Na Feira de Núcleos de Estudantes, há quem trabalhe por amor à camisola, e há quem não dispense o fato de mergulho. “Mesmo quem tem medo não deve perder a oportunidade de mergulhar connosco”, responde Pilar Lobo Antunes, dirigente do Núcleo de Mergulho Científico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (NMFC). O repto de Pilar tem o tamanho da Faculdade inteira, mas está longe de ser o único. Alinhadas na alameda central da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CIÊNCIAS), 18 bancas de núcleos de estudantes disputaram a atenção de quem visitou esta feira anual durante o dia de terça-feira. Tudo para mostrar que há vida além das aulas.
“A Faculdade não é só para estudar. E é por isso que os núcleos de estudantes desenvolvem atividades externas aos currículos”, explica Lúcia Afonso, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Estudante. “Há núcleos que aparecem, e outros que desaparecem ao longo do tempo. É algo que vai refletindo modas e interesses dos estudantes”, acrescenta.
Pode conhecer os vários núcleos de estudantes de CIÊNCIAS aqui.
Na edição de 2025/2026, as mais recentes tendências abriram caminho à estreia oficial de três novos núcleos de estudantes: um dedicado à literatura e aos livros que é conhecido pela sigla 2C; o Núcleo de Observação de Aves de Ciências (NOAC); e por fim o Núcleo de Ilustração Científica de CIÊNCIAS (NICC). Em todos os três, é o espírito de iniciativa que marca a diferença. “Esta iniciativa partiu de mim e da minha amiga Leonor Aragão, depois de reparamos que havia muito interesse por ilustração científica, apesar de não haver muitas alternativas que permitam conciliar o tempo disponível com os custos financeiros”, lembra Mafalda Mendes, responsável do NICC e aluna de Biologia. “A ideia é que os mais novos agarrem no projeto para que possa continuar quando eu e outros acabarmos os cursos”, acrescenta.


