico. A declaração foi assinada por Luís Carriço, diretor de Ciências ULisboa, e Nuno Pinheiro Torres, Secretário de Estado Adjunto da Política da Defesa Nacional.

Luís Carriço, diretor de Ciências ULisboa e Nuno Pinheiro Torres, Secretário de Estado Adjunto da Política da Defesa Nacional.

Luís Carriço, Diretor de Ciências ULisboa e Nuno Pinheiro Torres, Secretário de Estado Adjunto da Política da Defesa Nacional.

Um comunicado conjunto das duas entidades revela que a declaração de intenções tem em vista o “papel estratégico de Portugal na agenda da segurança climática global”. Além da “posição geográfica privilegiada para liderar a produção de conhecimento e soluções de resiliência territorial”, Ciências ULisboa e Ministério da Defesa Nacional reiteram a intenção de “transformar a ciência de ponta em ferramentas práticas para a proteção das populações e a estabilidade do Estado face aos desafios climáticos”.

“A criação desta rede de investigação em Segurança Climática e Resiliência no Atlântico reflete o compromisso da Ciências ULisboa em colocar o conhecimento científico ao serviço dos grandes desafios estratégicos do nosso tempo. Ao unir ciência, inovação e capacidade operacional, esta parceria com o Ministério da Defesa Nacional afirma Portugal como um polo de referência internacional na produção de soluções que reforçam a resiliência territorial, a proteção das populações e a segurança do Estado num contexto de acelerada mudança climática”, afirma Luís Carriço.

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Representantes da Ciências ULisboa e do Ministério da Defesa Nacional durante a assinatura do protocolo.

A iniciativa deverá abranger quatro vetores que definem o raio de ação previsto para atividades científicas e também operacionais. O primeiro desses vetores prevê “a integração de conhecimento científico, tecnológico, estratégico e operacional nas áreas da segurança climática e da resiliência”.

Entre os objetivos definidos, figura ainda a “Inovação de Duplo Uso”, que pretende tirar partido da “investigação aplicada e projetos de uso dual” que revelam utilidade tanto para a área civil como a militar.

A declaração de intenções abrange também o “apoio à decisão”, com a disponibilização de dados científicos que contribuem para a "formulação de políticas públicas e estratégias de defesa nacional e internacional” e objetivos relacionados com “capacitação e formação”, que deverá estar devidamente enquadrada com o espaço geopolítico do Atlântico.

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