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Ciências ULisboa avança com formação para uso de tecnologias e IA nas aulas

Hugo Séneca
Formação2 fevereiro, 2026

São duas ações de formação – e ambas têm por objetivo mostrar como as tecnologias podem transformar as aulas no ensino superior. A primeira das ações está agendada para 3 de fevereiro como tema as “Iniciativas Pedagógicas Inovadoras em Sala de Aula”. A segunda ação de formação contempla duas edições (entre 11 e 12 de fevereiro; ou entre 12 e 13 de fevereiro) e tem por título “Inteligência Artificial (IA) no Ensino Superior: Uso Ético, Crítico e Pedagógico”. A primeira ação de formação é presencial, enquanto a segunda decorre através na internet, em regime de videoconferência. Ambas ações são gratuitas e inserem-se no programa anual de renovação de atividades pedagógicas do Gabinete de Desenvolvimento Académico e Formação, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa).

estudante a desenhar símbolos relacionados com a IA em quadro de ardósia

“Hoje, não basta dar aulas expositivas enquanto se escreve a matéria no quadro. É necessária uma adaptação do estilo de aprendizagem, que permita maximizar as várias ferramentas disponíveis para alcançar os vários perfis de alunos. Claro que podemos continuar a dar aulas com quadro e giz, mas temos também de articular metodologias e tecnologias com que os alunos cresceram”, descreve Nuno Ricardo Oliveira, responsável pela ação de formação “Iniciativas Pedagógicas Inovadoras em Sala de Aula”.

Na sessão de formação agendada para esta terça-feira, Nuno Ricardo Oliveira pretende ajudar professores universitários a integrarem as tecnologias e a IA nos atuais modelos de aulas. Além da atratividade dos conteúdos lecionados, há a expectativa de usar as tecnologias como ferramenta de inclusão, que permite ter em conta os vários grupos que constituem uma ou mais turmas.

“Os conteúdos lecionados não vão mudar, mas a forma como são lecionados pode ter de vir a ser reformulada, com a integração das tecnologias”, refere o formador.

Para os dias 11, 12 e 13 de fevereiro ficam reservadas as sessões com o tema “IA no Ensino Superior: Uso Ético, Crítico e Pedagógico” que tem como formadora Márcia de Freitas Vieira. As sessões assume, logo no título, a intenção de ajudar professores a lidar com um tema que pode mudar as lógicas da transmissão e produção de conhecimento.

“Queremos dar uma formação geral que permita compreender e integrar as ferramentas de IA de forma ética e pedagógica nas salas de aula”, responde Márcia de Freitas Vieira. “Vamos dar a conhecer ferramentas de IA que podem ser usadas nas salas de aula. O objetivo é que estas ferramentas sejam encaradas como aliadas dos professores, e não como substitutas dos professores”, acrescenta a formadora.

A formação “IA no Ensino Superior: Uso Ético, Crítico e Pedagógico” tanto pode revelar-se útil para professores menos versados em tecnologias, como pode ajudar quem já domina estas ferramentas na hora de proceder
à adaptação das atividades pedagógicas.

Além de eventualmente superar os docentes na hora de obter e processar informação a partir dos algoritmos, a agilidade tecnológica dos alunos também levanta questões éticas. E por isso, esta ação de formação não perde de vista métodos e ferramentas que permitem identificar o uso indevido da IA em contexto de ensino.

“A própria forma de fazer a avaliação pode ter de ser revista… até porque os professores podem ter de vir a usar IA! É algo que pode exigir uma reconfiguração da avaliação”, conclui Márcia de Freitas Vieira.

Comunicados

Irene Fonseca distinguida com o Prémio Universidade de Lisboa 2024.