Já são conhecidos os nove vencedores de prémios e diplomas de reconhecimento do mérito científico que são atribuídos anualmente pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CIÊNCIAS). Na edição de 2024, os três principais prémios distinguem Tiago Guerreiro, professor do Departamento de Informática; Andreia Valente e Maria Helena Garcia, professoras do Departamento de Química e Bioquímica; e Catarina Frazão Santos, professora do Departamento de Biologia. Além destes três prémios, foram anunciados os seis contemplados com os diplomas de reconhecimento de mérito atribuídos por área científica. Todos estes diplomas vão ser entregues no Dia da Investigação e Inovação, que decorre a 22 de outubro.
Tiago Guerreiro, investigador do Centro de Investigação em Ciência e Engenharia Informática (LASIGE), distinguiu-se, no ano passado, como o membro da comunidade de CIÊNCIAS que alcançou maior nível de produtividade científica dentro de CIÊNCIAS, e por isso vai garantir também para o Departamento de Informática a principal distinção geral deste ano - o Prémio de Mérito Científico.
A direção de CIÊNCIAS e a Comissão para a Inovação e Empreendedorismo também decidiram atribuir a Andreia Valente e a Maria Helena Garcia o prémio de Mérito na Inovação pelo trabalho desenvolvido com a empresa R-nuucell em torno de novas terapias para cancros especialmente agressivos. E Catarina Frazão-Santos, investigadora do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), vai ser distinguida com o prémio relativo ao Mérito de Obtenção de Financiamento , depois de ter conseguido captar cerca de €1,5 milhões num projeto de Investigação que visa o planeamento e governança oceânica sustentáveis na Antártida.
“O prémio atribuído a Tiago Guerreiro distingue o trabalho feito na área das soluções tecnológicas para melhorar a qualidade de vida e autonomização de pessoas, avaliando o seu impacto em contextos reais. Andreia Valente e Maria Helena Garcia vão ser distinguidas por serem um exemplo de como se pode criar uma empresa de base científica com objetivos benéficos para a humanidade. No caso de Catarina Frazão-Santos, o prémio é atribuído por ter demonstrado que é possível captar financiamento para um projeto que dá resposta a um desafio global – o uso sustentável do oceano num contexto de alterações ambientais e sociais”, explica Margarida Santos-Reis, subdiretora de CIÊNCIAS com a pasta da investigação.

