Quem tira o Dia Nacional do Estudante para visitar a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) habilita-se a ficar literalmente de cabelos em pé – e com um sorriso no rosto. A turma de 28 alunos da Escola Secundária Rainha Dona Leonor, de Lisboa, que estava de visita esta terça-feira, não fugiu à previsão. A aventura arrancou na renovada sala Física à Solta que deu a conhecer comportamentos de supercondutores arrefecidos com azoto e da eletricidade estática na hora de levantar cabelos, e seguiu depois para a medição da força máxima que um braço consegue fazer. No final, o engenho foi aplicado a estatísticas que tanto permitem comparar preços de medicamentos em dois distritos, como deixam estimar a quantidade média de ozono numa cidade. No dia que lhes era dedicado, não faltaram jovens a revelarem vontade de continuar a estudar.

Alunos do Secundário visitam Sala Física à Solta e redescobrem a matemática
“Esta visita revelou uma realidade que não é a que costumamos encontrar nas salas de aula do Secundário. Deu-nos uma amostra do que poderemos estar a fazer dentro de dois anos"
“Esta visita deu-nos uma amostra do que poderemos estar a fazer dentro de dois anos quando viermos para a faculdade”, refere Miguel, 15 anos, aluno do 10º ano da área de Ciência e Tecnologia na ESRDL.
Nesta visita realizada durante o Dia do Estudante, todo o périplo montado pelos Departamentos de Ciências Matemáticas e Física teve o propósito assumido de levar a ciência até às mãos – ou aos corações – da turma de jovens do 10º ano. “Acho que o ambiente da Faculdade é bastante bom; achei descontraído e não senti muita pressão. Os professores pareceram-me acessíveis e dinâmicos pela forma como falaram connosco e também pela forma como os vi a interagir com os seus alunos”, descreve Mariana, 16 anos, aluna da ESRDL.

A sala Física à Solta tem novas demonstrações científicas para aguçar a curiosidade dos mais novos
Para os representantes de Ciências ULisboa, a receção aos alunos teve como propósito a divulgação científica e uma eventual captação de vocações nos anos vindouros – e, coincidência ou não, os estudantes da escola secundária lisboeta revelaram estar em sintonia: “Conseguimos ver realidades diferentes. É algo que também ajuda a perceber quais as faculdades em que gostaríamos de estudar”, explica Rodrigo, 15 anos, aluno da ESRDL.
Na incursão pelo Departamento de Ciências Matemáticas, foram os computadores e os estudantes que já estão matriculados na Faculdade que ajudaram os visitantes a conhecer diferentes desafios e metodologias relacionadas com a estatística. Por seu turno, a metade inicial da visita serviu de primeiro teste em ambiente real para as experiências da sala Física à Solta, que foram reformuladas com o objetivo de captar a atenção de estudantes pré-universitários em torno dos fenómenos ligados ao magnetismo, aos sons, à espectroscopia, à ótica, à eletrostática, entre outras surpreendentes experiências que aguçam a curiosidade.
“É fundamental estreitar a ligação entre o ensino secundário e ensino superior”
“É fundamental estreitar a ligação entre o ensino secundário e ensino superior”, refere Maria João Carvalho, professora da ESRDL que liderou esta visita. “Estes alunos escolheram a área de ciência e tecnologias. E aqui podem descobrir que está tudo sempre em mudança e que há sempre novos cursos a surgir. Além disso, também é algo que ajuda a ficar com curiosidade pela ciência e que pode ajudar na escolha de um caminho para o futuro”, conclui a professora.

Foto de grupo com alunos e professores da Escola Secundária Rainha Dona Leonor e professores e membros da direção de Ciências ULisboa









